sábado, 14 de janeiro de 2017

LULA

O nome da esperança ainda é Lula, com projeto que assuma as consequências da esperança em uma democracia social no país





Fonte: CARTA MAIOR

Até mesmo o governador larga no córrego

Saneamento básico: Esgoto do Palácio dos Bandeirantes é jogado em córrego

13 de setembro de 2010 às 21h20

O título original deste post foi Saneamento Básico: Serra acusa governo federal mas tem telhado de vidro

por Conceição Lemes

Sabesp: saúde, qualidade de vida, total responsabilidade e respeito aos consumidores, às comunidades e ao meio ambiente, sustentabilidade, conforto, bem-estar, compromisso com as futuras gerações, com a flora e fauna, compromisso a vida e com o meio ambiente, a vida tratada com respeito.

É com slogans como esses que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo se apresenta ao Brasil inteiro. Ela é responsável pelo fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos de 366 municípios do estado, entre os quais os 39 da região metropolitana, que inclui a capital.

Mas, em época de estiagem, quem passa pelas marginais do Tietê, Pinheiros ou Tamanduateí, jamais esquece. Esses três rios que cortam a cidade que sedia a Sabesp têm cheiro de esgoto, assim como a maioria dos córregos de São Paulo.

Frequentemente o bode expiatório é a população pobre, que mora em favelas. A senha: ligações clandestinas de esgoto. Há até disque-denúncia.

Com 15.177 mil funcionários, a Sabesp tem faturamento anual de quase R$ 7 bilhões. Seu controle acionário é estatal. A maior parte das ações pertence ao governo paulista.

Sua missão: Prestar serviços de saneamento, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do meio ambiente.

“A Sabesp entende sua responsabilidade como empresa cidadã, que trata e beneficia o mais importante recurso natural que existe [a água]”, diz em seu site. “Por isso, estabelece diretrizes para a gestão ambiental e desenvolve soluções que contribuem para o desenvolvimento sustentável.”

NAS CASAS, EMPRESA EXIGE LIGAÇÃO SÓ PARA ESGOTO

A Sabesp exige ligação exclusiva para o esgoto doméstico; ele não pode ser misturado à água pluvial.

Por isso, geralmente saem das residências duas tubulações. Uma, leva a água da chuva (do telhado, quintal, jardim) até o meio-fio, ou sarjeta. Pelas bocas de lobo, essa água segue para as galerias de águas pluviais. Daí, para rios e córregos.

A outra tubulação (chama-se ramal) transporta água de pia, tanque, vaso sanitário, chuveiro, máquina de lavar roupa. Subterrânea, ela sai da calçada e vai até a rede coletora de esgoto, que pode estar no próprio passeio, no meio da rua ou na calçada do outro lado da rua.

Em princípio, essa rede coletora de esgoto deve se ligar a tubulações progressivamente maiores (coletores-tronco e interceptores), que se conectam à estação de tratamento de esgoto (ETE).

O destino final dessa água com fezes, urina, sabão e outros detritos deve ser uma ETE, para receber tratamento físico e químico. Só depois ela pode ser jogada em rio, córrego ou empregada para reuso planejado. Por exemplo, lavar a rua em dias de feira e refrigerar equipamentos, situações que não exigem água potável, apenas que seja limpa.

Esse é o procedimento adequado tanto do ponto de vista sanitário quanto ambiental.

O TESTE EM QUATRO REGIÕES DA CAPITAL PAULISTA

O Viomundo resolveu investigar se a Sabesp faz o que exige da população.

Durante dois dias, ambos ensolarados e sem chuva há um bom tempo, participamos de um teste. Despejou-se corante (vendido em bisnagas em lojas de material de construção) na caixa doméstica de esgoto (fica na calçada, bem próxima à porta do imóvel, cada um tem a sua) ou no vaso sanitário de residências em quatro regiões da capital paulista, com algum córrego próximo. Todas possuem esgoto e pagam pelo serviço à Sabesp. Tomou-se o cuidado de confirmar previamente essas informações.

Objetivo do teste: verificar se a tintura expelida em meio à descarga doméstica chegaria a pontos de lançamento (canos) em córrego na vizinhança. Fotografamos antes e depois. Veja o que aconteceu em cada região.

REGIÃO 1

Engloba as ruas Combatentes do Gueto, Engenheiro Janot Pacheco, José Ferreira Guimarães e Pedro Gomes Cardim, as praças Vinícius de Moraes, Santos Coimbra e avenida Vicente Paiva. Também as ruas Marcelo Mistrorigo, José Pepe, Rafael Ielo e Cordisburgo.

O córrego passa canalizado sob um condomínio, depois corre a céu aberto num pequeno trecho. Fica paralelo a uma viela, na altura da rua Salim Izar com Guihei Vatanabe.

REGIÃO2

Inclui, entre outras, as ruas Tomazzo Ferrara, Salim Jorge Eid, Gregório Ramalho, Maria Andressa de Abreu, Boto Cor de Rosa, Américo Salvador Novelli, Campinas do Piauí e Barros Cassal.

O córrego corta a Tomazzo Ferrara, que fica acerca de 50 metros da Boto Cor de Rosa.

REGIÃO 3

Abrange ruas, como Mario Lago, Antonieta Altenfelder, País Natal, Paulo Lincoln do Valle Pontin, Antonio César Neto, e avenida Luis Stamatis.

O córrego cruza a Mario Lago e passa atrás de uma escola da Prefeitura.

REGIÃO 4

Dela fazem parte as avenidas Doutor Lino de Moraes Leme, Jornalista Roberto Marinho e Pedro Bueno, a praça Durval Pereira, as ruas Cláudio Mendonça, Simões Pinto, Dr. Mário Mourão e Nicolau Zarvos.

O córrego cruza a Lino de Moraes Leme (na esquina tem um posto de gasolina) e desemboca no piscinão da Roberto Marinho. Ele tem dois pontos de lançamento muito próximos, ficam a uns 10 metros um do outro.

PALÁCIO DOS BANDEIRANTES NÃO TEM ESGOTO TRATADO

Nas quatro regiões pesquisadas pelo Viomundo, o corante chegou ao córrego próximo alguns minutos depois.

“Isso demonstra que o esgoto das quatro áreas é coletado mas não tratado”, alerta engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, que durante 30 anos foi professor de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica/USP. “Se fosse tratado, o corante não iria parar no córrego.”

Oem o ninho-mor dos tucanos escapa”, avisa um funcionário da Sabesp, que, por motivos óbvios, pediu para não ser identificado. “Durante os 12 anos em que foi ocupado por Geraldo Alckmin e os quase quatro por José Serra, o esgoto do Palácio dos Bandeirantes nunca foi tratado. Até hoje a Sabesp joga os dejetos do Palácio num córrego perto.”

O córrego em questão é o da região 1, no coração do Morumbi. Árvores e plantas bonitas em boa parte da margem direita tentam escondê-lo, principalmente no trecho em que há belas casas do outro lado da rua. Mas o mau cheiro chama a atenção, revelando o que está atrás.

De carro, fica a uns 5 minutos da sede do governo paulista. A área “pega” do Palácio dos Bandeirantes para baixo, incluindo a imensa área verde, em frente — a praça Vinícius de Moraes – e um trecho da avenida Giovanni Gronchi.

(...)
Fonte: VIOMUNDO
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                 Je suis Cedric
O país está assistindo nesses primeiros dias de 2017 uma grande campanha de higienização, com apoio dos grandes meios de comunicação.

Primeiro foi o novo prefeito da cidade de São Paulo, que logo no primeiro dia de governo se fantasiou de gari para limpar ruas de São Paulo que já estavam limpas a espera do ato midiático. Dias depois, o prefeito gari voltou às ruas com sua fantasia e ainda teve o apoio de atriz da TV Globo, que com vassoura em punho, posou ao lado do prefeito para as câmeras de TV. O prefeito higiênico também colocou uma tela para esconder moradores de rua que vivem em uma área da cidade. A tela serve para minimizar a feiúra da realidade, que o prefeito quer esconder pois para muitos cidadãos é algo insuportável ver diariamente aquilo que não gostariam que existisse. A solução higiênica para acabar com esse flagelo foi esconder os moradores.

Já que o prefeito parece tão empenhado em resolver o problema do lixo urbano, para que a cidade de São Paulo fique limpa e cheirosa, espera-se que o sistema de coleta de lixo, assim como o lixo coletado na cidade, tenham disposição e tratamento adequados , modernos e sustentáveis. Para isso, dentre outras medidas, a coleta de lixo na cidade deve ser seletiva assim como devem existir unidades de reciclagem e aproveitamento de grande parte do material coletado, o que além de ecológico, irá gerar empregos e renda para muitas pessoas. Além disso, do lixo, o prefeito gari pode também extrair o biogás que pode ser utilizado como gás para residências ( cozinha, aquecedores e aquecimento de residências ) e também para utilização em indústrias. Uma unidade de produção do biogás, por exemplo, pode ser instalada próximo de uma área industrial fazendo com que o transporte do gás para as unidades fabris necessite de pequenas extensões de gasodutos.O biogás, ainda pode ser utilizado em usinas termelétricas para geração de energia elétrica. Como se vê para que a cidade de São Paulo fique linda e cheirosa e trilhe o caminho evolutivo da sustentabilidade, não será com vassouras e espetáculos circenses midiáticos que tais objetivos serão alcançados e menos ainda escondendo o que é feio com tapumes e telas.

Se isso não bastasse para comprovar a feiúra da realidade urbana das grandes cidades brasileiras, principalmente depois do golpe, a questão do saneamento básico é uma tragédia. Rejeitos domésticos e industriais são jogados em córregos e rios sem nenhum tratamento, in natura, contribuindo para a proliferação de um grande número de doenças, sendo que muitas não escolhem classe social para se manifestar. Atualmente existe uma grande campanha midiática para que o saneamento básico seja privatizado, entregue a empresas privadas, como sendo a solução para resolver o problema.

Se de fato assim acontecer, ou seja, a privatização do saneamento básico, sugiro que o governador de São Paulo- padrinho político do prefeito gari - seja o símbolo dessa nova era, já que o esgoto do palácio dos bandeirantes, residência do governador e família, é lançado in natura, em verdadeira grandeza, nos córregos e rios da cidade que não quer ser feia e fedorenta.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Curtas

Após saber de aumento de vagas, PMDB quer participar da Copa-2026


the piaui herald

Fonte: FOLHA DE SP
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Cansado da lida... 
'É você, Dória?' (via Manuela Prado)


Fonte: CARTA MAIOR
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A página Caneta Desmanipuladora, por sua vez, deu a versao realista da manchete polêmica: “O que você e ele têm em comum: NADA”.



Já o Sensacionalista fez piada e colocou na capa fictícia da revista a estrela mirim Maísa, anunciando “um guia para você conseguir se aposentar – comece cedo”. Confira mais abaixo outras reações da internet.




Fonte: Blog da Luciana Oliveira
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A era dos rinocerontes

Os bons sujeitos dão bons rinocerontes

12 DE JANEIRO DE 2017 POR LUCIANA OLIVEIRA


DECÁLOGO DO RINOCERONTE

Leia AGORA o texto extraordinário do professor Conrado Hübner Mendes, publicado na FSP (via Ricardo Antônio Lucas Camargo).

1. Não tolerarás a diferença nem respeitarás o desacordo.

2. Não perguntarás nem fraquejarás diante da pergunta. As respostas são evidentes, as soluções são únicas.

3. Expressarás desprezo pela política e por políticos, mas farás política com máscara de apolítica.

4. Opinarás com fé e convicção. Deixar-se convencer pela opinião contrária é derrota.

5. Não escutarás cientistas, especialistas, jornalistas. Ignorarás contra-argumentos, fatos, pesquisas. Não buscarás saber quem, como, onde e por quê.

6. Contra direitos, falarás em nome de uma entidade mística, abstrata, aritmética, imaginária: Deus, povo, maioria, “homem de bem”. Contra direitos, invocarás uma missão civilizatória: fazer justiça, combater o crime e a corrupção, desenvolver a economia.

7. Desfilarás superioridade moral e intelectual, em nome da qual justificarás toda sorte de microagressões, linchamentos físicos e reputacionais.

8. Mostrarás o que é certo e como se faz, nem que seja no grito, no braço ou à bala.

9. Abraçarás slogans esvaziados de significado, fáceis de assimilar: politicamente correto, comunismo, feminismo. Atiçarás emoções primárias do seu público por meio dessas sínteses caricatas do mal.

10. Exigirás que sua particular forma de viver e se relacionar seja oficial. Dirás que essa forma é natural e as outras, desviantes.

No bestiário do primitivismo político brasileiro, entre mulas, raposas e serpentes, o rinoceronte tornou-se hegemônico. Acima, os seus dez mandamentos.

Na famosa peça “O Rinoceronte”, Eugène Ionesco narra a resistência do personagem Bérenger diante da gradual transformação de concidadãos num animal que simboliza a desumanização da cidade. “Não se vê um único ser humano, a rua é deles”, diz Bérenger.

A alegoria antifascista nos inspira a olhar para o embrutecimento do Brasil e nos ajuda a escutar os ecos da caverna que nos aguarda.

O rinoceronte brasileiro é guardião das mais cínicas falácias políticas em que nos enredamos.
Uma pequena lista: 
- quanto mais armados os cidadãos e a polícia, maior a segurança; 
- quanto mais se prende, mais se previne o crime; 
- quanto mais se proíbe as drogas, mais se promove a saúde pública; 
- quanto mais se corta em políticas de bem-estar, mais o Estado economiza; 
- criminalize-se o direito reprodutivo das mulheres e a vida estará protegida; 
- flexibilizemos regras ambientais e a economia crescerá.

Rinocerontes escondem que:
- o estatuto do desarmamento reduziu as mortes por arma de fogo; 
- o sistema prisional alimenta um crime organizado rico e inteligente; 
- a guerra às drogas é uma das causas do encarceramento em massa, reforça o narcotráfico e a violência; 
- há correlação entre cortes em políticas de bem-estar e aumento dos gastos em segurança; 
- nunca se abortou tanto (nas clínicas privadas de bairro nobre e nas precárias de periferia); 
- a mudança climática ameaça a vida de gerações presentes e futuras e o Estado, sequestrado por poderes econômicos arcaicos, permanece avesso a alternativas tecnológicas.

Rinocerontes não estão apenas nas redes sociais destilando racismo e homofobia, nas estações de metrô espancando homossexuais e quem os defende, praticando chacina contra família de ex-mulher e filho, nas TVs insuflando pânico moral.

Povoam ministérios, parlamentos, tribunais, movimentos sociais; estão dentro de casa. Não são loucos ou psicopatas.

“Os bons sujeitos dão bons rinocerontes”, disse outro personagem de Ionesco. Estão coordenados, têm repulsa a direitos e liberdades iguais e lutam contra a possibilidade da democracia. Em nome do bem. Já não basta chamá-los para o diálogo.”

Fonte: Blog da Luciana Oliveira
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                 Je suis Cedric

Quando envolvidos em disputas, e se derrotados, os rinocerontes não apenas não aceitam a derrota como passam a xingar e ofender os vencedores.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Desertos verdes e cabeças vazias

Caiado quer calar escola de samba do RJ

Por Altamiro Borges

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), fundador da sinistra União Democrática Ruralista (UDR) – que ficou famosa nos anos 1980 por acionar milícias armadas contra trabalhadores rurais e povos indígenas –, está enfurecido com a Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, do Rio de Janeiro. Para o carnaval deste ano, ela escolheu como tema “Xingu, o clamor da floresta”, que faz críticas aos barões do agronegócio que devastam a natureza, envenenam a sociedade com seus agrotóxicos e expulsam o homem do campo. Em sua coluna no jornal O Globo desta quinta-feira (12), o jornalista Ancelmo Gois informa que o demo está possesso, endemoniado:

“O senador Ronaldo Caiado vai propor, no Senado, uma sessão temática ‘para discutir, debater e descobrir os financiadores da Imperatriz Leopoldinense e os interesses em denegrir o agronegócio’. Como se sabe, as principais entidades do campo estão enfurecidas com a querida escola de samba carioca, que no enredo ‘Xingu, o clamor que vem da floresta’ critica o agronegócio. Veja a justificativa do líder do DEM: ‘Com tantos problemas no país, que sofre com traficantes, bicheiros e facções, causa perplexidade uma escola de samba atacar o agronegócio, orgulho do País, que é o único setor que gera tantos resultados positivos’. Calma, gente”.

Não adianta o jornalista global pedir “calma” ao líder dos demos – um dos articuladores do “golpe dos corruptos” que alçou o Judas Michel Temer ao poder e uma das expressões mais retrógradas do agronegócios no país. A sorte dos foliões da Imperatriz Leopoldinense é que os ruralistas aparentemente não podem acionar seus jagunços para calar a escola de samba. Reproduzo abaixo matéria da CartaCapital que explica o ódio do setor representado pelo demo Ronaldo Caiado:

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Por defesa de indígenas, Imperatriz Leopoldinense atrai a ira do agronegócio

Por Ingrid Matuoka – 10/01/2017

“O índio luta pela sua terra, da Imperatriz vem o seu grito de guerra! Salve o verde do Xingu”, diz o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense, preparado para o Carnaval deste ano no Rio de Janeiro.

O tema “Xingu, o clamor que vem da floresta" foi criado pelo carnavalesco Cahê Rodrigues, 40, que trabalha há 5 anos com a escola, com o intuito de homenagear os indígenas da região e sua luta pela preservação da floresta e de sua cultura.

A música também critica o extrativismo insustentável, a hidrelétrica de Belo Monte e agradece aos irmãos Villas-Bôas, enquanto as alas mostram a exuberância da cultura indígena e os males que os afetam, como desmatamento, uso agressivo de agrotóxicos, queimadas e poluição.

Uma das fantasias, em especial, desagradou parte do setor do agronegócio.

Ela mostra um fazendeiro, com um símbolo de caveira no peito, a pulverizar agrotóxicos. Em nota de repúdio, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) afirmou ser “inaceitável que a maior festa popular brasileira, que tem a admiração e o respeito da nossa classe, seja palco para um show de sensacionalismo e ataques infundados pela Escola Imperatriz Leopoldinense”. No dia seguinte, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando também se manifestou contra a Leopoldinense.

Embora a fantasia não seja uma crítica direta ao agronegócio, nem generalize o setor, é fato que o Brasil precisa rever suas políticas sobre agrotóxicos.

Mais da metade das substâncias usadas aqui é proibida em países da União Europeia e nos EUA, e os agrotóxicos atingem 70% dos alimentos, segundo um dossiê da Associação Brasileira de Saúde Coletiva. Em um ano, um brasileiro terá consumido cinco litros dessas toxinas, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Responsáveis por 70 mil intoxicações agudas e crônicas anualmente em países desenvolvidos, os agrotóxicos também estão altamente associados à incidência de câncer e outras doenças genéticas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para elaborar o tema, o carnavalesco carioca estudou durante quase um ano os povos do Xingu, e passou quatro dias em uma oca, vivendo ao lado deles.

“Eu vi quanto o índio depende da floresta para sobreviver e quão forte é o contato com a terra, com o verde. Logo pela manhã, quando acordei, vi curumins brincando de correr atrás de borboletas, é a brincadeira preferida deles, e subindo em árvores para pegar uma fruta, descascar e comer com a mão. O índio é a própria natureza. E quando você agride a natureza, está agredindo diretamente a vida do índio”, conta Cahê.

O medo e a ameaça de uma nova invasão, de perderem seu espaço de direito, que os índios vivem quase diariamente também marcou Rodrigues. “Pude sentir na pele essa angústia, e a Imperatriz não está inventando nada, faz parte da história do Brasil”.

Para ele, a ABCZ e outras empresas que seguiram a crítica foram precipitadas. "Nunca foi intenção agredir o agronegócio diretamente. A ala que leva o título de "fazendeiros e agrotóxicos", e aponta o uso indevido da substância que mata os peixes, polui os rios e agride a vida dos índios e a nossa. Estamos falando do caos que cerca a vida do índio”.

Em outra passagem, o samba-enredo diz “o belo monstro rouba as terras dos seus filhos”. Segundo o carnavalesco, é uma analogia à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte e à desapropriação de terras de povos indígenas. Para a ABCZ, foi uma crítica a suas práticas: “Chamados de “monstros” pela escola, nós, produtores rurais, respondemos por 22% do PIB Nacional e, historicamente, salvamos o Brasil em termos de geração de renda e empregos”.

* Procurada pela reportagem de CartaCapital, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu não se manifestou até a publicação desta reportagem.


Fonte: Blog do Miro
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                 Je suis Cedric

O alvo da loucura agora é o Samba.

Até meados da década de 1960 os enredos das escolas de samba tinham como temas apenas personagens da história do Brasil.

Ainda na primeira metade da década a Escola de samba do Salgueiro inovou apresentando Chica da Silva como enredo.

A partir de então, tudo mudou e os enredos ganharam em criatividade e crítica social. No entanto, com a radicalização da ditadura militar na primeira metade da década de 1970, os enredos ficaram, digamos assim, bem comportados. Foram muitos enredos no período enaltecendo o "Brasil Grande", slogan do regime.

Mais uma vez, agora no ano de 1976, o tal comportamento foi pelos ares, e deu zebra no resultado do desfile, ou melhor, venceu a escola Beija-Flor de Nilópolis, com um enredo abordando o jogo do bicho. A partir de então os enredos ficaram ainda mais criativos.

No entanto não faltaram polêmicas como o enredo da Beija-Flor, no final da década de 1980, que trouxe uma alegoria da estátua do Cristo Redentor coberta com uma lona preta, fruto de uma proibição imposta pela Igreja Católica. Já neste século, a Escola Unidos da Tijuca foi proibida por entidade Israelita do RJ de apresentar alegorias retratando o holocausto dos judeus na segunda guerra mundial. Outras tantas polêmicas com enredos aconteceram, não necessariamente com proibições quanto a elementos cênicos usados nos desfiles. A escola Unidos de Vila Isabel, foi campeã do carnaval de 2013 com um enredo que abordava e enaltecia a vida do homem do campo, algo mais próximo do pequeno agricultor. A escola recebeu críticas por ter recebido um suposto patrocínio de indústria de fertilizantes. Pelo que me consta nenhum parlamentar se mobilizou para saber quem teria financiado a escola do bairro de Noel. Crítica social, irreverência e mesmo o deboche, sempre estarão presentes na maior festa da cultura popular, independente de chiliques de parlamentares. No caso da escola Imperatriz Leopoldinense, a crítica procede, pois trata-se de um lado de compreensão da realidade. O argumento de que o agronegócio contribui com 22% do PIB, não significa que esteja imune as críticas. Imagine, caro leitor, se, por exemplo, 22% do PIB fossem oriundos de investimentos para construção de presídios, equipamentos de repressão social, e recuperação de deliqüentes sociais. Que sociedade e com que qualidade de vida existiria com base nesses números ? A crítica que a escola da zona da leopoldina da cidade do Rio de Janeiro apresenta em seu enredo, se justifica, pois é um lado da verdade, da compreensão da realidade.

Por muito tempo o samba foi proibido no Brasil, sambistas apanhavam da polícia e eram presos. Hoje, o samba é patrimônio imaterial do pais, com uma cadeia produtiva que gera milhares de empregos ao longo de todo o ano, e ainda promove, todos os anos, a maior festa popular a céu aberto de todo o planeta, gerando divisas para a cidade do Rio de Janeiro.

Será que a perseguição do senador deve-se ao fato de se tratar de uma festa popular, do povo ?

Com Lula e com as ruas contra o golpe

Quem calou com o golpe agora sente o mal que aceitou

POR FERNANDO BRITO · 12/01/2017


A professora Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, foi muito criticada por defender que a SBPC não fosse favor nem contra o governo Temer, na época do golpe de Estado.

Hoje, no UOL, a doutora em biologia molecular, diz que está cansada de defender a ciência e a tecnologia e tem vontade “de recomendar aos jovens que saiam deste País”, tamanho é o corte que se fez nas verbas de pesquisa científica no Brasil.

A doutora Helena não é a única arrependida. Soube hoje de um professor “coxinha” da Universidade do Estado que está aos brados contra o fechamento – sim, a palavra é esta mesmo – da UERJ.

Não os apedrejo nem lhes digo “bem-feito”, infantilidades próprias que quem não reconhece o direito alheio a, inclusive, ser tolo.

Mas me surpreende que gente da ciência não seja capaz de ver o óbvio: que este golpe veio para aniquilar qualquer as piração de independência do Brasil e que, para isso, uma das primeiras cabeças a serem cortadas é a do conhecimento.

O único que digo à doutora Helena é que há muita gente, jovem e velha, que não vai cansar nunca de defender o Brasil e dispensa a sua recomendação de deixar o Brasil.

Vamos ficar e vamos lutar.

Veja o trecho da matéria do UOL e assine o manifesto em defesa dos recursos para a pesquisa científica nacional:

Eu estou muito chateada, sabe? Estou com idade suficiente para pendurar as chuteiras. Não sei porque que eu continuo ainda lutando nesse País. Oferta de emprego no exterior, eu sempre tive. Muitas. Agora eu estou ficando cansada e estou com vontade de recomendar aos jovens: saiam deste País”, desabafou Helena Nader, presidente da SBPC.

De acordo com Helena, recursos para a área vêm caindo desde o governo Dilma Rousseff, e o novo limite de gastos pegou o orçamento de Ciência e Tecnologia em um dos seus piores momentos.

“Junto com essa sumida de recursos da fonte 100, nós temos uma PEC que colocou o Ministério da Ciência e Tecnologia, nos fotografou [tomou como base os gastos do orçamento], no pior patamar dos últimos anos” explicou a pesquisadora.


Fonte: TIJOLAÇO
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Acorda Brasil: a Petrobras está sendo assaltada

Escrito por Redação, Postado em Claudio Oliveira


Cláudio da Costa Oliveira, colunista do Cafezinho

Já escrevi diversos artigos sobre o projeto lesa-pátria que está em andamento atualmente na Petrobras.

As denúncias são muitas e vem de todas as partes sem que nenhuma providência seja tomada.

A venda da participação da Petrobras (66%) no campo de Carcará para a estatal norueguesa Statoil, por US$ 2,5 bilhões, anunciada em 28 de julho de 2016, foi fortemente criticada por muitos especialistas.

A Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo) que representa 18 associações profissionais de geólogos e os sindicatos da categoria em Minas Gerais e São Paulo emitiu nota oficial acusando a venda de “crime de lesa-pátria”. A justificativa é o baixo valor do negócio, considerando o potencial único do campo de Carcará.

Segundo o presidente da Febrageo, João Cezar de Freitas Pinheiro, os conhecimentos existentes indicam que o campo pode valer “até dez vezes mais”, considerando todas as variáveis do negócio. “A empresa não pode vender um ativo sem estudar melhor o valor deste ativo”

A Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET) realizou estudo demonstrando que a venda da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) para a empresa canadense Brookfield Infrastructure Partners (BIP), causou um prejuízo maior do que o apurado no processo da Lava Jato.

A Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (ASMIRG-BR) informou que “o brasil sofreria o maior golpe de sua história com a venda da Liquigas” e também “agora se vende uma empresa enxuta, altamente rentável, por preço insignificante. A Liguigas foi vendida em negócio intermediado pelo Banco Itaú, que é um dos sócios do grupo Ultra, por sua vez proprietário da Ultragaz que foi a compradora.

O relatado acima já seria suficiente para atestar o escândalo da atual administração da Petrobras. Mas os problemas não param por aí, pois um aspecto importante é a forma como estas vendas foram efetuadas. De maneira açodada, sem transparência, sem concorrência, de forma dirigida, ao arrepio da lei.

O engenheiro aposentado da Petrobras, ex-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET), Ricardo Maranhão, escreveu um artigo intitulado “Descaminhos dos desinvestimentos da Petrobras” onde é discriminada a lista de leis que estão sendo descumpridas no processo de venda de ativos da companhia.

Maranhão questiona : “Sendo a Petrobras uma sociedade de economia mista, de capital aberto, integrante da administração pública indireta, o processo de venda de ativos está sendo conduzido com transparência, obedecendo o princípio constitucional da PUBLICIDADE (CF art. 37) ?”

E também : “A venda de ativos obedece a exigência de IMPESSOALIDADE, garantindo não haver CONFLITO DE INTERESSES ?” E por aí vai.

Não, a venda de ativos só atende ao que passa pela cabeça de Pedro Parente e seu diretor financeiro Ivan Monteiro.
O TCU mandou suspender todas as vendas de ativos da Petrobras depois que técnicos do órgão constataram os desmandos e os descumprimentos legais que estavam ocorrendo.

Em recente entrevista o diretor financeiro da Petrobras informou que : “estamos esperando o fim do recesso no TCU para retomar a discussão sobre o modelo a ser adotado pela empresa para os desinvestimentos”
Será que depois de tantos crimes cometidos ainda vão deixar esta corja administrando a emprêsa ?

Onde está o Ministério Público Federal que não pede uma intervenção imediata na companhia, paralisando este plano de negócios absurdo, cujo objetivo é dilapidar a emprêsa ?

Julian Assange, fundador do Wikileaks, em entrevista ao jornalista Fernando Morais , do Nocaute, informou : “Uma maneira de trocar favores com os Estados Unidos é facilitar à Chevron e à Exxon o acesso à partes deste petróleo (pre-sal). Nas mensagens vasadas por Wikileaks, aparece um desejo constante das petroleiras americanas de ter o mesmo acesso que a Petrobras tem”

Ele fez a seguinte análise :”Quais são as grandes instituições públicas brasileiras, quais as mais fortes ? Acho que são o exército e a Petrobras. E acho que em comparação, todas as outras instituições são fracas. Então creio que fragilizar a Petrobras é uma forma de fortalecer os militares, como centro de gravidade da organização do estado. E isto pode ser um problema”

O forte interesse das empresas americanas nós já conhecíamos, inclusive pelo vazamento das conversas do José Serra com a presidente da Chevron.

Com relação à fragilização da Petrobras, entendemos que isto significa a fragilização do Brasil como um todo. Significa a fragilização de suas empresas. Significa a fragilização de seu povo, que perde emprego e renda. E significa também a fragilização do exército e dos militares como consequência.

O povo brasileiro precisa se organizar para defender a Petrobras que está sob forte ameaça.

O Brasil hoje é governado por colonizadores que só pensam em explorar o país e seu povo

Fonte: O  CAFEZINHO
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ABRIL: TRABALHE ATÉ MORRER E SEJA COMO MICK JAGGER

12 DE JANEIRO DE 2017 POR LUCIANA OLIVEIRA


247 – Capa da edição desta semana da revista Exame, da Editora Abril, sugere que os brasileiros se conformem com a ideia de continuar trabalhando após os 65 anos para conseguir garantir 100% de sua aposentadoria.

Publicação vira piada ao comparar a realidade do trabalhador brasileiro com a do ídolo do rock Mick Jagger. Diferença é que Jagger é um dos homens mais ricos da Inglaterra e do mundo do entretenimento.

As previsões atuais são de que pelo menos 70% dos brasileiros ficarão sem aposentadoria, se Michel Temer conseguir aprovar sua reforma da Previdência no Congresso

Fonte: Blog da Luciana Oliveira
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                 Je suis Cedric

Enquanto o governo do golpe arrasa, destrói e entrega as riquezas do povo brasileiro para empresas estrangeiras;

enquanto o governo do golpe trabalha rápido para acabar com a saúde e a educação pública;

enquanto o governo do golpe corre para acabar com as aposentadorias,

Lula quer eleições, rechaça guerra civil contra os pobres e fala em esperança num Brasil repactuado. Quando termina parece fila de pão quente.


Fonte: CARTA MAIOR

2001, uma odisseia no ciberespaço

              
             Je suis Cedric

O PAPIRO, próximo de completar 5 anos de atividades no dia 1º de março, atinge a postagem de número 2001.

Nesta postagem exaltação, a constatação de uma odisseia no ciberespaço com muita opinião, informação, poesia, ciência, polêmica e defesa intransigente dos valores, ideias e práticas relacionadas ao ecossocialismo democrático.


Constantemente investigado e ao mesmo tempo temido, tal qual o monólito, o PAPIRO continua em sua viagem pelo ciberespaço.

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