segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O crepúsculo da velha mídia

PF, que tal criar a "Operação Plim-Plim"?

publicado 05/10/2015
Possível manipulação em preços de anúncios merece investigação e CPI.
bessinha fervura da globo
Saiu na Rede Brasil Atual:

Sugestão à PF: 

uma "Operação Plim-Plim" sobre manipulação de preços dos anúncios


Entrada de outro instituto de medição de audiência de TVs mostra que números da Globo podem ter sido artificialmente turbinados, com consequências sobre as contas públicas que ensejam investigação e CPI


por Helena Sthephanowitz, para a Rede Brasil Atual

Os primeiros números da medição por amostragem de audiência televisiva pelo Instituto alemão Gfk mostram diferenças em relação ao Ibope, que detinha o monopólio deste mercado. E as diferenças mostram que os resultados do Ibope eram favoráveis a Rede Globo.

Pelo Gfk, a Rede Record tem uma audiência maior às tardes e à noite do que a registrada pelo instituto concorrente. O SBT também é mais assistido nas manhãs e tardes.

SBT e Record sempre questionaram os dados do Ibope. A Globo nunca reclamou. Pior, boicotou a entrada de qualquer concorrente do Ibope no mercado brasileiro. Todas as emissoras pagam ao Ibope pelos serviços de medição da audiência, mas só Record, SBT e Rede TV contratam o instituto alemão.

O mercado de TV aberta, mesmo em crise devido à linha de programação excessivamente oposicionista espantar consumidores, faturou cerca de R$ 33 bilhões apenas no primeiro semestre. A Globo fica com a fatia do leão deste valor. Mas estranhamente se recusa a dividir com as demais emissoras um investimento relativamente pequeno, de cerca de US$ 130 milhões, para trazer outro instituto que dê mais confiança, controle e transparência para os anunciantes neste mercado bilionário.

As emissoras menores sempre criticaram o que chamavam de promiscuidade nas relações entre a Globo e Ibope, que pareciam viver uma longa lua de mel. Quando outras emissoras apareciam na frente no chamado tempo real, que é a medida on-line minuto a minuto, no cálculo consolidado divulgado no dia seguinte, a Globo reassumia a liderança. Já ocorreram episódios mal explicados de "apagão" na medição justamente em horários desfavoráveis à emissora líder. Em março deste ano, o SBT conseguiu em disputa judicial obrigar o Ibope a abrir a "caixa-preta" de como são feitos estes cálculos.

A audiência define o preço dos anúncios nos intervalos comerciais e a própria decisão do mercado publicitário sobre onde anunciar. É critério inclusive para anúncios governamentais fazerem a chamada "mídia técnica". No caso dos governos, se de fato a audiência do Ibope estava inflada, é como se houvesse superfaturamento. Imagine se um governo comprasse lata de leite em pó para a merenda de um 1kg, e o fornecedor que vencesse a licitação só enchesse com 800g. Pois se a comunicação governamental pagou por uma audiência de dez milhões de lares e só oito milhões eram entregues, o caso é semelhante. Os consumidores, anunciantes privados, também teriam sido lesados. E as emissoras concorrentes teriam sofrido perdas. É motivo suficiente para uma operação "Plim-plim" da Policia Federal apurar os fatos.

O caso é tão grave que até o horário eleitoral "gratuito" é pago pelo governo na forma de abatimentos nos impostos, calculado pelo preço médio do que a emissora ganharia em anúncios comerciais no horário.

Se a operação Lava Jato investigou cartéis de empreiteiras para combinar e manipular preços, uma operação "Plim-Plim" apuraria se houve combinação entre Rede Globo e Ibope na medição de audiência para manipular preços de anúncios nas últimas décadas – e portanto lucrar abusivamente pelo recebimento de recursos públicos, além de obstruir o acesso à informação pública a parcela significativa da população. Justifica também uma CPI.

Apesar do boicote da Globo, a entrada do instituto alemão no mercado brasileiro mexeu com o concorrente. Primeiro o antigo dono, Carlos Augusto Montenegro, caiu fora do negócio e vendeu a empresa para o grupo inglês WPP Kantar. Sob nova direção, o Ibope divulgou mudanças nos métodos, o que a aproximou da mesma metodologia do Gfk.

Porém, o instituto alemão captou mudanças no perfil de consumidores brasileiros nos últimos anos, sobretudo pela ascensão social de camadas da população. Esse movimento acabou sendo talvez ignorado, talvez despercebido pelo concorrente. Sob pressão e com credibilidade abalada, em decisão inédita o Ibope anunciou que vai liberar informações sobre audiência da tv aberta e paga em seu site.

A entrada, tardia, de outro instituto traz mais confiança, controle e transparência para o bilionário mercado publicitário de televisão daqui para frente. Mas só uma operação investigativa da Polícia Federal, assim como no caso da Lava Jato, pode ressarcir os cofres públicos de eventuais pagamentos indevidos para a emissora dos Marinho, quem sabe se sistematicamente e por décadas, além de abrir a caixa-preta da corrupção na mídia tradicional, pródiga em dar apoio midiático a políticos dóceis aos interesses empresarias dos "barões da mídia".

Aparentemente Veja e Época nunca ouviram falar de internet

publicado 04/10/2015
Palmério

O maior esgoto a céu aberto no Brasil é o PiG


publicado 04/10/2015
Totonho
Fonte: CONVERSA AFIADA
__________________________________________________

Qualquer semelhança é mera reincidência



"A escravatura humana atingiu o seu ponto culminante na nossa época sob a forma do trabalho livremente assalariado." - George Bernard Shaw

Fonte: FUTEPOCA

____________________________________________________________


Até adolescente detona Cunha e o jornalismo da velha mídia

Leitora de 15 anos detona Cunha: Com falso o discurso de que quer o bem do povo, age como moleque mimado e prepotente. Bem do povo o quê?!

publicado em 03 de outubro de 2015 às 19:47
aninha e cunha-001
por Conceição Lemes
Os leitores mais antigos do Viomundo já conhecem Ana Giulia Zortea, a nossa queridíssima Aninha. Atualmente, ela tem 15 anos, mas apareceu por aqui, aos 10 apenas, desancando o agora ex-deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA).
Em 31 de março de 2011, em carta aberta ao reitor da Universidade de Coimbra, Aleluia manifestou-se a contra a concessão do título de doutor honoris causa ao ex-presidente Lula. Sua atitude mesquinha e preconceituosa, recebeu repúdio quase unânime dos leitores. Entre eles, o de Ana Giulia Zortea.
Ana-Guilia-no-Viomundo (1)
Acompanhavam o seu login duas informações apenas visíveis para nós: e-mail pessoal e o link de um blog chamado Meu Pai Morreu no Vôo 477, e Agora?!!?.
Imediatamente acessei. O blog é da própria Ana Giulia. Seu pai, Luigi Zortea, foi uma das 228 vítimas do vôo AF 447, da Air France, que, em 31 de maio de 2009, caiu no oceano Atlântico quando fazia o trajeto Rio-Paris.
“Tem certeza de que você tem 10 anos!? Não é um 1º de abril (a carta do Aleluia foi postada no dia 31 de março)!?”, brinquei no primeiro e-mail que lhe enviei.
“Pelo menos até maio terei 10 anos (rsrs)”, respondeu bem-humorada. Ela faz aniversário no dia 4 de maio.
Contei que gostaria de entrevistá-la, mas precisaria conversar antes com a mãe, para pedir autorização. A nossa entrevista saiu aqui.
Viomundo ganhou a sua mais jovem leitora e eu, a minha mais jovem amiga. De lá para cá, não paramos mais de conversar.  O tema recorrente é política. Ela adora.
Aninha Zortea
Aninha Zortea aos 11, 12 e 15 anos de idade. Inteligente, justiceira, corajosa, linda!
Fã incondicional do ex-presidente Lula, Aninha ficou arrasada com a notícia de que ele havia sido diagnosticado com câncer na laringe.
Na noite daquele sábado pesaroso, 29 de outubro de 2011, Gerson Carneiro, outro queridíssimo leitor, nos mandou, indignado, um e-mail com o áudio do comentário de Lucia Hippolito, na CBN, debochando e comemorando a doença de Lula. Virou post.  Gerson Carneiro: Praga de urubu não pega.
Ana Giulia comentou:
Ana Giulia - comentário
A notícia da doença fez com que o ódio contra Lula vicejasse nas redes sociais, de forma canalha, desumana.
Os tuítes de João Antônio Cardoso, então presidente da juventude tucana de  Santo André, no ABC paulista, são emblemáticos daquele momento. E João Cardoso, conhecido como “Meio Quilo”, o exemplo pronto e acabado do “casamento” do jornalismo de esgoto com a política lixo.
Perspicaz, Ana Giulia, sem nomear João Cardoso, escreveu para o seu blog, em 31 de outubro de 2011, um texto sobre o tema, cujo título é:  O Meu Querido Presidente LULA!!!
O Viomundo reproduziu-o, na íntegra, aqui.
Nele, Aninha pergunta: “Como esse moço [o João Antônio Cardoso] quer chegar algum dia ao poder?”
Ela afirma categoricamente: “O presidente Lula é muito mais forte do que esta gentinha que só quer um pouco de visibilidade”
E acalenta dois sonhos. O do ex-presidente se curar, que já se concretizou.  E o de votar em Lula presidente, em 2018, quando ela terá 18 anos:
Aninha tinha,então, 11 anos.
Flamenguista roxa,  cursa o primeiro ano do Ensino Médio. É atleta da Seleção Brasileira de Natação e do Clube de Regatas Flamengo. Na sua categoria (costas e peito), está sempre em primeiro ou segundo lugar.
Quanto às Olimpíadas 2016, no Rio de Janeiro,, ela, é claro, gostaria muito de participar. A seletiva será no final do ano, no Open, mas, devido à idade, as suas chances são muito pequenas. “Todos dizem que somos a geração 2020 (rsrs)”.
O blog da Aninha acompanhou o seu crescimento. Apenas mudou de nome:  Amadurecendo, Crescendo, e Sempre Aprendendo!!!
Ela puxou muito à mãe: firme, corajosa, rápida no raciocínio. “Que nada! A minha menininha se parece mais com o pai. Adora política como ele”, desconversou Ângela lá atrás. “A minha mãe  [dona Avelina] chama-a de ‘a justiceira’.”
O artigo abaixo é o mais recente. Ângela e dona Avelina têm ou não razão?
***
Crise Mundial e a Falta de Vergonha de Nossos Políticos Brasileiros!!! Até Quando???
Ana Giulia Zortea
Estamos vivendo tempos difíceis. Difíceis no mundo e muito difícil e complicado aqui no Brasil.
A crise dos refugiados que tentam sair de seus países em busca de uma oportunidade de vida digna em outras terras é triste de se ver.
É horrível ver crianças morrendo afogadas na tentativa frustrada de alcançarem a liberdade e a paz.
É triste ver uma jornalista agir como um carrasco das antiguidades, como aquela húngara, chutando, batendo e dificultando a vida de pessoas que nada fizeram para ela, a não ser a tentativa de alcançar um local para viverem em paz.
Mas é triste também ver que no Brasil, infelizmente, vivemos olhando apenas para o nosso próprio umbigo.
O mundo está em crise, e, aqui, o que se tenta fazer é piorar a crise interna.
E tudo por quê? Porque um bando de gente que se acha superior, não aceita a derrota das urnas, está criando um caos generalizado, o famoso “quanto pior, melhor”!
Vamos deixar de ser hipócritas, e tentar sair desta crise de uma vez por todas.
Nossos políticos de oposição agem como crianças mimadas que não conseguiram ganhar um jogo e ficam tentando acabar com a brincadeira de qualquer maneira.
Eu sinceramente estou com vergonha de viver em um país onde o presidente da Câmara de Deputados age como um moleque mimado e prepotente, achando que pode tudo e olhando apenas para si próprio, com o falso discurso de que quer o bem do povo. Bem do povo o quê???
Se querem o bem do povo, todos trabalhariam de maneira a resolver os problemas internos  e não criando situações para dificultar o governo de governar.
As questões pessoais não podem nunca estar acima das questões nacionais, mas hoje, infelizmente, o que se vê aqui no Brasil é uma histeria coletiva de que tudo é culpa do PT da  presidente Dilma, e claro, do presidente Lula!!!
Eu sinceramente estou de saco cheio de ler e ouvir isto o tempo todo!!! A crise que vivemos, na verdade, é causada pela falta de vergonha de muitos políticos que estão no poder e não fazem nada, a não ser pensar em si próprios. E, assim, em nome de suas próprias ambições estão detonando o nosso país.
Eu tenho certeza que nós jovens vamos receber um país destruído pela falta de vergonha na cara destes idiotas que acham que conseguem enganar tudo e todos.
Nós podemos até não nos manifestar o tempo todo. Sei também que tem muita gente da minha idade que acha que tudo o que ouve e lê é a mais pura verdade, e nem se dá ao trabalho de tentar entender o que acontece realmente no Brasil.
Mas muitos de nós sabemos o que está acontecendo e já sabemos que iremos no futuro ter que resolver as grandes merdas que vocês estão fazendo hoje!!!
Então, por favor, parem agora, não destruam o nosso Brasil em nome de suas ambições pessoais. Não quero no futuro ter que explicar para meus filhos e netos que a geração que nos antecedeu, pensava somente em si e que governava apenas em causa própria, que vivíamos uma época de cada um por si e Deus por todos. Que o Brasil até chegou a sair do atoleiro em que sempre viveu, mas que, por ganância, ignorância, prepotência regredimos tudo novamente.
Por favor, senhores deputados, senadores, juízes, promotores, antes de pensar em detonar o nosso país por causa de seus projetos pessoais e individualistas, pensem em nossos futuros.
Vocês não estarão o tempo todo no poder, um dia a História vai lembrar dos seus nomes. Cabe a cada um decidir se quer ser lembrado como alguém que honrou o país ou foi apenas alguém que usou o poder para ajudar a criar o caos e prejudicar todos nós, em nome de suas ambições pessoais e partidárias.
O tempo mostra quem é quem, e do julgamento da História ninguém pode fugir. Deixem seus nomes registrados com dignidade, e não sejam motivo de vergonha para seus filhos, netos e tataranetos. Pensem nisso.
Quero o meu país crescendo novamente, digno novamente, e não esta vergonha que vemos hoje, onde não podemos confiar na imprensa porque é partidária, nos deputados e senadores porque a maioria não é séria!!!
Ainda é tempo de mudar, mas a mudança tem que começar agora.
Deixem de agir como mimados idiotas. Deixem que o governo legitimamente eleito governe. Disputem as eleições de 2018 com dignidade. A democracia deve sempre prevalecer em nome da dignidade humana e da liberdade do nosso povo!!!

Fonte: VIOMUNDO
______________________________________________________________

A morte das revistas semanais brasileiras

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

É a morte do jornalismo semanal. E uma morte infame, desonrosa, suja.

Tantas revelações em torno de Eduardo Cunha com suas contas na Suíça, e nenhuma revista semanal o deu na capa.

Que ele precisaria fazer para ir para a capa da Veja, da Época e da IstoÉ?

A mídia fala tanto em corrupção, e quando aparece um caso espetacular destes finge que não viu.

É uma amostra do que a imprensa sempre faz quando se trata de político amigo: joga a corrupção para baixo no tapete.

Isto se chama manipulação.

O brasileiro ingênuo é, simplesmente, ludibriado. Depois, corre para as redes sociais para vomitar as besteiras que leu na imprensa.

Durante a semana a mesma coisa ocorrera com os jornais. Eles esconderam o caso Cunha.

Fernando Morais comentou as capas logo na manhã de sábado. Notou, com razão, que parte disso é culpa do próprio PT por ter enchido de dinheiro público empresas de mídia que desinformam e não hesitam em sabotar a democracia quando sentem que seus inumeráveis privilégios correm risco.

As capas das revistas semanais e as primeiras páginas dos jornais nestes dias demonstram que, na prática, existe um monopólio na mídia brasileira.

São quatro ou cinco famílias, e na verdade uma só voz.

Não fosse a mão invisível do mercado, para usar a grande expressão de Adam Smith, e o poder das grandes corporações jornalísticas seria um obstáculo formidável ao avanço social brasileiro.

Mas a mão invisível trouxe a internet, e com ela um jornalismo que se contrapõe ao gangsterismo editorial das grandes corporações.

Fazer jornais e revistas de papel é coisa para grandes empresas, pelo tamanho dos investimentos necessários.

Mas montar um site é barato. Você não tem que imprimir sua publicação em gráficas, pagar uma distribuidora, comprar papel em fábricas finlandesas e coisas do gênero.

Seu custo é infinitamente mais baixo.

Paralelamente, a voz única das grandes corporações abre um espaço enorme para visões de mundo diferentes.

Foi assim que surgiu e floresceu, na internet, um jornalismo dissidente vital para a democracia nacional.

Considere: sob Getúlio e Jango, vítimas da imprensa, não houve contraponto à narrativa golpista da imprensa.

(Getúlio, um homem de visão, tentou resistir aos barões da imprensa com a criação de um jornal, a Última Hora, mas era quase nada diante da avalanche dos grandes jornais.)

Avalie como seriam as coisas sem o contraponto dos sites independentes.

O caso Eduardo Cunha mostra muitas coisas, e não apenas sobre a mídia. Estampa a parcialidade da Justiça e da Polícia Federal, também.

Cunha tinha que estar dedicando todo o seu tempo a se defender das acusações terríveis que pairam sobre ele.

Em vez disso, trama a derrubada de Dilma como se não tivesse nada além do impeachment em sua agenda.

Ele só faz isso porque sabe que goza de ampla proteção.

Essa proteção ficou grotescamente evidente neste final de semana, nas bancas brasileiras, com as capas das revistas semanais.

Fonte: Blog do Miro
______________________________________________________

Uma menina de apenas 15 anos, que certamente não se deixa influenciar pelo noticiário mentiroso e criminoso produzido diariamente pela velha mídia, detona Cunha e , de tabela, todo o jornalismo engajado na perseguição ao governo e na alucinada tentativa de um golpe de estado que venha destituir do cargo a presidenta da república.

Enquanto isso, pessoas bem mais velhas, mas nem tão maduras como Ana, ainda desfilam pelas ruas do país em um grotesco cortejo de analfabetos políticos que pedem o impeachment da presidenta e saúdam o criminoso Eduardo Cunha como o paladino da justiça, da moral e dos bons costumes.

A cegueira da visão é certamente a pior cegueira.

Que digam os paulistas, reféns de tucanos e totalmente desfocados da realidade.

Terrorismo e golpes organizados pelos EUA

A estratégia dos Estados Unidos para a América Latina

Documentos do Wikileaks revelam um plano detalhado para derrubar os governos eleitos dos países latino-americanos e até mesmo o assassinato de Evo Morales.


Russia Times
Enzo de Luca

No recém terminado verão europeu, o mundo viu como a Grécia tentou se opor às chantagens das instituições internacionais que obrigaram o país a aceitar um pacote de novas medidas de austeridade. O endividado Estado grego não pode se negar a cumprir as ordens da Troica conformada pelos credores. Depois do referendo convocado pelo governo de Alexis Tsipras, o Banco Central Europeu privou a economia grega de liquidez, o que intensificou a recessão e transformou o resultado do voto popular numa farsa.

Uma batalha similar pela independência das nações vem sendo travada na América do Sul, durante os últimos 15 anos. Apesar das tentativas de Washington de destruir a “dissidência estatal” em vários países utilizando as mesmas técnicas empregadas contra Atenas, a fortaleza da América Latina vem suportando a pressão. Essa batalha épica vem promovida longe dos olhos dos cidadãos e foi confirmada por documentos do arquivo do Departamento de Estado norte-americano, filtrados pelo WikiLeaks. Alexander Main e Dan Beeton ofereceram uma interessante reconstrução desses acontecimentos em seu livro “WikiLeaks: o mundo segundo o Império Estadunidense”.

Os autores argumentam que o neoliberalismo se impôs na América Latina antes de Berlim e Bruxelas humilharem a democracia na Grécia. Através da coação exercida pelos Chicago Boys – jovens economistas latino-americanos que regressam aos seus países depois de estudar nos Estados Unidos –, Washington conseguiu difundir a austeridade fiscal na América do Sul, entre outros princípios ideológicos: a desregulação, o livre comércio, o sucateamento do setor público e posterior privatização, em processos realizados entre os Anos 80 e 90. O resultado foi similar ao que se viu na Grécia: o estancamento do crescimento, o aumento da pobreza, a deterioração das condições de vida de milhões de pessoas e uma série de novas oportunidades para os investidores internacionais e corporações multinacionais. Porém, como consequência disso, alguns candidatos contrários ao regime neocolonial começaram a ganhar as eleições e a oferecer resistência à política exterior dos Estados Unidos, colocando em prática suas promessas eleitorais de redistribuição social e redução da pobreza.

Entre 1999 e 2008, esses candidatos ganharam eleições na Venezuela, Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia, Honduras, Equador, Nicarágua e Paraguai. Grande parte dos esforços do governo norte-americano para subverter a ordem democrática desses países e voltar a impor o regime neoliberal são agora de domínio público, graças às filtragens do WikiLeaks, que revelaram a verdade sobre o presidente George W. Bush e o começo do mandato de Obama. Washington deu apoio estratégico e material aos grupos de oposição, alguns deles claramente antidemocráticos e violentos. Os telegramas também revelaram a natureza dos emissários ideológicos estadunidenses da Guerra Fria, que atualmente elaboram estratégias neocoloniais na América do Sul. Os autores do livro afirmam também que os meios de comunicação corporativos são parte da estratégia expansionista.

O caso emblemático de Evo Morales na Bolívia 

No final de 2005, Evo Morales ganhou as eleições presidenciais com a promessa de reformar a Constituição, garantir os direitos dos indígenas e lutar contra a pobreza e o neoliberalismo. No dia 3 de janeiro de 2006, dois dias depois do seu juramento como presidente, ele recebeu o embaixador estadunidense, David N. Greenlee, que explicou a visão que a Casa Branca tinha para o futuro da Bolívia. A assistência multilateral à Bolívia, segundo o embaixador, dependia do “bom comportamento” do governo de Morales. “Ele lembrou da importância crucial das contribuições dos Estados Unidos para instituições financeiras internacionais como o Banco de Desenvolvimento Internacional (BID), o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI)”, dos quais a Bolívia dependia. “Quando pensar no BID, você deve lembrar dos Estados Unidos”, disse o embaixador. “Isto não é uma chantagem, é a simples realidade”, comentou.

Contudo, Morales manteve suas promessas eleitorais em matéria de regulação dos mercados de trabalho, nacionalização do gás e do petróleo e a cooperação com Hugo Chávez. Em resposta a essas ações de Morales, Greenlee sugeriu um “menu de opções” para tentar obrigar a Bolívia a se curvar diante da vontade do governo dos Estados Unidos. Algumas dessas medidas eram: vetar todos os empréstimos multilaterais em dólares, postergar o plano de alívio da dívida multilateral, diminuir o financiamento da Corporação do Desafio do Milênio (que pretende acabar com a pobreza extrema) e cortar o “apoio material” às forças de segurança da Bolívia.

Poucas semanas depois de assumir o cargo, Morales anunciou o rompimento de contratos de empréstimo com o FMI. Anos mais tarde, Morales aconselhou a Grécia e outros países europeus endividados a seguir o exemplo da Bolívia e “se livrar economicamente dos caprichos do Fundo Monetário Internacional”. O Departamento de Estado norte-americano reagiu financiando a oposição boliviana. As forças políticas opositoras da região da Meia Lua começaram a receber mais ajuda. Segundo uma mensagem enviada em abril de 2007, a chancelaria dos Estados Unidos considerava que a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) “deveria fortalecer os governos regionais, como forma de combater o governo central”.

O informe de 2007 da USAID menciona 101 remessas de dinheiro, com um total de 4,06 milhões de dólares, “para ajudar os governos das províncias a operar estrategicamente”. O dinheiro da Casa Branca também foi destinado aos grupos indígenas locais que fossem “contra a visão das comunidades indígenas defendida por Evo Morales”. Um ano depois, os departamentos da Meia Lua estavam em aberta rebelião contra o governo de Morales e promoviam um referendo sobre a autonomia, num contexto de protestos violentos que acabaram com a vida de ao menos vinte partidários do governo.

Esta tentativa de golpe de Estado fracassou graças à pressão dos presidentes da América do Sul, que emitiram uma declaração conjunta de apoio ao governo constitucional da Bolívia. Mas os Estados Unidos não se deram por vencidos e continuaram em comunicação constante com os líderes do movimento separatista da oposição. Segundo Alexander Main e Dan Beeton, durante os acontecimentos de agosto e setembro de 2008, diferente do que mostravam em sua postura oficial, o Departamento de Estado norte-americano levou a sério a possibilidade de um golpe de Estado na Bolívia, ou até mesmo de assassinato do presidente Evo Morales. “O Comitê de Ação de Emergência, junto com o Comando Sul dos Estados Unidos, desenvolveu um plano de resposta imediata para o caso de uma emergência repentina, que inclui uma tentativa de golpe de Estado e uma operação para matar o presidente Morales”, diz a mensagem da Embaixada dos Estados Unidos em La Paz.

Promoção da democracia

Posteriormente, alguns dos métodos de ingerência implantados na Bolívia se aplicaram em outros países, com governos de esquerda ou forte participação dos movimentos sociais. Por exemplo, depois da volta dos sandinistas ao poder na Nicarágua, em 2007, a embaixada dos Estados Unidos em Manágua lançou um programa de apoio intensivo à Aliança Liberal Nicaraguense (ALN), principal partido da direita opositora.

Ameaça bolivariana

Durante a Guerra Fria, a suposta ameaça da União Soviética e a expansão do comunismo cubano serviram para justificar um grande número de intervenções políticas dos Estados Unidos com o objetivo de eliminar governos de esquerda e implantar regimes militares de direitas. Da mesma forma, as filtragens do WikiLeaks mostram como “o fantasma do bolivarianismo” venezuelano foi utilizado na década passada para justificar a intromissão em temas internos de governos encabeçados por líderes antineoliberais. Assim, Washington se dedicou a uma batalha oculta contra os governos da Bolívia, “que caiu nos braços da Venezuela” e do Equador, que realizava a função de “porta-voz de Chávez”.

Tradução: Victor Farinelli


Marcelo Tas e as novas armas do Tio Sam

Agora tentam promover 'mudanças de regime' com ações voltadas principalmente para a manipulação da opinião pública. Marcelo Tas é um bom exemplo.


+
Miguel do Rosário - O Cafezinho
reprodução
A informação abaixo não prova que Marcelo Tas vendeu sua opinião ao Tio Sam. Não vou entrar nesse mérito. Prefiro acreditar que não.

Tas é um cara influente no twitter, com milhões de seguidores, e me parece normal que um assessor de Hillary Clinton queira se gabar, junto à chefe, que conseguiu "plantar" uma ideia junto à opinião pública brasileira.

Mas reforça uma das teorias de conspiração mais quentes dos últimos tempos.

(E teorias de conspiração ganharam outro status após as revelações do wikileaks e do snowden. Agora elas voltaram a ser levadas à sério).

É a teoria do novo tipo de golpe desenvolvido pelo governo americano.

Eles agora tentam promover "mudanças de regime" com ações voltadas principalmente para a manipulação da opinião pública.

Na verdade, nem é tão conspiração assim. Pensando bem, não é crime pretender influenciar a opinião de outro país.

Quem é mais culpado aqui somos nós, que deveríamos estar mais atentos a essas tentativas de nos manipular, o que pode levar a opinião pública a defender coisas que não interessam à soberania brasileira.

Além disso, é mais um argumento para defendermos a democracia na mídia: a própria soberania nacional está em perigo se continuarmos tão vulneráveis, através da nossa mídia, a esse tipo de manipulação.

***

Da página do Ação Popular - Baderna Neles!:

O apresentador Marcelo Tas virou assunto de e-mails trocados por assessores de Hillary Clinton com a então secretária de Estado em 2011.

O motivo? Tas repassou, em sua conta no Twitter, uma mensagem do então assessor de Hillary para Inovação, Alec Ross. Ross narrou o feito em e-mail de agosto de 2011 a Thomas Shannon, então embaixador dos EUA.

Em uma troca de mensagens entre assessores de Hillary um deles disse:

"Você já me ouviu falar sobre como devemos cultivar 'influenciadores de mídias sociais' com o objetivo de validar e amplificar nossa mensagem"

O assessor conta então que Tas foi convidado para um "café" por iniciativa da Embaixada.

O assessor então diz:

Publiquei algo sobre Síria no meu Twitter. Tas pegou [o tuíte], reescreveu em português e então o disseminou para os seus quase 2 milhões (na época) de seguidores no Twitter

A troca de e-mails chegou a Hillary, que celebrou: "É um bom exemplo".

Marcelo tas diz que a celebração de seu tuíte por assessores é "normal". "A novidade é o Estado americano me achar relevante."

ATUALIZAÇÃO - - - > Conseguimos acesso aos documentos.

1. Entrar no site: https://foia.state.gov/
2. No campo "Search FOIA site" pesquisar por "Marcelo Tas"
3. Clicar no primeiro link que aparece.

Está tudo confirmado pelo próprio governo americano.


Fonte: CARTA MAIOR
__________________________________________________________



sábado, 3 de outubro de 2015

Recriar o futebol brasileiro

A Liga Sul-Minas-Rio recebeu a primeira oferta

Juca Kfouri
 
 
A Rede Record procurou a Liga Sul-Minas-Rio interessada em comprar os direitos de transmissão do torneio, por enquanto chamado de Primeira Liga, embora não seja a primeira, mas assim chamada porque todos os clubes fundadores estão na Série A.
O Esporte Interativo também revelou interesse e na semana que vem ambos se reunirão com Alexandre Kalil, CEO da Liga.
O nome do torneio está à venda para quem queira patrociná-lo.

Fonte: UOL
_____________________________________________________________

Talvez a criação da Liga Sul- Minas -Rio seja o embrião da transformação urgente  que necessita o futebol brasileiro.

O fato da Liga ter sido procurada por emissora de TV interessada em comprar os direitos de transmissão da competição, é um bom sinal.

Melhor ainda se a emissora que adquirir os direitos de transmissão não for do grupo globo.
 

Em muitos telejornais, a previsão do tempo também é manipulada

COP 21:
Mudança climática envolve poder, manipulação e guerra psicológica
     

A Exxonmobil, por exemplo, gastou milhões de dólares montando um time de pesquisadores para manipular a opinião pública sobre o aquecimento global.


Najar Tubino  
Horia Varlan / Flickr















Na última década petrolíferas, montadoras, indústrias químicas, indústria do carvão, siderúrgicas usaram o poder econômico para desacreditar o debate que os cientistas começaram a realizar sobre o aquecimento global e a mudança do clima no planeta. A Exxonmobil, a maior petrolífera do mundo – US$400 bilhões em faturamento – financiou um grupo de 43 organizações para manipular a opinião pública entre 1998-2005. Chegou a criar um time de pesquisadores para escrever artigos contrários às teses de aquecimento global. Gastou pelo menos US$16 milhões. Nada comparado aos investimentos dos irmãos Koch – Charles e David -, que juntos administram uma fortuna de 68 bilhões de dólares. São os donos da Koch Industries – refinarias de petróleo no Alaska, no Texas e em Minnesota – fábricas de celulose como a Geórgia Pacífica e uma ligação umbilical com a ultra-direita estadunidense.

Koch pai construiu refinarias para Stálin
A tática imposta por estas corporações sempre foi a intimidação, comprando veículos de comunicação, cientistas e políticos. O documentarista Roben Greenwald autor do filme Koch Brothers Exposed, de 56 minutos, registra que os irmãos financiaram o Partido Republicado em US$407 milhões na campanha de 2012, usando uma rede de 17 organizações chamada de Freedom Partners. Denúncia comprovada pelo jornal The Washington Post no ano passado. O dinheiro não era para fazer campanha política direta, mas para incentivar o debate contra as ideias da reforma do sistema de saúde, do aumento das punições dos crimes ambientais ou das despesas do governo. No documentário são citadas outras quatro organizações que receberam dinheiro dos Koch:

- Cato Institute com US$13,6 milhões; Mercatus Center com US$9 milhões, Heritage Foundation com US$3,4 milhões e Reason Foundation com US$2,4 milhões.

Sem contar a Fundação dos norte-americanos pela Prosperidade – American for Prosperity – e da Associação Nacional do Rifle. Charles e David aprenderam com o pai que o governo é um perigo para os investimentos, o mercado é soberano para definir o progresso do país. Por ironia da história, o pai formado em engenharia química no tradicional MIT ajudou Stálin a construir 15 refinarias de petróleo na União Soviética da década de 1930. Depois da segunda guerra mundial os Koch passaram a enxergar o comunismo em qualquer canto. Um dos alertas dos Koch:

“- Os homens de cor são parte do grande plano dos comunistas para dominar a América”.

Ocorreu um racha entre as petrolíferas
A segunda maior empresa privada dos Estados Unidos e uma das 10 que mais poluem, a Koch Industries tem muitos motivos para lutar contra a redução de emissões de gases estufa. Assim como Exxon, Chevron e Conoco Philips, as petrolíferas norte-americanas. Elas ainda consideram que os combustíveis fósseis sustentaram a economia mundial por muitas décadas ainda. Porém, em 2015 ocorreu um racha entre as petrolíferas no mundo. As corporações europeias – Shell, BP, Total, Eni, Statoil -, respectivamente representantes da Holanda, Reino Unido, França e Noruega lançaram uma carta em junho passado fazendo uma mea culpa sobre o posicionamento anterior, de condenação às mudanças climáticas. Elas querem colocar um preço na poluição. Que, neste caso, é conhecido por carvão mineral.

Segundo relato da Bloomberg as petrolíferas europeias foram pressionadas pelo braço econômico das igrejas protestantes – no caso da Inglaterra com ativos na ordem de US$10 bilhões-, que ameaçaram jogar a discussão nas assembleias corporativas, denunciando o boicote das petrolíferas. Chegaram a consultar as corporações dos Estados Unidos, porém, a Exxon não compareceu à reunião no American Houston (Texas) e a Chevron se mostrou contrária a definição de um preço para o carvão.

Austrália considera o carvão vital
Trata-se de um confronto de hipócritas. Tanto Shell como a BP exploram petróleo nas areias de piche na província de Alberta, no Canadá, país que abandonou o Protocolo de Quioto em 2011, antes de ser multado por ultrapassar as emissões de gases estufa. Alberta concentra 35% das emissões e o Canadá não pretende abrir mão de 300 bilhões de barris de petróleo recuperáveis e faturar US$1,8 trilhão nos próximos 25 anos. Mas o carvão, que é o combustível fóssil mais poluente, é o paradoxo do capitalismo na atualidade. É denunciado em todas as esferas de discussões climáticas porque de cada tonelada extraída são jogadas 2,4 toneladas de gases de carbono, nitrogênio e enxofre na atmosfera. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos dependem dele para gerir 40% da eletricidade do país, a China 80%, a Índia 70% e a Austrália no mesmo padrão.

A imprensa mundial repercute notícias sobre os investimentos em energias limpas, mas não tratam do carvão. O primeiro-ministro da Austrália, Tonny Abott, por exemplo, disse no ano passado que o “carvão é vital para as futuras necessidades de energia do mundo e o carvão é bom para a humanidade”. A Austrália, um dos países da OCDE tem um nível de poluição de 25 toneladas por habitante, acima de qualquer dos outros 34 membros e acima dos Estados Unidos – tem 20 toneladas per capita. O Hunter Valley, a 120 km de Sidney produziu em 2013, 145 milhões de toneladas de carvão, a maior parte exportada – a Austrália é o maior exportador mundial. O governo do estado de Nova Gales do Sul, onde fica o Hunter Valley diz que o carvão propicia 11 mil empregos e gera salários de mais de um bilhão de dólares.

Reino Unido e Alemanha maiores importadores de carvão
Os Estados Unidos lançaram um plano para incentivar o uso de energias renováveis e reduzir emissões, porém as metas serão discutidas pelos 50 estados e está previsto um plano de negociações de direitos de poluir. Estados como Wyoming, Virginia Ocidental e Texas são produtores e mantêm usinas térmicas movidas a carvão. O Texas colocou 19 usinas fora dos limites do governo federal, para que não fossem enquadradas pela legislação ambiental. A China produz 1,289 milhões de toneladas equivalentes de petróleo em carvão. Os Estados Unidos estão em segundo lugar com 587,2 milhões de toneladas equivalentes de petróleo e terceiro lugar para a Índia com 181 milhões. O Japão está em quarto lugar e a Alemanha em sétimo. Não se pode esquecer que o carvão derrete o ferro, produz ferro gusa e aço, o que movimenta a construção civil, montadoras e etc. Aliás, Reino Unido e Alemanha são os maiores importadores.

Hipocrisia na Europa – caso da Polônia
Como diz o presidente da Associação Mundial do Carvão, Milton Catelin:

“- O carvão tem alimentado as economias nacionais e globais e continuará a desempenhar um papel fundamental no futuro. O desenvolvimento sustentável requer que o carvão seja considerado não apenas através das lentes do aquecimento global, mas através do seu impacto na segurança energética, desenvolvimento social, econômico e melhoria ambiental. As elites políticas estão se baseando em fatos incorretos e são facilmente seduzidas pelo politicamente correto.”

A hipocrisia europeia também ficou escancarada durante a COP 19, em Varsóvia, na Polônia, país que depende 90% do carvão para gerar eletricidade. O Movimento Nacional Polonês, juntamente com o Sindicato Solidariedade desfilaram pelas ruas na Marcha pela Independência defendendo as políticas do governo direitista que não abre mão do linhito e da hulha. Independente da política da União Europeia de reduzir as emissões em 20% até 2020. A Marcha pela Independência da direita polonesa foi apoiada pelo Comitê para um Amanhã Construtivo, organização que tem um fundo de doadores, comandado pelos irmãos Koch.

Não respeitam lei alguma
O que as corporações querem e estão defendendo dentro do sistema ONU são tecnologias para limpar o carvão, desde a captura e enterramento do gás carbônico, até a gaseificação do carvão. Ou seja, usando uma tecnologia que introduz nas minas um oxidante – vapor de água, hidrogênio, oxigênio – com pressão e alta temperatura transformam o sólido e um gás síntese, como é chamada, carregado de hidrogênio, nitrogênio e enxofre, que serve de matéria-prima para a indústria química e para produzir eletricidade. O que as corporações querem é CCS e GCS.

Na verdade, cada vez mais o debate sobre as mudanças climáticas coloca de um lado as corporações e seus movimentos políticos que são definidos como a nova direita, caso do Tea Party, considerado pelos irmãos Koch como a melhor novidade nos Estados Unidos desde a independência. De outro, os movimentos sociais que lutam por uma planeta justo, multiético, plural e protegendo os ecossistemas naturais. O fundador do Center for Public Integrity, Charles Lewis deu uma declaração para a revista The New Yorker alguns anos atrás sobre os irmãos Koch, que define este momento:

“- Eles não respeitam lei alguma, praticam todo tipo de manipulação política e práticas para burlar os controles públicos. Os Koch são a Standard Oil dos nossos tempos”.

Foi a primeira corporação mundial comandada por John Rockfeller e traçou a maneira de atuar dos trustes internacionais no século passado.
  

Fonte: CARTA MAIOR
____________________________________________________________

De teses e densos estudos científicos até as simplórias informações sobre a previsão do tempo nos telejornais da TV, tudo é manipulado com o objetivo de demonstrar que as alterações  climáticas não existem, ou se existem não oferecem os perigos comprovados pela ciência.

O universo paralelo da plutocracia acredita que está no controle.

A casa caiu

Sensacional: revistas descobrem que Eduardo Cunha não existe!

capasdastres

Aproprio-me das imagens das capas das três “grandes” revistas semanais, reproduzidas no Facebook de Fernando Morais. Salvo por duas pequenas notas na capa da Istoé e da Época – “nadica de nada” na Veja – o leitor que tiver passado algum tempo em Marte, olhando os córregos que a Nasa descobriu por lá, haverá de pensar que Eduardo Cunha, que era o todo-poderoso “dono” da Câmara, não existe mais.

A “força súbita”, que a Veja via nele – olhe a capa do final de março – virou “morte súbita”?

Ele não é mais o homem que vai derrubar o Governo, colocando o impeachment a ser votado?

Não, ele é um cadáver insepulto no meio da sala da oposição e que não vai sair de imediato dali, como rapidamente o retiraram das capas de suas revistas.
E não há lençol que lhe esconda o fedor.

Embora o Fernando Morais – com toda a razão, aliás – chame a atenção para o fato de que as capas atacando Lula serem ” a merecida paga que o PT recebe por ter, durante doze anos,
chocado o ovo dessa serpente com verbas publicitárias do estado”, eu prefiro destacar outra forma de olhar.

As contas de Cunha na Suíça – mais que as delações de sua propinagem, que se arrastariam num processo necessariamente longo no STF , nada parecido com os rallies de Sérgio Moro no Paraná, foram o prego no caixão da tentativa de depor, imediatamente, Dilma Rousseff , por conta da composição com o PMDB, que dá arrepios aos puristas que não se pejavam em aliar-se e bajular o presidente da Câmara, um homem, naturalmente, de trajetória limpíssima e ideias humanistas e modernas como as dos jovens rapazes de sua redação, amém.

O que vejo é que se transferiu a mira dos canhões para mais acima: Lula 2018.

Não que vão abandonar as escaramuças, pelo contrário. Com a ajuda luxuosa de quem não percebe que, na guerra ninguém sai de uniforme impoluto.


E como qualquer curioso sobre táticas de guerra sabe, mais importante que uma grande precisão dos tiros no “fogo de barragem” é o terror e o encolhimento que ele provoca nas forças de defesa.

Que faz ser a hora, antes de tudo, de “tocar reunir”.

Fonte: TIJOLAÇO
_____________________________________________________________

Eduardo Cunha subiu no telhado!





Por Altamiro Borges



O "imortal" Merval Pereira nem disfarçou a sua tristeza no 'Jornal das Dez', da GloboNews, na noite desta quinta-feira (1). Para ele, que apostou todas suas fichas em Eduardo Cunha como peça decisiva para o impeachment de Dilma, "a situação do presidente da Câmara Federal é insustentável". Após a confirmação de que o lobista possui cinco contas em bancos da Suíça, que não foram declaradas à Justiça Eleitoral, parece que finalmente o gatuno subiu no telhado.

Até velhos compadres de Eduardo Cunha - há quem afirme que o "achacador" ajudou, financeiramente, a eleger uma bancada de mais de 100 deputados - já dão sinais de que jogarão fora o bagaço. É forte a tendência da sua cassação. Quanto à sua prisão, a medida tão aguardada ainda dependerá da seletiva Justiça brasileira. O ministro Gilmar Mendes, o seu parceiro de tantas conspirações golpistas, fará de tudo para evitar este desfecho traumático - nem que seja preciso disparar mais alguns habeas corpus.

A notícia das cinco contas secretas caiu como uma bomba em Brasília. A suspeita já era antiga e até gerou bate-boca no Congresso Nacional. Questionado em março último, Eduardo Cunha jurou de pé junto que não possuía conta no exterior - o que complica ainda mais sua situação. Agora, é o próprio Ministério Público da Suíça que informou às autoridades brasileiras que encontrou cerca de US$ 5 milhões em contas de Eduardo Cunha, da mulher Cláudia Cruz e de uma de suas filhas.

O órgão chegou a estudar o pedido de extradição do lobista, o que foi negado pela Procuradoria-Geral da República: "O instituto da transferência é um procedimento de cooperação internacional, em que se assegura a continuidade da investigação ou processo ao se verificar a jurisdição mais adequada para a persecução penal", afirma nota do PGR divulgada nesta sexta-feira. O medo de ser preso talvez explique porque Eduardo Cunha cancelou na última hora uma viagem já programada para a Europa.

A descoberta das contas secretas desmascara de uma vez o falso moralista, que posava de paladino da ética para desgastar o governo Dilma e fortalecer suas negociatas de bastidor. Antes da revelação do Ministério Público da Suíça, Eduardo Cunha já tinha sido citado em cinco "delações premiadas" na midiática Operação Lava-Jato. Apesar das denúncias, a mídia oposicionista, principalmente a Rede Globo, fez de tudo para abafar os escândalos. Agora, porém, não dá para mais esconder. O "imortal" Merval Pereira deve estar, realmente, muito triste e abatido. Perdeu o seu "trunfo" em Brasília!

Alguns fatos constrangedores

- Em 12 de março deste ano, em depoimento à CPI da Petrobras, Eduardo Cunha negou possuir conta na Suíça. Na ocasião, ele foi questionado pelo deputado Delegado Waldir (PSDB-GO) sobre a grana em paraísos fiscais. Cunha negou categoricamente: "Não tenho qualquer tipo de conta em qualquer lugar que não seja a conta que está declarada no meu imposto de renda". E agora?

- Em sua declaração de renda entregue à Justiça Eleitoral em 2014, Eduardo Cunha informou ter um patrimônio de R$ 1,65 milhão, incluindo apenas uma conta no Itaú, com saldo de R$ 21.652,39. Por que o lobista não faz como o jogador Romário, acusado pela Veja, e vai à Suíça para desmentir a existência das contas secretas? Tem medo de ser preso?

- Em recente "delação premiada", João Augusto Rezende Henriques, preso na semana passada pela Polícia Federal sob a acusação de ser operador do PMDB, "confirmou ter feito depósito em conta na Suíça que seria repassado ao atual presidente da Câmara. O destinatário era o lobista Felipe Diniz, filho do falecido ex-deputado Fernando Diniz (PMDB-MG), ex-aliado do peemedebista", revelou a insuspeita revista "Época", da famiglia Marinho.

- Junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou o peemedebista de ter recebido ao menos US$ 5 milhões em propina por um contrato entre Petrobras e Samsung. Em documento de 85 páginas, ele denunciou Eduardo Cunha pelos crimes de "corrupção passiva e lavagem de dinheiro", com base na delação premiada do ex-consultor Júlio Camargo.

- Temendo ser cassado e preso, nos últimos dias Eduardo Cunha radicalizou ainda mais sua postura e entrou em choque frontal com o Senado. Ele boicotou importantes votações e afirmou que agilizaria a análise dos pedidos de impeachment da presidenta Dilma. Sua valentia, porém, acabou gerando maior desgaste. Segundo a coluna Painel da Folha, "na reunião de líderes do Senado com Renan Calheiros, o presidente da Câmara foi chamado de 'sequestrador' e 'chantagista'".

- Parlamentares do PSDB e do DEM, que garantiram a blindagem de Eduardo Cunha com o objetivo de desgastar o governo Dilma, agora já ensaiam jogá-lo ao mar. "Se aparecer um extrato bancário, aí não tem o que fazer", afirma um grão-tucano. O cambaleante Aécio Neves, tão próximo do lobista, agora foge dos holofotes e curte sua ressaca. Paulinho da Força, que promoveu um ato de apoio ao presidente da Câmara, também sumiu. E Marta Suplicy, que pediu a benção de Eduardo Cunha para a sua filiação ao PMDB, já estuda um novo discurso sobre ética na política para enganar os incautos.

Fonte: Blog do Miro
___________________________________________________________

Anatomia de um mico: a foto imortal de Cunha com militantes anticorrupção.

Postado em 02 out 2015

Grandes momentos da história

Campanhas políticas estão enraizadas em um momento específico da história. Algumas decisões que parecem fazer sentido num período tornam-se tão idiotas que os envolvidos pensam, retrospectivamente, em desaparecer da face da Terra.

Principalmente quando a coisa é registrada numa fotografia.

Em 27 de maio de 2015, um grupo de aproximadamente 300 almas apareceu na Câmara dos Deputados para se reunir com Eduardo Cunha. Cunha, então, já enganava alguns trouxas, mas era a grande esperança branca do impeachment.

Eram militantes do MBL, uma relíquia da era da indigência virtual de extrema direita, que haviam terminado a tal Marcha da Liberdade, entre São Paulo e Brasília. Estavam acompanhados dos companheiros dos Revoltados On Line na figura de seu fundador Marcello Reis e da moça que vende camisetas na loja.

Kim Kataguiri, um fóssil megalomaníaco de 19 anos, falou para a imprensa: “O Eduardo Cunha se comprometeu a analisar tecnicamente o nosso pedido de impeachment e não engavetar diretamente como fez com os outros”.

Encaminhados para uma sala, os personagens se aboletaram em torno de uma mesa, abriram seus melhores sorrisos (o esgar reptiliano de EC é lindo) e posaram para as câmeras com um inexplicável dedo indicador para cima (pedindo uma Brahma? Chamando o copeiro?).

Com o gigante Cunha à cabeceira, simulando interesse na tigrada, podemos ver ainda os políticos que tentaram pegar uma carona: Jair e Eduardo Bolsonaro, Alberto Fraga (réu no Supremo Tribunal Federal, acusado do crime de cobrar vantagens indevidas em razão do cargo) e Carlos Sampaio, o pitbull do PSDB.

Todos os presentes, obviamente, pediam o fim da corrupção. Uma faixa explicita esse apelo. O documento do MBL, à frente de Cunha, traduzia a confusão mental e a pretensão da rapaziada: 3 mil páginas em dois tomos.

É um registro que ficará para sempre. Nunca tantos deveram tanto a tão poucos — a frase de Churchill deve ser lida no sentido da chacota.

Quatro meses depois daquela tarde inesquecível, Eduardo Cunha, que já era Eduardo Cunha na época, está com o cargo no bico do corvo, citado por cinco delatores da Lava Jato, com pelo menos quatro contas na Suíça e o xilindró no horizonte.

Mas eles podem ter a certeza de que aquele instante já está imortalizado na crônica política recente como um dos maiores casos de vergonha alheia do Brasil

Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO

_____________________________________________________________
O silêncio de Aécio e FHC sobre Cunha
 
Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Sabe o silêncio que Cunha fez quando Chico Alencar perguntou a ele na Câmara se tinha mesmo contas na Suíça?

Como poderíamos classificá-lo?

Cínico. Cafageste. Culpado. Canalha. Indecente. Patético. Debochado.

Bem, é só ir ao dicionário em busca de palavras negativas e você vai ver que cada uma delas caberá ao silêncio de Cunha diante de Chico Alencar.

Você verá, também, que cada um dos adjetivos vale, igualmente, para o silêncio de FHC, Aécio e Serra sobre o escândalo das contas de Cunha na Suíça.

É um silêncio particularmente revelador este dos tucanos porque mostra a natureza da sua pregação anticorrupção.

Como os golpistas de 1954 e 1964, que tanto usaram o “mar de lama” para derrubar governos democraticamente eleitos pelo povo, o que menos interessa aos tucanos hoje é acabar com a corrupção.

Eles querem é dar um golpe. Não mais e nem menos que isso.

Não que isto fosse novidade.

É estranho alguém como falar em corrupção quando, como FHC, deve um mandato à compra, com cédulas acomodadas em malas, de deputados para aprovar uma emenda.

Ou quando, como no caso de Aécio, usa dinheiro público para irrigar rádios da família e para fazer um aeroporto particular.

O moralismo é o último refúgio dos demagogos, e FHC e Aécio comprovam esta frase.

Escrevi, há algum tempo, que Cunha era um morto vivo. Agora, ele mudou de categoria: é um morto morto.

E não há nada que seus aliados de ocasião possam fazer para devolvê-lo à vida.

As contas suíças são uma cadeira elétrica para o presidente da Câmara. Não apenas a existência delas, mas os detalhes que as autoridades suíças passaram aos brasileiros.

Cunha usou empresas fantasmas para tentar enganar o sistema financeiro suíço, sabemos agora. Colocou pessoas da família como titulares delas, em seu lugar.

Quis ser mais esperto que os suíços, mas deixou suas digitais em sua delinquência. Em todas as contas abastecidas de dinheiro sujo lá estava ele como beneficiário.

A esta altura, você pode resumir o caso assim. Quem está mentindo: os suíços ou Cunha?

O episódio mostra por que é vital acabar com o financiamento privado de campanhas.

As sobras, muitas vezes milionárias, vão terminar em contas como as de Cunha na Suíça.

É por isso que tanta gente se bate pela permanência do dinheiro de empresas na política.

Não é apenas uma forma de se eleger, uma vez que sem dinheiro ninguém faz nada.

É também porque sempre haverá sobras capazes de enriquecer pessoas como Eduardo Cunha.

E o interesse público diante desse descalabro? Ora, dane-se o interesse público.

Enfrentar verdadeiramente a corrupção é varrer da política figuras como Eduardo Cunha.

Mas não é isso - um saneamento - o que querem os cardeais tucanos.

Eles na verdade são um obstáculo no enfrentamento à corrupção.

Por isso, num mundo menos imperfeitos eles acabariam varridos da política como Eduardo Cunha.
 
Fonte: Blog do Miro
_______________________________________________________

A vida é aquilo que acontece quando se acredita que se está no controle.

Assim a vida aconteceu para Eduardo Cunha, para a velha mídia, para as oposições golpistas, e para os analfabetos políticos que saíram às ruas no maior mico da história , pedindo o fim da corrupção e o impeachment da presidenta da republica.

Era de se esperar que pelo cargo que ocupa na Câmara dos Deputados, Cunha e sua queda inexorável, fossem manchetes de capa das principais revistas semanais do país.

No entanto, não foi o que aconteceu, a vida não passou e continua estagnada em um universo paralelo criado pela velha mídia .

Universo que contempla, ainda hoje, como manchetes nas principais revistas, ataques ao governo federal e a Lula.

Como a queda de Cunha é irreversível, e com ele irão juntos muitos planos, sonhos  e fantasias oposicionistas - midiáticas, espera-se , para os dias vindouros próximos, um noticiário com grande foco em assuntos distantes da  vida que aconteceu, que acontece.

Para isso não faltarão assuntos jocosos , nascimentos de ursinhos pandas e, claro, futebol, muito futebol, já que a caretice do festival de rock passou quase que de forma insignificante.

FHC deve viajar para descansar em Paris e ficar calado por um tempo , Aécio deve se refugiar em alguma fazenda no interior das Minas Gerais, Bolsonaro e Feliciano devem participar de um retiro espiritual , enquanto Cristiane Brasil fará curso de culinária com Roberto Freire.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Cunha, Deus, o nu, os anlafabetos políticos e a velha mídia

Cunha deixou a mídia e a oposição nuas em praça pública

Se fosse Dilma ou Lula que tivessem quatro contas na Suíça, o que vocês acham que a mídia e o PSDB estariam fazendo?

Claro que o Jornal Nacional e todos os outros programas de todas as outras TVs seriam dedicados ao tema e tucanos de todos os cantos estariam chamando protestos de rua e bombando hastags como #LulanaCadeia e #DilmaCorrupta.

Alguém pode dizer, mas isso é política.

Não amigos, não é.

Para começar, veículo de comunicação que se respeite não trata de forma tão desequilibrada assim atores políticos.

Principalmente se for um veículo concessionário.

Rádios e TV são concessões públicas e usam um espectro limitado.

Ou seja, são poucos que conseguem operar nessa área restrita.

E por isso há limites distintos entre uma publicação em papel e em internet e as que operam concessões.

Mas no Brasil isso se perdeu.

Veículos concessionários se comportam como se fossem partidos. Ou seja, como se representassem apenas parte da sociedade.

Isso é vil. E ilegal.

E desequilibra a democracia.

Na democracia os partidos políticos, claro, podem e devem ter posições diferentes.

E defender partes da sociedade.

Mas para preservar e valorizar a democracia é preciso também ter um pouco de respeito com os cidadãos.

O PT tem se comportado muito mal. É fato.
aecio-neves-eduardo-cunha-reducao-da-maioridade-penal
Mas PMDB, PSDB e quetais agem apenas de maneira oportunista.

Pesquisas qualitativas já capturam essa impressão de boa parta da população.

Cada vez mais pessoas percebem que políticos desses partidos tentam transformar os problemas do Brasil em culpa do PT e de Dilma. Porque querem ocupar o lugar dela. Não porque querem acabar com a corrupção.

E casos como os de Cunha fazem isso ficar ainda mais claro.

O cidadão de hoje é muito melhor informado.

Quem o trata como Hommer Simpson vai se dar mal.

Até porque essa crise vai ter dia seguinte.

E no dia seguinte gente como Marta, Aécio, Paulinho da Força, Roberto Freire e vários colunistas da mídia tradicional que não estão respeitando a inteligência do eleitor, vão se dar mal.

E Cunha está ajudando muito neste processo. Porque Cunha deixou a mídia e a oposição nuas em praça pública.

Fonte: Blog do Rovai
__________________________________________________________

Por que Eduardo Cunha não vai para a Suíça como Romário? Por Paulo Nogueira

Postado em 01 out 2015
O casal não poderá mexer nas contas suíças
O casal não poderá mexer nas contas suíças
Por que Eduardo Cunha não faz como Romário e vai para a Suíça provar que não são suas as contas que lhe são atribuídas?
Bem, porque não dá. Simplesmente não dá.
Não que houvesse dúvidas, mas Cunha reforçou as certezas ao dizer, numa coletiva na noite de ontem, que se recusava a falar sobre elas.
Faltou colar um carimbo na testa: culpado.
As contas foram bloqueadas pelas autoridades suíças, e tudo indica que elas representam, enfim, o Waterloo de um homem que imaginou que podia tudo.
Como toda tragédia, o episódio se presta a piadas.
Por exemplo: por que Cunha não faz na Suíça o que tem feito costumeiramente no Brasil, manobrar nos bastidores para mudar uma decisão?
Ele fez isso, no Congresso, mais de uma vez. E agora, praticamente com a tornozeleira nos pés, trama para desfazer uma decisão conjunta do Planalto e do STF para por fim ao financiamento privado de campanhas.
A gambiarra seria uma PEC que, como por mágica, permitiria a continuação da fonte original de corrupção no país – o dinheiro que as empresas colocam em seus candidatos.
Eduardo Cunha simboliza isso. Sem esse dinheiro ele não seria nada.
O financiamento privado é a forma como a plutocracia toma a democracia.
O caso das contas na Suíça serve também para uma conclusão pouco engraçada.
É uma vergonha para a mídia, para Moro, para a PF e para Janot que o golpe fatal em Cunha tenha vindo dos suíços.  Sinal do despudor da imprensa, um colunista da Veja escreveu que espera que Cunha derrube Dilma antes de ser preso.
Já virou clichê perguntar: e se fosse alguém do PT? Por isso, fujo dessa questão cuja resposta é óbvia.
Uma sociedade não pode levar a sério uma cruzada anticorrupção quando caminha livre um político do naipe e da ficha corrida de Eduardo Cunha.
Romário, com sua viagem à Suíça, criou um padrão de conduta para reagir a assassinatos de caráter como o que sofreu da Veja.
Mas isso é para inocentes, e não para Cunha.
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
___________________________________________________

Em CPI, Cunha negou que tivesse conta no exterior

publicado 02/10/2015
Se mentira ficar comprovada, presidente da Câmara poderá ser cassado.
bessinha parto normal do cunha
Saiu no Globo:

Em março, Cunha negou em CPI que tivesse conta no exterior



‘Não tenho qualquer tipo de conta em qualquer lugar que não seja a conta que está declarada no meu Imposto de Renda’, declarou o presidente da Câmara

BRASÍLIA — Apesar de evitar responder se possui ou não contas na Suíça, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou, durante depoimento na CPI da Petrobras em março, que tivesse recursos depositados naquele país ou em algum paraíso fiscal. Nesta quinta-feira, o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), questionou Cunha da tribuna da Câmara mas, uma vez mais, ele não falou sobre o assunto. Se ficar comprovado que o presidente da Câmara mentiu na CPI, ele poderá responder por quebra de decoro parlamentar e ser cassado.

Cunha compareceu de livre e espontânea vontade à CPI da Petrobras no dia 12 de março, depois que a Procuradoria Geral da República (PGR) incluiu seu nome entre os parlamentares a serem investigados sob suspeita de se beneficiar do esquema de propinas na petroleira.

Mostrando-se indignado e procurando contradições na peça apresentada contra ele pelo procurador-geral Rodrigo Janot, Cunha foi muito elogiado por praticamente todos os deputados que estavam na sessão, incluindo o PSDB, DEM e até o próprio PT.

Em determinado momento, o deputado delegado Waldir (PSDB-GO) perguntou a Cunha se ele tinha contas na Suíça ou em outro paraíso fiscal. Cunha respondeu de forma enviesada: "Não tenho qualquer tipo de conta em qualquer lugar que não seja a conta que está declarada no meu Imposto de Renda", afirmou.

Fonte: CONVERSA AFIADA
_______________________________________________________ 

Cunha tem uma mixaria de 5 milhões de dólares em contas na Suíça.

Interessante que durante as investigações da lava jato teve gente do Moro  indo aos  EUA para colher informações sobre possíveis crimes de possíveis suspeitos, que mesmo qualificados como possíveis suspeitos ficaram  presos .

Presos, pois assim desejavam  os arautos da moralidade, já que eram considerados suspeitos pois assim , também desejavam que fossem, independente de provas  para qualificá-los daquela maneira.

Cunha, por outro lado, perfilado ao lado das oposições  e da mídia, temente a Deus e amigo  de Malafaia e de Feliciano seguia intransigente sua senda baseada em uma agenda retrógrada, conservadora e amplamente favorável a turma do dinheiro grosso.

Na mídia, Cunha aparecia como defensor dos fracos e dos oprimidos ,a novidade que veio dar na política e que salvaria  o país da escalada da corrupção e do comunismo.

Incensado por meses por seus pares da mídia  amiga, Cunha , hoje, promove o nu político-midiático mais famoso do ano, quando dos alpes suíços brotam notícias de gordas quantias em contas do Presidente da Câmara dos Deputados, ou, segundo vice-presidente da república.

Na velha mídia, o nu 3D de Cunha é apresentado com certo pudor e discrição, em respeito a decência da família brasileira,  aos bons costumes e a indignação da sociedade brasileira com o país fadado ao comunismo.

Decência presente no slogan do PPS de Roberto Freire, partido aliado de Cunha.

Indignação presente no PTB, de Cristiane Brasil com sua variedade panelas sonoras.

Aguarda-se, com ansiedade, o Cunheco, o novo boneco inflável que deverá estar presente em passeatas dos analfabetos políticos defensores do impeachment da presidenta da república, e também em imagens  nos programas de propaganda política  dos partidos de oposição, decentes e defensores da família brasileira.