quarta-feira, 17 de junho de 2015

Cada dia mais patético

vetoven

Mentira da Globo sobre Venezuela é desmascarada


Para variar, era mentira da Globo.
A Venezuela nunca pensou em proibir a entrada dos senadores brasileiros de oposição no país.
Que ditadura fulera essa, hein!
Permite que senadores da oposição ao governo do Brasil entrem em seu país para visitar “presos políticos” da oposição ao governo venezuelano.
Quando os EUA vão autorizar que aviões com parlamentares do PSOL pousem em Guantanamo para visitar os “presos políticos” de lá?
Leia a matéria do Opera Mundi, confirmando o que o Cafezinho já tinha publicado aqui ontem: era mentira e factoide da Globo e do PSDB, um jogo sujo armado para descrever a Venezuela como “ditadura” e promover midiaticamente Aécio Neves como o novo “libertador” das Américas.
Só que não: Aécio não é Simón Bolívar.

Fonte: O CAFEZINHO
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Vai pra Guantánamo, Aécio Neves

Por Altamiro Borges

O cambaleante Aécio Neves embriagou-se de vez. Derrotado nas eleições presidenciais no Brasil e escorraçado de Minas Gerais, ele agora tenta interferir no processo político da Venezuela. Já que as marchas golpistas pelo impeachment de Dilma deram xabu, o senador mineiro-carioca parece que decidiu infernizar o presidente Nicolás Maduro. Junto com uma comitiva de demotucanos velhacos e hidrófobos e aproveitando-se do show pirotécnico da mídia colonizada, o presidente do PSDB chega a Caracas com a missão de "denunciar as prisões políticas e promover os direitos humanos no país vizinho". Haja hipocrisia do novo candidato a líder do grupo direitista Tea Party dos EUA.
Quando do golpe militar em Honduras, em 28 de junho de 2009, Aécio Neves não prestou qualquer solidariedade às vítimas da orquestração tramada pela oligarquia local, com o apoio da mídia venal, do corrompido Poder Judiciário e dos EUA. Até a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução condenando a derrubada do presidente Manuel Zelaya, que foi retirado a força de sua residência em Tegucigalpa, ainda de pijama, e levado a uma base aérea nas imediações da capital do país. Já alguns tucanos, que até parecem agentes de quinta categoria da CIA, festejaram o golpe militar e criticaram o governo Lula por conceder asilo político ao presidente deposto na embaixada de Honduras.

Já quando do golpe judicial-midiático no Paraguai, em 22 de junho de 2012, Aécio Neves também não viajou às pressas ao país vizinho para prestar solidariedade ao presidente deposto Fernando Lugo e aos presos políticos. O patético Alvaro Dias, então líder do PSDB no Senado, inclusive foi à capital do país para legitimar a posse do vice-presidente golpista, Federico Franco. Logo na sequência, Aécio Neves criticou a exclusão do Paraguai do Mercosul, aprovada por todos os países membros, e ainda fez escândalo contra o ingresso da Venezuela no organismo de integração regional. Deve ter recebido inúmeros elogios dos falcões imperialistas do Departamento de Estado dos EUA.

Já que o cambaleante tucano está tão preocupado com os "presos políticos e os direitos humanos", ele podia aproveitar a viagem a Caracas e dar uma esticadinha até Guantánamo, a base militar dos EUA que fica bem próxima da Venezuela. Lá ele encontrará várias pessoas que foram presas sem qualquer julgamento e que sofreram bárbaras torturas. Nos últimos anos já passaram pelo local 775 prisioneiros sem acusação formal. Definidos como terroristas pelo terrorista George Bush, ex-presidente ianque, estes presos não são protegidos nem pela Convenção de Genebra.

Vários deles já morreram nestas masmorras dos EUA. Em 2009, a National Geographic Channel divulgou um documentário, intitulado "Inside Guantanamo", sobre as atrocidades praticadas no local, como o transporte dos detentos em jaulas, abusos sexuais, desrespeito às práticas religiosas e outros cruéis tipos de tortura.  Vai pra Guantánamo, senador Aécio Neves! Mas cuidado para não ficar por lá. Os ianques, que você tanta admira e venera, são barra pesada e mestres na violação dos direitos humanos. Na viagem à base militar, aproveite e leia o excelente artigo do Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo, sobre o seu papel ridículo na Venezuela.

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Que deu na cabeça de Aécio para se meter na vida dos venezuelanos?

Que deu na cabeça de Aécio para ir se meter nos negócios alheios na Venezuela?

É uma das ideias mais imbecis dos últimos anos na cena política. Tem a mesma quantidade de tolice da viagem que Kim Kataguiri empreendeu a Brasília para derrubar Dilma.

A diferença é que Kim é mirim, e Aécio já ultrapassou os 50, embora faça força para parecer um garotão.

Cada país que cuide de seus problemas.

A direita brasileira é a segunda pior do mundo, no quesito apego a mamatas e privilégios estatais. Só é batida pela direita venezuelana.

Desde que Chávez chegou ao poder – pelos votos – a direita tenta derrubar a nova ordem que nada mais fez que incluir uma vasta porção de venezuelanos relegados à miséria ao longo dos séculos.

Até um golpe foi dado. Durou pouco, e Chávez acabou reconduzido pela reação do povo e de seus antigos companheiros militares.

Neste trabalho de sabotagem contra a inclusão social e contra a democracia, a elite venezuelana tem o amparo permanente dos Estados Unidos.

Era assim com Bush e continuou assim com Obama, de quem se esperavam, em vão, mudanças.

Numa de suas grandes frases, Chávez disse que a diferença entre Bush e Obama era a mesma que existe entre seis e meia dúzia.

Chávez governou para os pobres, e recebeu deles o reconhecimento na forma de um amor irrestrito.

Ele cansou de ganhar eleições, pelo apoio popular. Mesmo quando a oposição, tradicionalmente fragmentada, se uniu com Capriles Chávez, sozinho, bateu os que queriam o retorno da velha ordem.

Doente, ele pediu que os venezuelanos votassem em Maduro caso morresse. Já não era Chávez que enfrentaria a oposição reunida, mas um semidesconhecido indicado por ele, Maduro.

E Maduro venceu, em eleições cuja lisura foi atestada por Jimmy Carter e diversos outros insuspeitos observadores internacionais.

A oposição começou a tramar contra Maduro imediatamente. O primeiro passo foi a acusação, disparatada e cínica, de fraude eleitoral.

E a sabotagem não parou mais.

Querem tirar Maduro? Que vençam nas urnas.

Mas não. A direita venezuelana, como a brasileira, quer atalhos que prescindam de uma coisa chamada voto.

O 1% venezuelano não tem nada a mostrar. Governou por séculos a Venezuela e construiu uma das sociedades mais iníquas do mundo.

Se você acha que a mídia brasileira é canalha, é porque não viu a venezuelana. Até a mãe de Chávez era constantemente xingada nas redes de tevê da Venezuela.

E é dentro desse quadro tão complicado, de boicote sistemático da plutocracia contra a democracia, que Aécio acha que tem alguma contribuição a dar aos venezuelanos.

É cômico e é trágico ao mesmo tempo.

Aécio, definitivamente, não se enxerga.

Vi, nas redes sociais, reações que contam muito sobre o caso. Várias pessoas perguntaram quanto custaria a viagem aos cofres públicos.

Até o avião da FAB seria utilizado. Pagar passagens com o próprio bolso não faz parte dos hábitos de Aécio.

Terminou em piada, claro.

O jornalista Pedro Alexandre Sanches, no Twitter, pediu a Maduro que aceitasse Aécio na Venezuela.

Para sempre.

 
Fonte: Blog do Miro
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Como já se tornou  rotina, Globo mentiu e foi desmascarada.

A mentira foi para inflar mais uma travessura do cambaleante Aécio, pois, ao que parece, o aviador de Cláudio deseja conquistar  a América do Sul , talvez atordoado ainda com os resultados das eleições de outubro último, ou, quem sabe, querendo competir com o estratosférico prestígio que Lula desfruta na região e em todo o mundo.

Seja o que que for em mais um surto megalomaníaco do cambaleante e intrépido político das Minas Gerais, o fato é que estamos diante de mais um factóide montado pelas oposições e a velha mídia, já que o suposto impulso humanitário e de defesa dos direitos humanos  do tucano, revela-se incorreto e , mesmo se fosse verdadeiro seria seletivo e oportunista, uma vez que questões gravíssimas de violação das liberdades civis e dos direitos humanos proliferam pelo mundo, sem que esse tema , em algum momento, estivesse presente no discurso político das oposições.

Por que Aécio não faz coro com o  bispo Nobel da Paz, Desmond Tutu, para que Caetano Veloso e Gilberto Gil não compareçam em evento artístico em Israel, como represália ao posicionamento de Israel contra o Estado Palestino ?

De minha parte, já que Gil e Caetano desejam participar do evento em Israel, que usem o evento para criticar em alto e bom som para todo o mundo a postura do estado de Israel.

Quanto a Aécio, seu comportamento  e suas escolhas fazem do político cambaleante uma figura cada dia mais patética.

Até o diabo está assustado

Mão que apedreja crianças só tem fé na maldade

16 de junho de 2015 | 17:33 Autor: Fernando Brito
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Do jornal O Dia:

“Com apenas 11 anos de idade, K. conheceu a intolerância religiosa na noite de domingo de forma dolorosa. A menina, iniciada no Candomblé há quatro meses, seguia com parentes e irmãos de santo para um centro espiritualista na Vila da Penha, quando foi atingida na cabeça por uma pedra, atirada, segundo testemunhas, por um grupo de evangélicos. Ainda segundo os relatos, momentos antes, eles xingaram os adeptos da religião de matriz africana.
“Eles gritaram: ‘Sai Satanás, queima! Vocês vão para o inferno’. Mas nós não demos importância. Logo depois, o pedregulho atingiu minha neta e, enquanto fomos socorrê-la, eles fugiram em um ônibus”, contou a avó da menina, Kathia Coelho Maria Eduardo, de 53 anos, conhecida na religião como Vó Kathi”.

Está na hora de as igrejas protestantes de gente de bem – e não de picaretas fanatizadores – lembrarem o que fez a intolerância religiosa contra eles próprios. A Noite de São Bartolomeu, na França, a Grande Expulsão, na Inglaterra, os conflitos armados na Alemanha e as que envergonham – como envergonha a Católica a barbárie da Inquisição – a própria história do protestantismo, como o massacre de Salem, no século 18, no EUA.
Porque, seja qual for a religião ou a não-religião, quem apedreja uma criança não o faz em nome da fé.
E que, se disser que tem alguma, certamente não é em algum deus que deva ser cultuado.

Fonte: TIJOLAÇO
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A mão dos malafaias e felicianos na agressão da menina que saía de uma festa do candomblé

A menina Kailane
A menina Kailane

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Os homens que apedrejaram a menina carioca Kailane Campos, de 11 anos, que saía de uma festa do candomblé têm um segredo. Se não um segredo, algo que preferem fazer longe de olhos curiosos.

Trancados em uma sala, enchem-se de coragem e se entregam a um ritual bem ensaiado.
Sob a liderança de um homem de temperamento febril, exaltam histórias envolvendo crimes violentos, tortura, morte de crianças, escravidão, incesto e banhos de sangue.
As histórias são saudadas com urros desumanos. Uma das mais populares é sobre um alguém espancado que sangrou até a morte atado a pedaços de pau.
Olhado assim, um culto baseado na história de Jesus Cristo – seja ele católico, ou protestante, ou de qualquer outra denominação cristã –, não parece ele alguma coisa torpe e repulsiva?
Senão, vejamos. Qual é, então, a diferença entre o que foi dito acima e acompanhar o que prega uma mulher vestida de branco que dança rodando e fumando um charuto e fala com a voz grossa? O charuto que ela fuma durante o culto, talvez.
O que dá o direito a este grupo de pessoas, então, de jogar uma pedra na cabeça de uma criança de 11 anos? A Lei, certamente, não é. Em vigor desde 5 de janeiro de 1989, a lei nº 7.716 considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões no país.
“O que chamou a atenção foi que eles começaram a levantar a bíblia e chamar todo mundo de ‘diabo’, ‘vai para o inferno’, ‘Jesus está voltando’”, disse a avó de Kaliane, a mãe de santo Kátia Marinho, de 53 anos.
Kaliane, segundo a avó, foi criada nesta religião e até já frequentou a escola pública com a indumentária típica do candomblé, que usava naquele dia: um pano de cabeça e a saia de ração branca.”Continuo na religião, nunca vou deixá-la. É a minha fé. Mas não saio de mais de branco. Nem no portão eu vou. Estou muito, muito assustada. Tenho medo de morrer. Muito, muito medo”, disse Kaliane.
Como dormir em paz sabendo-se que somos uma sociedade em que um bando de adultos pusilânimes é capaz de atirar pedras na cabeça de uma criança por causa de sua religião?
Que sejam encontrados e punidos. Mas fico pensando: a razão não lhes falta à toa. Ela foi tirada, a golpes de falácia fundamentalista, por pastores que não fazem senão incitar o ódio.
Vou soltar uma frase dita em um culto evangélico e que acabou vazando para a imprensa. Tentem adivinhar o autor.
“Eu profetizo a falência do reino das trevas. Profetizo o sepultamento dos pais de santo. Profetizo o fechamento dos terreiros de macumba. Profetizo a glória do Senhor na Terra.”
Nosso deputado federal Marco Feliciano.
O notório pastor Silas Malafaia já ordenou a seus fiéis que boicotassem a novela “Salve Jorge”, de 2012, porque esta seria uma expressão usada para invocar a entidade Ogum, presente em religiões de matriz africana. Disse, na TV, que se um pastor invadisse um centro da macumba, deveria ser metido na cadeia.
No discurso ladino dos pastores milionários, as religiões trazidas pelos escravos são a representação do inimigo, e seus seguidores, perigosos enviados do demônio.
Tal é a situação que quando Malafaia quer bater em Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus e da Rede Record, diz que não há diferença entre um templo da IURD e um terreiro de macumba. “Como exemplos, podemos citar a sessão dos descarrego, o culto da rosa branca, os banhos de arruda, a sexta-feira forte, o culto dos empresários, sem contar a utilização do sal grosso”, escreveu Malafaia.
A questão que nos está posta, como sociedade, é uma de responsabilidade. Somos chamados a agir mais.
A mensagem de tolerância, de aceitação do diferente, que está chegando a lugares em que nunca chegou, não pode vir desacompanhada de ação.
Quem é diferente está colocando a cara no sol. A menina Kailane se sentiu segura a ponto de desfilar suas roupas do candomblé na rua. Levou pedradas.
O menino Rafael Barbosa de Melo, de 14 anos, foi espancado até a morte no fim de semana no Espírito Santo porque se vestia com roupas chamativas e tinha trejeitos “diferentes”.
Na medida em que a discussão avança e mais gente aceita a diversidade do mundo, quem toma coragem para se assumir como o que é corre mais perigo na mão de monstros estimulados pela pregação psicopata de malafaias e felicianos.
Enquanto tudo isso acontece, os homens que fazem leis com bíblias debaixo do braço rezam um Pai Nosso contra a parada gay na Câmara de Deputados, uma das mais nobres casas de nosso Estado laico.
E o sangue das crianças escorrendo.


Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
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Desde que existe religião, a intolerância religiosa está presente.

Atos de intolerância religiosa acontecem com frequência, sendo que em determinados períodos com mais ou menos intensidade.

O momento atual do mundo favorece atos de intolerância religiosa.

A decadência civilizacional  em curso ainda irá produzir muitos outros atos de barbárie, seja por religião ou por outros motivos, até mesmo fúteis.

A negação do diferente parece que se consolida como um valor universal, fazendo com que negros, pobres, indígenas, comunidade LGBT, mulheres, idosos, defensores dos direitos humanos, socialistas,   religiões e imigrantes, sejam vistos pela sociedade como diferentes e, assim percebidos, devem ser atacados e rejeitados de todas as formas, tal qual ocorreu com os judeus durante a segunda grande guerra.

O pensamento único decorrente da vitória do capitalismo no início da década de 1990, certamente é o maior responsável por esse estado da arte.

Por outro lado, esse retrocesso civilizacional pode ser entendido como a agonia de algo que se aproxima de seu fim.

Seja lá o que for e independente do que se pense sobre o assunto, agredir com uma pedrada uma menina de apenas 11 anos  pelo fato de pertencer a uma outra religião diferente da religião  do agressor, revela o estado de insanidade coletiva que vem tomando conta do mundo.

Evangélicos teriam sido os responsáveis pela barbárie contra a menina candomblecista, no entanto poderiam ter sido  católicos e outros.

O certo é que no Brasil, as religiões de matriz afrodescendente são sempre as vítimas das agressões.

Essas agressões ganham mais destaque a partir do momento em que correntes religiosas passaram a ocupar de forma ostensiva os meios de comunicação de massa.

É uma indecência, ou melhor, um pecado, o grande número de emissoras de rádios e de TV's  que operam exclusivamente em prol de determinadas correntes religiosas, fazendo do proselitismo religioso o fio condutor de toda a programação dessas emissoras.

Agressões explícitas contra outras correntes religiosas, principalmente contra a umbanda e o candomblé, são vistas e ouvidas diariamente em emissoras de TV e de rádio, onde supostos religiosos descarregam ensandecidos sermões contra tudo que for diferente de seus pensamentos.

E tudo isso acontece, a qualquer hora do dia, em concessões públicas que tem por objetivo zelar pelo interesse público.

O governo federal se omite e a barbárie caminha a passos largos, em meio a cenas de exorcismo, diabos ameaçadores e até mesmo distúrbios neurovegetativos de fiéis em transe.

Um horror que deve deixar assustado até mesmo o capeta.

Por outro lado, não se pode afirmar que a orgia de proselitismos religiosos em veículos de comunicação de massa seja a principal causa da barbárie civilizacional, mas que ajuda a consolidar a violência, isso ajuda e muito.

Se a liberdade para tais sermões em emissoras de rádio e TV são permitidas, pode-se imaginar o tipo de sermão preconceituoso e violento proferido em templos, igrejas e similares.

Algumas correntes religiosas, diante dessa realidade, já possuem em seus rebanhos grupos de fiéis treinados que se manifestam como guerreiros ou exércitos, tudo, claro, em nome de Jesus e do Senhor, para combater o Diabo no inferno da vida diária da sociedade decadente e agonizante, justamente por conta desses valores.

Atos como a agressão a uma menina deveriam ter uma resposta imediata de todas as correntes religiosas e mesmo de toda a sociedade, porém, nada disso acontece já que para a maioria das pessoas isso não é um problema delas, uma vez que  que o individualismo é também  mais um valor universal do mudo atual.

Assim sendo, e em nome do Senhor ou de Jesus, se joga pedra contra quem bate tambores, em total ignorância quando a presença da música, do som, do canto, dos mantras, em todas as expressões religiosas.

Não se pode acusar todas as correntes evangélicas  de ignorância profunda, ao contrário, a maioria do evangélicos não aprova tais atos.

No entanto, o proselitismo evangélico nas mídias é diabólico e contribui de forma significativa para a violência na sociedade brasileira.

O governo federal deve agir , imediatamente, para criar regras claras para as concessões de rádio  e de TV .

Quanto a sociedade, espera-se que acorde e se mobilize para protestar , mesmo com frequência, contra o estado de barbárie que ameaça se solidificar no país, onde até o diabo está assustado.

Crise civilizacional

Em meio à crise migratória, Papa faz apelo a países

Francisco pediu perdão "aos que fecham a porta" aos imigrantes


Agência ANSA
 
 O papa Francisco pediu nesta quarta-feira (17) que a comunidade internacional atue de maneira eficaz para prevenir as causas da imigração forçada.
O apelo do líder da Igreja Católica, feito na tradicional audiência geral no Vaticano, vem em um momento em que a Itália enfrenta uma crise imigratória que tem provocado debates na Europa.
De acordo com Francisco, é preciso "sempre respeitar a dignidade" dos que "buscam um refúgio em uma casa longe da terra natal". Relembrando o Dia Mundial do Refugiado, celebrado todo 20 de junho, o Papa pediu perdão a Deus para "as pessoas e instituições que fecham a porta aos imigrantes". Pelo quinto dia consecutivo, centenas de imigrantes estão na cidade de Ventimiglia, na fronteira entre a Itália e a França, país que tem barrado a entrada de estrangeiros ilegais. Ontem, a polícia italiana precisou organizar uma operação para desalojar os imigrantes e levá-los a centros da Cruz Vermelha.
A Itália serve como uma das principais portas de entrada para imigrantes na Europa, mas sofre diariamente com crises humanitárias e naufrágios no Mar Mediterrâneo.
Há meses, o governo do primeiro-ministro Matteo Renzi tenta fazer a União Europeia adotar medidas de responsabilidade compartilhada e ajudar o país. Uma das propostas é a redistribuição de imigrantes pelo continente, mas tem gerado críticas da França e da Alemanha.

Fonte: JORNAL DO BRASIL
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A crise migratória talvez esteja apenas começando, com potencial para se agravar em muito nos próximos meses e anos.

Fome, miséria, falta de trabalho e guerras formam as condições para que  uma legião de pessoas fujam de seus países em busca de vida em outro lugar.

Adicione-se a tudo isso as questões climáticas , que também contribuem para o caos humanitário.

Na Europa, principal destino dos refugiados do mundo globalizado, próspero, pós moderno e civilizado, as portas sempre se fecham, tal qual um grupo de pessoas, em um barco salva vidas após um naufrágio, que se recusa a aproximar o barco de náufragos  no mar com medo de  superlotação e consequentemente morte de todos.

No mundo globalizado, livre e democrático, prevalece a cultura  de cada um por si, tal qual a vida na selva.
Estando todos na selva, europeus e africanos se defrontam com um grupo de leões famintos. Juntos poderiam derrotar os leões, no entanto, os europeus calçam calçados especiais que permitem  que corram mais e fujam das feras, deixando os africanos a mercê dos felinos.

Enquanto a Europa cria dificuldades para a entrada de refugiados, países do continente europeu e de todo o mundo continuam explorando as riquezas da África.

E a versão do capitalismo atual, do mundo globalizado e civilizado.

 

terça-feira, 16 de junho de 2015

Maraca 6.5

Palco de inúmeras glórias, Maracanã completa 65 anos nesta terça-feira, 16


Capitão tricolor, atacante Fred é o maior artilheiro do Novo Maracanã
Estádio mais famoso do mundo, sonho de dez entre dez jogadores, palco de duas finais de Copa do Mundo. Nenhuma descrição é mais perfeita para falar sobre o Maracanã do que a mais simples, porém mais significativa para toda a torcida tricolor: nossa casa. Nesta terça-feira, 16, o Maior do Mundo completa 65 anos desde a inauguração. O Fluminense Football Club não só parabeniza, como também agradece. Afinal de contas, quantas conquistas lá foram eternizadas em três cores que traduzem tradição?
Quis o destino que o Fluminense marcasse o primeiro gol da história do Maracanã mesmo sem estar em campo. O eterno Didi, defendendo a Seleção do Rio de Janeiro na derrota por 3 a 1 para a Seleção de São Paulo, em 16 de junho de 1950, marcou o gol que inaugurou as redes do Maior do Mundo. Na época, o Maestro era jogador do Tricolor, pelo qual brilhou intensamente e deu o pontapé inicial da história retumbante de glórias no estádio.

Primeiro título do Fluminense no Maracanã foi o Carioca de 1951
Já na década de 1950, a história do Fluminense no Maracanã começaria a ser escrita também com títulos. Em 1951, o primeiro título, o Carioca conquistado sobre o Bangu, com dois gols de Telê Santana, na final. Aquele time, comandado por Zezé Moreira, e que contava também com outros craques como o excepcional goleiro Castilho, Píndaro, Pinheiro, Bigode, Carlyle, Orlando Pingo de Ouro, além de Didi, foi campeão Mundial em 1952, na final disputada contra o Corinthians, em dois jogos. Vitória por 2 a 0 na primeira partida e empate em 2 a 2 na decisão. Uma conquista histórica e inesquecível.
Palco de inúmeros clássicos, um deles marca o recorde de presença. Como diria o profeta tricolor Nelson Rodrigues, Fla-Flu é Fla-Flu e basta. Na final do Carioca de 1963, no jogo que terminaria 0 a 0, 194.603 pessoas estiveram no Maracanã para acompanhar a partida, naquele que é o maior público em jogos entre dois clubes no mundo. Com o time que era treinado por Fleitas Solich e liderado por Castilho, Carlos Alberto Torres e Escurinho, a torcida tinha motivos de sobra para lotar a nossa casa.

Tricolor conquistou o Mundial de 1952, no Maracanã, na final contra o Corinthians
A década de 1970 não poderia ter começado melhor para o Fluminense. Foi no Maracanã, na disputa do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, que o Tricolor conquistou seu primeiro título nacional. No jogo que decretou o título, diante de 112.403 pagantes, o atacante Mickey foi o responsável por, de cabeça, fazer o Maior do Mundo explodir em três cores no gol que abriu o placar, contra o Atlético-MG. O empate por 1 a 1 foi suficiente para o título e iniciou a montagem do time que posteriormente ficaria conhecido como a “Máquina Tricolor”. “Pra frente, Máquina”, dizia uma faixa na arquibancada do estádio naquele dia. Premonição?
Grande símbolo daquele timaço na década de 1970, Rivellino não poderia ter estreado em outro estádio. Foi no Maracanã que o craque encantou a torcida tricolor logo na estreia, ao marcar três gols sobre o Corinthians, sua ex-equipe, em pleno sábado de Carnaval. “Vencer ou vencer” era o lema, e o Maior do Mundo foi palco de inúmeras comemorações dos tricolores, encantados com um dos maiores times da história do futebol mundial. Sem esquecer, é claro, no fantástico drible elástico sobre o volante Alcir, do Vasco, que terminou com a bola no fundo da rede. Nessa o Maracanã é quem agradece ao clube das Laranjeiras em uma merecida placa pelo lance.

Mickey fez o Maracanã explodir em três cores ao marcar, de cabeça, o gol do título brasileiro de 1970
A Máquina Tricolor acabou e veio a década de 1980. Para quem pensou que o Fluminense estava por baixo, mais uma vez o clube deu provas de sua capacidade de contrariar os fatos. Paulo Victor, Aldo, Ricardo Gomes, Branco, Romerito, Assis e Washington. A base da escalação que faz parte do imaginário de todos os tricolores comandada por Carbone e Carlos Alberto Parreira fez do Maracanã ainda mais a nossa casa. Campeonato Brasileiro de 1984, tricampeonato carioca em 1983, 1984 e 1985, clássicos inesquecíveis, inúmeras vitórias e glórias mil. Vence o Fluminense!
Na década seguinte, um ano que valeu por dez, diria a torcida tricolor. Um gol. Um título. Renato Gaúcho. De barriga. Contra o Flamengo. No Maracanã. O Carioca de 1995 é uma conquista que entrou não só para a história do Fluminense, como também do Maior do Mundo. A jogada executada com maestria por Ailton não poderia ter outro destino se não o fundo da rede da meta que fica do lado esquerdo das cabines de imprensa.

Rivellino iniciou a jogada com um elástico e marcou um dos gols mais bonitos da história do Maracanã
Dez anos depois, em 2005, o Maracanã presenciou um feito e tanto do Fluminense. Dessa vez o zagueiro Antônio Carlos, um herói para lá de improvável, foi quem, de nuca, desviou a bola para o gol e deu ao 30º título estadual da história tricolor. Uma virada que muitos duvidaram. Mas o Tricolor se acostumou a negar o impossível. E o Maior do Mundo sempre ajudou nesse sentido. Nos anos seguintes, finais inesquecíveis como a Copa do Brasil de 2007 – vencida, porém, fora de casa -, decisão da Libertadores de 2008 e um dos gols mais bonitos do estádio, como o marcado por Dodô na goleada por 6 a 0 sobre o Arsenal-ARG.
Veio a reforma visando à Copa do Mundo e o Maracanã ficou fechado. O Fluminense foi obrigado a mandar partidas no Engenhão, onde conquistou dois Campeonatos Brasileiros, em 2010 e 2012, além do Carioca de 2012. Na reabertura do Maior do Mundo, mais uma vez o Tricolor presente. Foi de Fred o tento que reinaugurou as redes mais famosas do mundo. Ele vestia a camisa da Seleção Brasileira, no amistoso contra a Inglaterra, em 2013, mas o capitão do Flu é hoje o maior goleador do Novo Maracanã.

A década de 1980 foi eternizada no Maracanã graças aos feitos do Carrasco Assis
Maior artilheiro da história do Fluminense, com 319 gols, Waldo comemorou 94 deles no Maracanã. Histórias envolvendo o Tricolor e o Maior do Mundo não faltam. Neste dia 16 de junho, é motivo também para comemorarmos.
Muitas dessas conquistas serão lembradas na Flu Fest, um evento feito para a torcida tricolor, dia 18 de julho, nas Laranjeiras. Confira a programação aqui.
Texto: Vitor Pimenta – Comunicação Institucional FFC
Fonte: FLUMINENSE FC
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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Muco reacionário

Vox Populi:

88% dos brasileiros não detestam o Partido dos Trabalhadores


Por Maria Frô junho 16, 2015 12:28      

Vox Populi: 88% dos brasileiros não detestam o Partido dos Trabalhadores

Tenho repetido de modo insistente em minhas palestras e nas minhas redes que o ódio que parece tomar conta de tudo não é tão grande como parece. As pessoas me olham incrédulas e eu mostro o mapa da redes publicado em 1 de maio pela Interagentes.

Quando o assunto é de fato sério e deve chamar a atenção dos brasileiros, como foi o caso da repressão abominável empreendida pela polícia do governador tucano Beto Richa, sob comando do deputa tucano Fernando Francischini que era então o Secretário de Segurança do estado do Paraná, os brasileiros racionais reagiram. O referido mapa nos mostra claramente que o ódio perdeu e perdeu feio. O ódio institucionalizado e pago das redes do governo de Richa, o ódio estimulado por colunistas da revista da Marginal, o ódio estimulado pela grande mídia, todos derrotados, falaram para si mesmos. Venceu e venceu bonito a solidariedade aos professores do Paraná, venceram as forças progressistas, confira: Curitiba: redes de solidariedade e indignação
Por isso me pareceu tão interessante a pesquisa do Vox Populi, ela confirma o que eu há havia observando há algum tempo.
Os petistas e as pessoas de bom senso que não aguentam mais ver tantas expressões de intolerância contra religiões não evangélicas, contra população LGBT, a favor da diminuição da maioridade penal e outros absurdos que assassinam diariamente nossa constituição devem relaxar?
O resultado da pesquisa Vox Populi deveria deixar o PT – o alvo preferido dos  estimuladores do ódio-, descansado?
De modo algum. O PT e todas as forças progressistas da sociedade brasileira precisam entender a importância de se posicionar e agir em todos os espaços sociais (online e offline) contra esta campanha de ódio. Ela é ruidosa especialmente nas redes digitais porque é bem paga e bem articulada. Ela já mostrou força de mobilização nas ruas em março e, muito embora tenha arrefecido, continua a minar dia a dia o Estado laico, as forças democráticas. Silenciar diante desta campanha não é uma escolha possível para os que defendem o Estado democrático. Ruas e redes continuam em disputa e é recomendável que os verdadeiramente democratas, humanistas (petistas ou não) saibam o tamanho de sua tarefa na pedagogia contra o ódio.
Fonte: MARIA FRÔ
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12% odeiam o PT.  Por isso o PSDB só perde

Coimbra mostra que a estratégia do ódio – leia-se FHC – não leva a nada.




O Conversa Afiada reproduz artigo de Marcos Coimbra, extraído da Carta Capital:


O tamanho do ódio



Pesquisa recente do Vox Populi aponta: o eleitorado que diz detestar o PT representa 12% do total. Não é pouco, mas menos do que muitos imaginam

por Marcos Coimbra

Nestes tempos em que a intolerância, o preconceito e o ódio se tornaram parte de nosso cotidiano político, é fácil se assustar. É mesmo tão grande quanto parece a onda autoritária em formação?

Quem se expõe aos meios de comunicação corre o risco de nada entender, pois só toma contato com o que pensa um lado. Será majoritária a parcela da opinião pública que se regozija ao ouvir os líderes conservadores e assistir aos comentaristas da televisão despejar seu ódio?

Recente pesquisa do Instituto Vox Populi permite responder a algumas dessas perguntas. E seus resultados ensejam otimismo: o ódio na política atinge um segmento menor do que se poderia imaginar. O Diabo talvez não seja tão feio como se pinta.

Em vez de perguntar a respeito de simpatias ou antipatias partidárias, na pesquisa foi pedido aos entrevistados que dissessem se “detestavam o PT”, “não gostavam do PT, mas sem detestá-lo”, “eram indiferentes ao partido”, “gostavam do PT, sem se sentir petistas” ou “sentiam-se petistas”.

Os resultados indicam: permanecem fundamentalmente inalteradas as proporções de “petistas” (em graus diversos), “antipetistas” (mais ou menos hostis ao partido) e “indiferentes” (os que não são uma coisa ou outra), cada qual com cerca de um terço do eleitorado. Vinte e cinco anos depois de o PT firmar-se nacionalmente e apesar de tudo o que aconteceu de lá para cá, pouca coisa mudou nesse aspecto.

Nessa análise, interessam-nos aqueles que “detestam o PT”. São 12% do total dos entrevistados. Esse contingente tem, claro, tamanho significativo. A existência de cerca de 10% do eleitorado que diz “detestar” um partido político não é pouco, mas é um número bem menor do que seria esperado se levarmos em conta a intensidade e a duração da campanha contra a legenda.

A contraparte dos 12% a detestar o PT são os quase 90% que não o detestam. Passada quase uma década de “denúncias” (o “mensalão” como pontapé inicial) e após três anos de bombardeio antipetista ininterrupto (do “julgamento do mensalão” a este momento), a vasta maioria da população não parece haver sido contagiada pelo ódio ao partido.

A pesquisa não perguntou há quanto tempo quem detesta o PT se sente assim. Mas é razoável supor que muitos são antipetistas de carteirinha. A proporção de entrevistados com aversão ao partido é maior entre indivíduos mais velhos, outro sinal de que é modesto o impacto na sociedade da militância antipetista da mídia.

Como seria de esperar, o ódio ao PT não se distribui de maneira homogênea. Em termos regionais, atinge o ápice no Sul (onde alcança 17%) e o mínimo no Nordeste (onde é de 8%). É maior nas capitais (no patamar de 17%) que no interior (4% em áreas rurais). É ligeiramente mais comum entre homens (14%) que mulheres (10%). Detestam a legenda 20% dos entrevistados com renda familiar maior que cinco salários mínimos, quase três vezes mais que entre quem ganha até dois salários. É a diferença mais dilatada apontada pela pesquisa, o que sugere que esse ódio tem um real componente de classe.

Na pesquisa, o recorte mais antipetista é formado pelo eleitorado de renda elevada das capitais do Sudeste. E o que menos odeia o PT é o dos eleitores de renda baixa de municípios menores do Nordeste. No primeiro, 21% dos entrevistados, em média, detestam o PT. No segundo, a proporção cai para 6%.

Não vamos de 0 a 100% em nenhuma parte. A sociologia, portanto, não explica tudo: não há lugares onde todos detestam o PT ou lugares onde todos são petistas, por mais determinantes que possam ser as condições socioeconômicas. Há um significativo componente propriamente político na explicação desses fenômenos.

O principal: mesmo no ambiente mais propício, o ódio ao PT é minoritário e contamina apenas um quinto da população. Daí se extraem duas consequências. Erra a oposição ao fincar sua bandeira na minoria visceralmente antipetista. Querer representá-la pode até ser legítimo, mas é burro, se o projeto for vencer eleições majoritárias.

Erra o petismo ao se amedrontar e supor ter de enfrentar a imaginária maioria do antipetismo radical. Só um desinformado ignora os problemas atuais da legenda. Mas superestimá-los é um equívoco igualmente grave.


Fonte: CONVERSA AFIADA
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Foi a quarta vitória seguida do PT.

A oposição não segurou a onda e vazou geral, por todos os poros.

A quase , quase, por pouco, mais quase mesmo, vitória das oposições ficou no quase, o que gerou uma montanha de lamentações, onde o 'se' reinou, por dias, meses, noites em claro, dias no escuro e muita, muita frustração que desembocou em uma onda de  ódio como forma de dizer, em alto e bom som, que reconhece a competência da lado vencedor.

Para aceitar a vitória do PT, a oposição e seu braço alucinado, a velha mídia, incitaram todo tipo de ódio na sociedade.

O resultado todos viram, e ainda veem, nas redes sociais e nas relações interpessoais.

No entanto, mesmo com toda onda, a população não alterou suas convicções como demonstra a pesquisa do VOX.

Algumas pessoas dirão, com base também em pesquisas, que a popularidade da presidenta desabou, que a popularidade de Lula não é mais a mesma, que o PT não tem mais o mesmo peso, e etc.

Pesquisas no calor de um surto psicótico não podem servir de parâmetro, já que a maioria das pessoas fica descompensada em suas funções psíquicas.
  
Hoje, com a turma de 12 % com focinheira ou assistindo Estrelas ou Zorra Total,  o que é a mesma coisa , a nebulosidade diminuiu, um pouco, fazendo com que a pesquisa do VOX apresentasse um quadro realista do cenário nacional.

Por outro lado, a turma do 12 % liberou geral, se assumiu anti democrática, pediu a volta do Golbery, intervenção militar, criticou o legado de Paulo Freire, defendeu um regime de exceção, teve orgasmos múltiplos com os discursos de Bolsonaro e Malafaia e , ainda, sem esgotar o micaço, se vestiu com a camisa da seleção brasileira e saiu às ruas em gigantescas matilhas mordendo e  atacando todos aqueles que não se apresentavam como iguais.

Comenta-se , nas redes sociais, que alguns manifestantes, hoje, preferem ficar escondidos em casa, fruto, talvez, da retomada da razão, mesmo que precária tendo em vista as posições políticas do grupo, no entanto, suficiente para entender as motivações que levaram o grupo às descargas de ódio.

O combustível para toda onda de ódio e intolerância que se viu nos últimos meses e que permanece em setores marginais da sociedade, certamente foi fornecido pela velha mídia, que , mais uma vez, se vê atônita com sua total incompetência em alterar o quadro político, uma vez, conforme apresentado pela pesquisa do VOX, os percentuais se mantêm  nos níveis históricos.

Conclui-se, ou nos é permitido pensar, que a onda que tomou conta de um pequeno grupo, teria sido apenas fruto de um estímulo externo, já que todas  as aberrações estariam presentes nessas pessoas, aguardando , apenas, o momento adequado para extravasá-las.

Quanto a popularidade da presidenta, é normal que tenha caído, tendo em vista que o surto sócio midiático ocorreu logo após a vitória do PT e , no calor  do barulho e da gritaria midiática, uma parcela da população se move em suas opiniões sem  , no entanto, mudar suas convicções, ainda mais em se tratando de um momento pós eleição sem possibilidades de alteração nos resultados.

O que fica, dessa onda de ódio que assolou o país, é que uma parcela marginal da população não tem mais vergonha de dizer que é contrária a democracia e ao estado de direito e, esse grupo tem como principais referências, pessoas que em suas expressões profissionais comportam-se de forma semelhante, como os juizes Sergio Moro e  Joaquim Barbosa, parlamentares como Bolsonaro , Feliciano e Cunha e profissionais da imprensa que através  de seus veículos despejam  toda sorte de lixo verbal, alimentando os radicais com um muco reacionário e ultrapassado. 

sábado, 13 de junho de 2015

Rosa Moro & Sergio Weber. Tudo a ver

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E agora, Moro? Delação não é prova, diz novo ministro do STF


O juiz Sérgio Moro, que recebeu propina da Globo, e toda a operação Lava Jato, que se transformou numa investigação política, acabam de sofrer um duro revés.
O novo ministro do STF, Luiz Edson Fachin, deixou bem claro: delação premiada não é prova. E completou afirmando que é preciso respeitar o direito à presunção da inocência.
Moro manteve e mantém um monte de gente presa, sem nenhuma prova, apenas com base em delações premiadas.
Tudo seletivo, claro, porque o principal delator (Youssef) afirmou que o senador Aécio Neves recebia 120 mil dólares por mês de propina, num esquema de Furnas, mas esse ninguém toca, por ser tucano e blindado pela mídia.
Moro também não respeita, em absoluto, o direito à presunção da inocência. A mídia idem

Força-tarefa da Lava Jato. Foto: Ricardo Brandt/Estadão

Lava Jato joga a toalha: “difícil prova”


O Ministério Público brasileiro é engraçado.
A investigação contra o “cartel” dos trens de São Paulo, o famigerado trensalão, foi esquecida por anos numa gaveta. Só foi desengavetada após reclamação pública de autoridades suíças. E agora foi engavetada de novo. E removeram todos os políticos da investigação.
Detalhe importante: o trensalão nunca foi baseado em delação premiada e sim em depoimentos voluntários de ex-executivos das empresas.
E provas, muitas provas.
Já o “cartel” das indústrias que fornecem à Petrobrás foi investigado com velocidade recorde. Delações premiadas foram usadas como prova principal. A presunção da inocência foi esquecida. Executivos ficaram engaiolados por mais de seis meses sem prova, apenas como forma de tortura para forçá-los a delatar. E ainda há um monte de gente encarcerada sem prova, como o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e sua esposa; presos apenas por motivos políticos e para dar audiência à TV Globo.
A Lava Jato se transformou num circo. Para enfiar um monte de políticos na investigação, e lhe dar densidade midiática, forçou-se a barra com acusações que não tinham nada a ver com o escopo da operação.
E agora, em sua fase final, os procuradores, enlouquecidos, pedem 30 anos de prisão para executivos de empreiteiras, apesar de admitirem que os crimes são de “difícil prova”.
Outra inovação. Na Ação Penal 470, a procuradoria inventou o “domínio do fato”, no qual a falta de provas foi transformada em reforço de que havia crimes. Tipo assim: os supostos bandidos são tão bandidos, mas tão bandidos, que não deixaram nenhum rastro de seus crimes.
E assim Rosa Weber, com voto escrito por Sergio Moro, fez aquela declaração: “não tenho provas contra Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura assim me permite”.
Os procuradores da Lava Jato acabam de fazer a mesma coisa: diante da ausência de provas, dizem que os acusados usaram estratégias de “contra-inteligência” para… não deixar rastros.
A falta de provas, portanto, torna o réu duplamente culpado: além de corrupto, é um gênio do mal que usou “estratégias de contra-inteligência”, que fizeram com que o crime seja de “difícil prova”…
A filosofia penal do MP é essa: “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.
Mas tudo isso não tem grande importância, porque a condenação principal não se dá na sentença, e sim na mídia, que massacra a reputação de todos sem dó, desde que se possa ligar o escândalo, de alguma forma, ao PT.
E Sergio Moro mantém os cidadãos presos por tempo indeterminado, antes da sentença; depois os condena mesmo sem prova, sem medo de ser feliz, confiante nos aplausos da mídia e sua malta de lobotomizados.

Fonte: O CAFEZINHO
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Como é que  é ?

O sujeito é condenado, sem provas, e ainda  é acusado pelos procuradores de usar técnicas de contra -inteligência para ocultar as provas que não foram encontradas.

Como se pode afirmar que alguém escondeu as provas que ninguém viu, que ninguém evidenciou ?

Acontece que nesse julgamento,  em primeiro lugar,  não está a Justiça , mas sim o desejo de propiciar um espetáculo político midiático que venha condenar, de qualquer maneira com ou sem provas, o governo federal e o partido dos trabalhadores.

O desejo político comanda o julgamento.

Essa é a maneira como os derrotados nas urnas entendem a democracia, o estado de direito.

Se a quarta derrota seguida para o PT foi insuportável, às favas a democracia e o estado de direito, assim pensam os defensores da liberdade de expressão.
 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Curta PAPIRO - 13.06.2015

 
 Curtas 



1 - Eurico é Discreto

Eurico Miranda: 
eu não tenho e nem nunca tive nada contra gay.
Eu tenho contra 'veado'.

Fonte: O DIA


 2 - Múmia Corrupta

FHC recebeu R$ 1,7 mi da Camargo Corrêa













Fonte: Blog do Miro


3 - Ela Morre de Medo do Lula













Viúva Porcina, da novela "Roque Santeiro"

Fonte: BOL



4 - Velha Mídia Não Tolera Mulheres Vitoriosas                                                               


                                                                                                       Najla Passos
Reprodução/torcedores.com
Noite de terça-feira (9), Montreal, Canadá. Abertura da Copa do Mundo de Futebol Feminino.  A seleção brasileira estreia com vitória de 2 x 0 sobre a Coreia do Sul. Mais do que isso, registra dois feitos históricos. No início do 2º tempo, Marta, cinco vezes eleita a melhor jogadora do mundo, balança a rede em cobrança de pênalti, atinge a marca 15 gols em mundiais e se torna a maior artilheira da história campeonato. Antes disso, ainda no 1º tempo, Formiga, 37 anos, 20 de seleção brasileira, abre o placar e se transforma na jogadora mais velha a marcar gol em mundiais
    
Fonte: CARTA MAIOR


5 -  Globooooooooooooooooo

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Lula mostrou o DARF. Quem falta mostrar?


Dia 13 de junho de 2015. Do início do ano até o momento, a sonegação no Brasil chegou a 232 bilhões de reais.
Ou seja, com o valor de 5 meses e meio de sonegação, daríamos para cruzar o país com trens de alta velocidade, e construir ou expandir os sistemas de metrô de todas as capitais brasileiras.

Fonte: O CAFEZINHO


6 - Faustão e Nefertitão
Faustão e a mulher. Foto: AgNews
Faustão e a mulher
 
Fonte: IG