sábado, 26 de novembro de 2016

Apenas não seja almofadinha



Pensamento do dia

Ontem, em uma chamada de uma coluna do jornal O Globo, com direito ao nome do colunista, estava escrito:

filho - meu pai me ensinou a ser humilde com as pessoas humildes e poderoso com as pessoas poderosas.
E agora, pai ?

pai - agora, filho, tudo o que você deve fazer é não ser almofadinha.

O Homem e seu tempo






Encontros Cariocas - 6      O Homem e seu tempo


Urbanos  -  arte PAPIRO

Manhã de mais um dia, não muito diferente dos outros dias, e o homem, rigorosamente no mesmo horário, saía de casa para mais um dia de trabalho. Como de costume, igual a todos os dias, fez o mesmo percurso até a estação do metrô, onde embarcaria no trem, no mesmo vagão. E assim, em mais um dia, aconteceu. No vagão, sentado em um dos raros bancos para as dimensões do lugar, encontrou pessoas de todos os dias, em mais um dia com quase sempre as mesmas pessoas. Ao seu lado, como já ocorrera em outros dias, uma mulher, companheira de viagem, cumprimentou-o formalmente. Em algumas viagens, a mulher do lado, sem qualquer relação ao filme de François Truffaut, procurava conversar com aquele homem. Sujeito de poucas palavras, econômico em expressões, sempre estava atento a tudo que acontecia ao seu redor. Não poderia ser de outra forma, já que vivia em situação especial, como ele mesmo definiu, e, assim sendo tinha um repertório de procedimentos sempre que alguém dele se aproximava. Sua condição, especial para ele, exigia a aplicação de um grande número de filtros nas relações interpessoais, pois sua desvantagem era desproporcional. Muitas pessoas, inclusive a mulher do lado, poderiam conhecê-lo e com isso desfrutar da condição especial daquele homem; fosse por curiosidade, por reprodução quanto a um suposto conhecimento sobre a vida daquele homem, ou até mesmo como parte interessada e direcionada em fazê-lo melhor conhecido por todos que , de todas as formas, ainda, apesar do longo tempo, era tido como um mistério, o que de certa forma não era de todo errado, porém, também, não era de todo verdadeiro. O mistério, que para muitos existia, fazia parte da condição especial daquele homem, pois assim construiu seu repertório de procedimentos necessários à sua sobrevivência.

Durante todo o período em que assim esteve nessa condição, optou por não fazer amigos, não aprofundar nenhum tipo de conversa, mantendo-se no trivial social, de poucas palavras, não permitindo qualquer profundidade, ainda que nem tanto profundo. Quase sempre identificava as intenções das pessoas que dele se aproximavam, inclusive parentes próximos, vizinhos e outros, descartando -os de tal forma que com o passar do tempo tais pessoas passaram a tomar cuidados adicionais quando dele se aproximavam, comunicando apenas o que se fazia necessário.

No entanto, naquele dia no vagão, a mulher ao lado, que em outras viagens no mesmo vagão e no mesmo horário procurava esticar conversas com o homem, resolveu conversar um pouco mais do que em outros dias. O homem, que em outras ocasiões identificou assuntos e contextos sobre sua vida na conversa da mulher, procurou não avançar, ficou mais atento, mais econômico nas palavras. As conversas do metrô versavam sobre o dia-a dia da vida social, com política, problemas urbanos, de transporte e até mesmo futebol, criando um clima leve onde os dois não ultrapassavam limites que , de forma conscientes ou não , tinham sido estabelecidos. Entretanto, naquele dia, tão logo desembarcaram da estação no centro da cidade, a mulher, para surpresa do homem, lhe fez uma pergunta pessoal, algo que até então não ocorrera. Logo na saída da estação ela se virou para o homem e perguntou:

- por que você quase não fala e é tão econômico nas palavras.

O homem olhou para a mulher, pensou por um instante e pediu para que interrompessem o caminhar ali na saída da estação. Se afastaram, um pouco, do fluxo de pessoas que caminhava saindo da estação e foram para um canto. A mulher demonstrava imensa curiosidade, até mesmo uma expressão de espanto, receio, ou algo similar, mas não esboçou nenhum tipo de resistência. Parados de pé, de frente um paro o outro, o homem olhou firme nos olhos da mulher e disse:

- vê aquele bar ali em frente, disse fazendo um movimento com o rosto e sugerindo que a mulher olhasse o local.


- sim, disse a mulher revelando um misto de preocupação, ansiedade e surpresa.

- pois bem, continuou o homem, Você quer saber porque quase não falo, então você terá a oportunidade de satisfazer a sua curiosidade, hoje, no final da tarde, quando for para casa.

A mulher, um pouco confusa com a situação, aceitou quase que levada pelo inusitado e, assim sendo, marcaram um encontro naquele dia no bar próxima a estação, para falar sobre o não falar.

No horário previamente marcado o homem chegou ao bar, puxou uma cadeira e sentou-se, de frente para a rua, pois um de seus procedimentos era não sentar em nenhum espaço público de costas para a rua, fruto de sua condição especial e para evitar surpresas. Procurava se acomodar em locais que pudessem proporcionar uma visão ampla, das pessoas, dos ambientes. Logo em seguida a mulher chegou, demonstrando tranquilidade e um sorriso pronto, algo bem diferente da reação que apresentou pela manhã.

Pediram algo para beber, um chopp para a mulher e um suco de graviola para o homem.

Respirou fundo, organizou a postura procurando ficar confortável, olhou para a mulher e disse:

- então, você quer saber porque não falo.

A mulher abriu um pouco mais os olhos e sua pupila demonstrou uma leve dilatação.

Antes que ela falasse qualquer coisa o homem continuou

-vou explicar para você, assim como já fiz em outras ocasiões, não muitas a bem da verdade, com outras pessoas que de alguma forma estiveram na mesma situação de você. Importante que você saiba, e digo importante pois é a base do conceito, que tudo aquilo que você não compreender do que vou falar para você, e caso você queira explicações adicionais, me reservo o direito de não lhe informar e de não responder nada mais.

A mulher manteve a mesma expressão de surpresa, agora com as pupilas ainda mais dilatadas.

O homem, assim, continuou. Atualmente, e já há alguns anos, levo minha vida em condições especiais. Tais condições, que me reservo o direito de não especificá-las, mesmo que você não as conheça, o que também pode acontecer, mas é raro. Como disse, e repito, tais condições deixam minha vida em situação desfavorável em relação as pessoas e até mesmo em situações de risco de morte. logo, todo cuidado que procuro ter, ainda é pouco, motivo pelo qual não aprofundo nenhum tipo de conversa ou relacionamento, seja em preto e branco, ou menos ainda em cores. Por algumas vezes, nas viagens de metrô em que trocamos palavras, os assuntos foram agradáveis e desprovidos de referências externas pré- relacionadas por supostas informações falsamente difundidas . Já em outras pude observar tais referências, expressas na forma de demostrar conhecimento ou apenas como forma de me testar. Assim sendo, a economia a que você se referiu se faz necessária. No entanto, para que você tenha uma resposta clara sobre aquilo que me questionou, , também me acho no direito de fazer uma pergunta pessoal, onde , para consolidar esta explicação, apresento quatro condições em que você pode estar situada em relação a mim ao longo desses dias em que conversamos. Você , se assim desejar, não precisa dizer em que situação se encontra. 


Organizou mais uma vez sua postura e passou a listar as condições. 

A mulher ficara ainda mais curiosa.

1 - você conhece muito bem a situação em que me encontro, e se aproxima de mim por curiosidade, para tirar um sarro, ou, na pior das hipóteses, para me conduzir a algo previamente combinado com outras pessoas;

2 - você se aproxima de mim pois , além de me conhecer se interessa por meus assuntos, sem qualquer outro interesse menor.

3 - você não conhece minha situação especial, o que jamais aconteceu com pessoas que se aproximam

4 - você não precisa responder, pode ficar muda.


Pois bem, pode ficar a vontade, e se manifestar, se assim desejar.


A mulher, que já tinha bebido todo o chopp e bebia o segundo copo, olhou firme nos olhos do homem demonstrando segurança e disparou:

- você é muito seguro de si, ou demonstra ser, independente de como eu tenha chegado a essa conclusão. Quanto as situações apresentadas, a última pode ser descartada, por motivos óbvios. No entanto, as situações 1, 2 e 3 podem muito bem fazer parte da minha verdade, talvez, e é bem provável que assim seja, todas, de alguma forma, se manifestam quando conversamos, uma mais, outra menos, porém, a maneira como você apresentou a questão, caso eu especifique a resposta, vai me deixar nua, e isso não me interessa, como também não me agrada. Assim sendo , acho que estamos conversados, disse com alguma firmeza.

O homem, que ouvia e observava atentamente, depois de um pequeno silêncio, disse

- você nua deve ser algo estonteante, bem interessante.


A mulher, sem esconder a reação, demonstrou um baita susto e disparou com firmeza ainda maior:

- agora você extrapolou e está faltando com o respeito comigo. 

Demostrando um irritação, já escancarada, a mulher continuou. 

- Não esperava ouvir isso, e saiba que sempre lhe respeitei, independente de sua situação. 

Ainda mais irritada, disse. 

- Vou pagar minha despesa e vou embora. 

Fez um movimento procurando o garçon e acenou para que trouxesse a conta.

Depois de um breve silêncio, quando os olhos não se cruzaram, o homem disse;

- ouça, não tive a menor intenção em faltar com o respeito com você. Acredite. Sua beleza nua, não vem ao caso, não me interessa, mesmo que assim tenha dito. Não é essa a questão nem o foco. Disse isso, apenas para manifestar em você uma reação, como de fato aconteceu e . que de alguma forma, revelou um pouco de você, ainda que para isso tivesse que irritá-la.


A mulher, que estava irritada, manteve a irritação , porém com um misto de surpresa e curiosidade, afinal, que homem era aquele. Ouviu com atenção , e nada disse , porém ficou calma e ainda esboçou um sorriso tímido, que demonstrava sinceridade.

Pagaram a conta e ao se levantarem o homem disse:


- agora podemos voltar ao metrô, como fazemos todos os dias, conversando com mais ou menos palavras, ou sem conversa, claro, dependendo de como você se comportar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Ética, antiética e banditismo

Aécio diz que flagrar presidente praticando tráfico de influência é antiético

25 DE NOVEMBRO DE 2016 POR LUCIANA OLIVEIRA

Fonte: Blog da Luciana Oliveira
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PATRICIA PILLAR: VALEU A PENA MALTRATAR A DEMOCRACIA PARA COLOCAR MAFIOSOS NO PODER?




Frase dita pela atriz Patrícia Pillar em junho deste ano nunca foi tão atual como agora, em meio ao escândalo de corrupção envolvendo o presidente Michel Temer e seu mais novo ex-ministro Geddel Vieira Lima, denunciado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero; "Não dá para me convencer que ter maltratado a nossa já tão sofrida Democracia com este impeachment sem vergonha para colocar este governo de mafiosos no poder tenha valido a pena"

247 - Frase dita pela atriz Patrícia Pillar em junho deste ano nunca foi tão atual como agora, em meio ao escândalo de corrupção envolvendo o presidente Michel Temer e seu mais novo ex-ministro Geddel Vieira Lima, denunciado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero.

"Não dá para me convencer que ter maltratado a nossa já tão sofrida Democracia com este impeachment sem vergonha para colocar este governo de mafiosos no poder tenha valido a pena", afirmou a atriz.

Fonte: A JUSTICEIRA DE ESQUERDA
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Impressionante o cinismo e o caradurismo dessa turma do golpe.

Agem dessa forma pois sabem que não serão questionados pela velha mídia, que aliás, reproduz tais declarações com tonalidades de veracidade quanto ao conteúdo.

Quando o juiz Moro gravou e divulgou conversas pessoais de Lula com Dilma, Lula com Eduardo Paes, em que os assuntos divulgados em nada contribuíam para as investigações, o cidadão "defensor da ética", da foto acima, não se manifestou para defender os envolvidos. No momento, as conversas com Temer revelam práticas criminosas no âmbito da presidência da república, consideradas, inclusive, como crime de responsabilidade.

O governo do golpe, seus aliados no Congresso Nacional, Judiciário e Imprensa criam realidades, ou pensam que criam, e passam a apresentar suas criações independente dos fatos que contradizem as realidades divulgadas. Valorizam aspectos insignificantes e omitem os aspectos significativos e relevantes.

Aos amigos práticas criminosas estão liberadas, aos inimigos uma reles tapioca ao custo de R$ 3,50 , paga com verba do governo, passa a ser considerada como crime com o dinheiro público.

Tudo isso as claras, nos condomínios, aeroportos...

Um novo enredo


O enredo do golpe, fracassou.
O governo está mergulhado em mar de lama, lodo, mentiras.
A violência do Estado contra o pobre, o preto, a mulher, o estudante, o trabalhador, bem mais do que se imaginava, aumentou.
Um outro dia tem que começar agora, hoje, nas ruas, praças, universidades, escolas, campos.
Reconstruir o enredo da Democracia, resgatar a auto estima, a cidadania, o encanto.


Desenredo
Dori Caymmi e Paulo Cesar Pinheiro na voz de Marcio Lott

Por toda terra que passo
Me espanta tudo o que vejo
A morte tece seu fio
De vida feita ao avesso

O olhar que prende anda solto
O olhar que solta anda preso
Mas quando eu chego
Eu me enredo
Nas tranças do teu desejo

O mundo todo marcado
A ferro, fogo e desprezo
A vida é o fio do tempo
A morte é o fim do novelo

O olhar que assusta
Anda morto
O olhar que avisa
Anda aceso

Mas quando eu chego
Eu me perco 
Nas tramas do teu segredo

Ê, Minas
Ê, Minas
É hora de partir
Eu vou
Vou-me embora pra bem longe

A cera da vela queimando
O homem fazendo o seu preço
A morte que a vida anda armando
A vida que a morte anda tendo

O olhar mais fraco anda afoito
O olhar mais forte, indefeso
Mas quando eu chego
Eu me enrosco
Nas cordas do teu cabelo

Ê, Minas
Ê, Minas
É hora de partir 
Eu vou
Vou-me embora pra bem longe

É o milagre da multiplicação

Dinheiro no mar: polícia investiga e pescadores afirmam ser propina

Notas continuam boiando na Urca e há quem diga já ter encontrado mais de R$ 40 mil


Na semana em que o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi preso acusado de comandar um esquema de arrecadação de propina que desviou mais de 220 milhões de reais de contratos públicos do estado, notas de dinheiro começaram a aparecer boiando, no mar da Urca, na capital fluminense.

Um semana depois, a Polícia Federal divulga gravações de conversas de parentes do ex-governado que indicam destruição de provas do esquema de corrupção.

"Lembra que falei que o Rodrigo estava na casa dele semana passada? Ele falou: fui levar uns negócios que ele pediu, mas depois mandou que levasse de volta, que não era pra ficar nada lá", diz trecho da conversa entre Fanny Maia - tia de Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral -, e o marido dela, Ricardo Maia.

As informações foram mais do que suficientes para levar os moradores da cidade a uma simples conclusão: “É a maior lavagem de dinheiro de todos os tempos”, brincam os pescadores, acreditando que os amigos de Sérgio Cabral teriam dado um jeitinho nada convencional para se livrar do dinheiro ilícito.

A quantidade de notas é tanta que a Polícia Civil começou a fazer diligências para investigar a origem do dinheiro. Enquanto isso, pescadores e mergulhadores não perdem tempo e, ao mesmo tempo em que comentam acreditar que o dinheiro foi jogado dos iates ancorados no clube ao lado, seguem com a caça ao "tesouro".

O oceanógrafo David Zee é um deles. "Existem várias fontes de lançamento, a murada ou as embarcações. Esse dinheiro não foi perdido sem querer. Do esgoto, não veio, estaria embolado. Isso foi um grande pacotão de dinheiro lançado no fundo do mar e que aos poucos começou a se desmanchar nas águas", analisa, reforçando a chance de alguém perder tanto dinheiro e não reclamar é nula.

Roberto Pereira, de 42 anos, disse ao Extra ter encontrado mais de R$ 40 mil. "Eram quatro pacotes de R$ 10 mil. Tinha muita nota rasgada boiando também", conta ele, mostrando a reforma que fez no seu barco, graças ao dinheiro que achou.

"Consegui pegar R$ 1,9 mil. Fui no banco e as notas são verdadeiras. Algumas estavam presas com elástico e com marcas de grampo", comemorou o também pescador Magno Felipe Pereira, de 23 anos.

Apelidada de “Píer do Cabral”, a ponte em cima do Quadrado da Urca vive lotada de curiosos. Alguns até se arriscam a entrar no mar. "Vai ajudar nas compras de fim de ano", planejava a “caçadora do tesouro Érica Dionísio, de 23 anos

Fonte: A JUSTICEIRA DE ESQUERDA
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E o dinheiro em grande quantidade continua brotando nas águas da Baia da Guanabara.
Na praia da Urca, próxima da enseada de Botafogo,  de frente para o morro do Corcovado onde o Cristo recebe todos de braços abertos.
Um milagre, para pescadores da região, moradores e curiosos, que em caravanas que lembram peregrinações se movimentam ao local sagrado.
Na mesma cidade  que três décadas atrás teve a mesma orla invadida por latas com maconha.
Em ambos os casos, ao que parece, a desova foi feita para se livrar de um flagrante policial.
Do verão da lata a primavera da propina, o Rio de Janeiro continua o mesmo.

O governo do golpe acabou. Diretas já !


Lápide:

Carta Maior Retweeted
Estadão
✔ @Estadao


Aécio defende que Calero seja investigado por gravar conversa com @MichelTemer



Carta Maior Retweeted
Aécio de Papelão @aeciodepapelao

Oi @MichelTemer não é você no The New York Times?


Carta Maior Retweeted
Agência Brasil
✔ @agenciabrasil


Fux diz que prisão de Garotinho foi baseada em prova frágil



Carta Maior Retweeted
G1 - Política
✔ @g1politica


Temer almoça com Aécio, FHC e cúpula do PSDB no Alvorada 

Carta Maior Retweeted
Ricardo Pereira @ricardope

A imprensa internacional não amacia como a nossa. Lá fora Michel Temer é tratado como o corrupto que é


Brazil’s President, Michel Temer, Embroiled in New Corruption Scandal

Marcelo Calero, a former culture minister, said Mr. Temer had pressured him on behalf of a top ally. Critics are demanding the president’s impeachment.nytimes.com


Carta Maior @cartamaior

O golpe imita a arte.

Carta Maior @cartamaior

Agora a mídia da indignação seletiva vai aliviar para Temer? 
Ou a Globo e os petizes da Folha vão convocar passeatas pelo impeachment? A ver
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Tiraram uma presidenta eleita para instalar essa pocilga
Postado em 25 Nov 2016
por : Leandro Fortes


                              Escumalha

Um governo podre, corrupto, comandado por uma quadrilha cujo chefe acha normal um ministro encaminhar um assunto espúrio para ser resolvido pela AGU.

Tiraram uma presidenta eleita para instalar essa pocilga.

Em nome de quê?

De nada.

De nada que preste, bem entendido.

Somente para manter o negócio falido da mídia em pé, para engordar banqueiros e entregar as reservas do pré-sal a multinacionais.

Para acabar com direitos e instaurar a cleptocracia em nome da família, de Deus e de toda essa gente abjeta e ignorante que se vestiu de verde e amarelo para fingir que era contra a corrupção.

Não era, e todo mundo sempre soube disso.

Era só ódio de classe, de gênero, racismo, intolerância e fascismo.

O lixo que uma mídia ignóbil e uma classe média analfabeta política revolveram nas ruas.

E chegamos a isso: um Congresso venal, um Judiciário lamentável e um governo de corvos e abutres.

Viramos, depois de um sonho de nação ascendente, um País de merda.

Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
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Sergio Moro e sua interpretação do dossiê Geddel


Único caminho de Temer é o da renúncia, abrindo espaço para eleições diretas já

25 de novembro de 2016 às 13h18


Diretas já!: fim de linha do Temer

por Jeferson Miola

No comunicado sobre a denúncia do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, surge cristalino o artifício usado por Michel Temer – encampado pelo ministro Eliseu Padilha e pelo subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil Gustavo Rocha [indicado para o cargo por Eduardo Cunha] – para patrocinar os interesses imobiliários do agora ex-ministro Geddel Vieira Lima.

No item 3 do comunicado, consta que “o presidente buscou arbitrar conflitos entre os ministros e órgãos da Cultura sugerindo a avaliação jurídica da Advocacia Geral da União, que tem competência legal para solucionar eventuais dúvidas entre órgãos da administração pública, já que havia divergências entre o Iphan estadual e o Iphan federal”.

Está claro que o conflito era entre o interesse imobiliário privadíssimo do Geddel e a postura técnica e ética do ex-ministro Calero, que validou o procedimento administrativo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional [IPHAN].

Não era, portanto, um conflito político-administrativo que justificasse a arbitragem e, menos ainda, a interferência do presidente usurpador para favorecer Geddel.

Temer sugeriu “a avaliação jurídica da AGU” para salvar o interesse imobiliário do Geddel que havia sido contrariado na esfera técnica do IPHAN, e assim poder transferi-lo para a AGU, “porque a ministra Grace Mendonça teria uma solução”.

Para tanto, Marcelo Calero teria de contrariar a decisão técnica do IPHAN e determinar a remessa do processo à AGU, sob o pretexto bizarro de “divergências entre o Iphan estadual e o Iphan federal”. Calero, contudo, optou pela renúncia ao cargo de ministro.

Com as explicações dadas no comunicado, Michel Temer acabou confessando pelo menos dois crimes tipificados no Título XI [Dos Crimes Contra a Administração Pública] do Código Penal brasileiro:

– “Artigo 321 – Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário” [advocacia administrativa]; e

– “Artigo 332 – Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função” [tráfico de influência, redação dada pela Lei 9127/1995].

As penas para tais crimes são, respectivamente, de detenção de três meses a um ano e multa; e de reclusão de dois a cinco anos e multa. No tráfico de influência, a pena é aumentada da metade, se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário –segundo Calero, Geddel foi “contundente”: “não gostaria de ser surpreendido com qualquer decisão que pudesse contrariar seus interesses”.

O governo golpista Michel Temer chegou ao fim da linha; está inviabilizado e desmoralizado. Em média, um ministro cai por mês por corrupção, e quase todos os remanescentes são citados e implicados em denúncias de corrupção, porém protegidos pela seletividade da Lava Jato, do MP e do Judiciário.

O governo golpista está causando a maior recessão da história do Brasil, com desemprego atingindo 25% da população economicamente ativa jovem. O terrorismo econômico e político criado no país por Cunha, Aécio, Temer, Padilha, FHC, Serra, PMDB, PSDB, DEM, PTB, PP, PSB, PSD etc para ambientar o golpe de Estado, fugiu ao controle e adquiriu uma gravidade muito superior à capacidade de reversão por este governo ilegítimo e impopular.

A atividade econômica está paralisada, o PIB decresce e a dívida pública aumenta.

O único caminho para Temer é o da renúncia, abrindo espaço para a realização de eleições diretas já. A parceria nos negócios do Geddel faz dele um personagem ainda menor que a caricatura que já era. Ele não reúne condições políticas, éticas e legais para continuar ocupando o cargo usurpado da Presidente Dilma com o impeachment fraudulento. O Brasil não terá a confiança e o respeito do mundo com ele no comando.

A oligarquia golpista dá sinais de que pretende arrastar o cadáver do governo até 2017, para então remover Temer do cargo e eleger um sucessor indiretamente pelo Congresso, onde tem maioria, mesmo que esta irresponsabilidade leve o Brasil ao abismo.

Os crimes cometidos por Temer são mais que suficientes para a abertura de um processo de impeachment – este sim, ao contrário da farsa contra Dilma, com sólido fundamento jurídico. A situação dramática do país, entretanto, exige uma solução urgente. É fundamental realizar-se eleição presidencial imediatamente, para que o povo escolha um governo com legitimidade e apoio social para recuperar o Brasil.

O país não agüenta esperar o encerramento de um processo demorado de impeachment. A incerteza política agravará sobremaneira a crise atual. A única contribuição positiva que Temer poderia dar neste momento grave seria a renúncia, para a convocação de eleições diretas já!

Fonte: VIOMUNDO
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'Meu condomínio minha vida' derrubou Geddel e ainda tem força para derrubar o governo do golpe.

Teoria da Utilização Progressiva



Disponibilizo, abaixo, um texto sobre o sistema PROUT, com quem mantive conhecimento e contato durante a Conferência do Clima , no Rio de Janeiro, em 1992.
PROUT( pronuncia-se "praut" ) é a sigla de PROgressive Utilization Theory ( ou seja, Teoria da Utilização Progressiva ), uma teoria sócio-econômica elaborada por P.R.Sarkar.  PROUT tem um conceito diferente de progresso, com ênfase nos aspectos intelectual e espiritual e no equilíbrio entre desenvolvimento material e realidade ecológica.
Em um mundo atual que ou desaba ou ruma aos caos, a leitura de teorias sócio-econômicas com novas formas de organização social é sempre interessante. 

10 Mitos Econômicos e Populares

Mito 1: Economias sustentadas por exportações são estáveis



As economias dependentes de exportações são fundamentalmente instáveis e vulneráveis às flutuações de mercado. A globalização permite apenas que empresas multinacionais movam-se para locais com mão-de-obra mais barata em busca de maior lucratividade, enquanto que os trabalhadores não têm vantagens comparativas porque não podem deslocar-se de seus países.
PROUT recomenda a criação de zonas econômicas auto-suficientes para promover maior estabilidade econômica. Com isso, pretende-se que haja um mínimo de dependência de importação/exportação de matérias primas básicas em cada zona econômica. Estas deverão desenvolver a produção de bens manufaturados, a agricultura e serviços para atender suas necessidades e o comércio internacional fará a troca de bens manufaturados, sem envolver moeda.


Mito 2 : "A sobrevivência do mais forte" é a lei do mercado


A aplicação da teoria de Darwin ( de vencedores e perdedores ) à economia inevitavelmente leva ao fracasso de todos. Apesar de a motivação individual criar um certo dinamismo econômica, a cada dia é maior o número de pessoas relegadas a níveis de pobreza altíssimos, num quadro de depressão econômica. São duas as causas fundamentais da depressão econômica que nos aflige: concentração excessiva de riqueza, que provoca estagnação social e exploração; e um baixo índice de circulação da riqueza retida por poucos, que gera desaceleração de investimentos, produção e renda.
PROUT recomenda uma economia baseada no sistema cooperativo e a aplicação de um imposto sobre fortunas, de modo a reduzir a concentração e acelerar a circulação de capital. A emissão de papel-moeda deverá ser estabilizada para se conter a inflação.


Mito 3 : A liberdade empresarial é boa para toda a sociedade

Liberdade empresarial, na verdade, significa liberdade de alguns obterem lucros fantásticos e não liberdade de todos participarem igualmente na economia. As vantagens da economia de mercado se concentram nas mãos da elite dominadora, que se empenha em eliminar os competidores, com fusão ou aquisição de empresas, monopolizando o mercado.
PROUT recomenda a democratização da economia , de modo que empregados participem nos lucros e direção da empresa. O sistema corporativo é o mais apropriado para esse fim, pois oferece igual oportunidade a todos, sem propiciar favorecimentos individuais.


Mito 4 : O imposto de renda  é justo e progressivo

Taxar a renda, que representa apenas uma parcela da riqueza, é injusto e facilmente sonegável por empresas e pessoas físicas.
PROUT recomenda  a substituição do imposto de renda por um imposto único sobre transações econômicas e a aplicação de um imposto sobre fortunas.


Mito 5 : Estatizar é uma boa solução

A estatização não é a solução devido à burocracia, que, além de ser lenta e ineficiência, reluta em aceitar novas tecnologias e ideias. Estatizar significa legalizar o monopólio.
PROUT recomenda que a economia seja descentralizada através da socialização ( não é estatização ), usando-se o sistema cooperativo como meio principal de organização, pois nele os empregados participam dos lucros e da administração. A indústria, agricultura e serviços devem funcionar em pequena escala e sob controle local, ao invés de termos um controle explorativo promovido por grandes corporações, que subornam ou manejam as autoridades do executivo em diversas áreas. A socialização deve ser implementada gradualmente para se evitar um impacto no nível  de emprego e na propriedade privada.


Mito 6 : Lucro como motivação é a chave da atividade econômica

De modo geral, o lucro apenas gera pobreza, estagnação e instabilidade, tendo em conta que apenas  um número ínfimo de pessoas e países se torna vencedor.
PROUT recomenda uma economia baseada na utilização máxima dos recursos para atingir a estabilidade e a produção sustentável. Garantindo-se o poder de compra do salário num limite mínimo que dê para as necessidades básicas; mantendo-se uma oferta suficiente de emprego; e dando-se estímulos materiais ao esforço e talento individual aplicados ao bem-estar social; promover-se-á uma melhoria do padrão de vida de todos. A produção e comércio de produtos básicos  deverão ser mais amplos, visto que atendem maior fatia da população. Um novo padrão de vida baseado nessa estabilidade material promoverá também oportunidade ao desenvolvimento intelectual e espiritual.


Mito 7 : O nacionalismo é essencial a nossa identidade

Nacionalismo é uma condição que apenas separa pessoas dentro de fronteiras geográficas. A exploração econômica se torna mais fácil quando a sociedade está dividida por sentimentos dogmáticos, como o nacionalismo e patriotismo, e quando a língua e cultura locais são suprimidas. Homens negócio e políticos usam esses sentimentos como forma perpetuar a dominação.

PROUT recomenda o sentimento universalista para promover a união entre pessoas, devendo, entretanto, ser mantida a diversidade cultural. As culturas indígenas devem ser preservadas e a língua local deve ser usada nas escolas, na legislação e na administração  pública. A cultura de massa patrocinada pelo capitalismo consumista deve ser eliminada.


Mito 8 : O desenvolvimento tradicional pode assegurar o equilíbrio entre o meio ambiente e as necessidades humanas

Nossa atividade econômica está baseada na busca de prazeres artificiais, na acumulação excessiva e num estilo de vida que contribui para a destruição da natureza. Além disso, prevalece ainda o conceito de que somos superiores às outras espécies e de que estas são apenas um bem de consumo.
PROUT recomenda que seja levado em conta o valor existencial, e não apenas o valor utilitário, do meio ambiente e que seja garantida constitucionalmente a preservação da fauna, flora e terra. Se não for colocado um limite ao materialismo e à destruição de outras espécies, o desenvolvimento tradicional continuará fomentando a degradação do meio ambiente.


Mito 9 : Vivemos em um sistema democrático verdadeiro



O sistema político de hoje pode ser melhor definido como "democracia de comércio"ar. Os governos não são capazes de suportar a pressão de lobistas dos grandes capitalistas e terminam acatando suas imposições. Os regimes democráticos atuais são caracterizados por partidos que fazem imperar seus interesses em detrimento da moralidade.
PROUT recomenda uma democracia sem partido, onde representantes da população sejam eleitos para compor comitês locais e regionais ao invés de partidos. Os candidatos devem cumprir o programa de campanha ou ter seu mandato anulado. Ao mesmo tempo o planejamento econômico será descentralizado, de modo que esses comitês possam atender as necessidades do local, ao invés de interesses de grandes corporações.


Mito 10 : O materialismo consumista satisfaz a todos

A psicologia do capitalismo, com sua ganância, pressão e insegurança, não é comumente aceita pela maioria da população. Se estivessem livres da intensa propaganda consumista, as pessoas certamente gastariam seu tempo com coisas não consumistas, como leituras, artes, passeio, etc. O consumismo sustentado pela propaganda maciça força as pessoas a procurarem a felicidade imediatista do materialismo, fazendo com que continue a exploração econômica.
PROUT recomenda uma redefinição do conceito de progresso, com base na ênfase dos aspectos intelectuais e espirituais, ao invés do aspecto material. As pessoas comprometidas com a segurança e o bem-estar da sociedade precisam assumir os cargos de liderança, tanto na área governamental, quanto na área empresarial, no lugar dos materialistas.