segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O texto barbantinho cheiroso de Merval



Merval e o ovo da serpente

2 de agosto de 2015 | 12:19 Autor: Miguel do Rosário
ScreenHunter_6053 Aug. 02 12.14
Trecho de coluna de Merval de hoje nos faz lembrar o terrível filme de Ingmar Bergan, O Ovo da Serpente, sobre os primeiros sinais de nazismo na sociedade alemã.
PROVOCAÇÃO
Por mais que os petistas e seus apaniguados nas redes sociais queiram transformar em grave ato terrorista a bomba caseira que atingiu a sede do Instituto Lula em São Paulo, é preciso ter cautela para caracterizá-lo dessa maneira. O filme da explosão, feito por uma câmera de segurança, é impactante. Mas quando se vê o resultado do “atentado”, a sensação é de que o teor explosivo do artefato era mínimo.
O buraquinho na porta de metal da garagem do prédio é tão ridículo que, se não soubéssemos que foi provocado por uma bomba, poderíamos achar que um motorista desastrado causou a mossa ao realizar uma manobra de marcha à ré.
Como é que é?
“Petistas e seus apaniguados nas redes sociais”?
“Buraquinho”?
O PT foi o partido mais votado nas últimas quatro eleições presidenciais. A presidenta da República, do PT, ganhou o último pleito com 54 milhões de votos.
O PT é o partido com mais deputados na Câmara Federal, o segundo com mais senadores. Ainda é o partido preferido do povo brasileiro, nas pesquisas por preferência partidária, apesar da campanha devastadora na imprensa contra ele.
O tratamento abertamente hostil do colunista político não apenas à direção do PT, mas à sua militância, ao chamar os simpatizantes do partido de “apaniguados”, um termo cujo significado contemporâneo é extremamente negativo, mostra que a origem do atentado ao instituto Lula está mesmo na mídia.
Tentar minimizar um atentado terrorista, dizendo que o estrago causado foi um “buraquinho”, demonstra uma irresponsabilidade imperdoável para um representante da grande imprensa.
Sobretudo para um profissional de uma empresa que bebe sua força de uma concessão pública.
Uma concessão obtida na ditadura, após a mesma empresa ter sido um dos principais articuladores do golpe que levou os militares ao poder.
Uma concessão pública que recebeu muito dinheiro do império americano para ser, entre nós, uma garra do Tio Sam encravada bem no meio do nosso sistema nacional de comunicação.
O tiro na cabeça de Kennedy também foi apenas um “buraquinho” a despedaçar-lhe o cérebro, Merval?
O tiro que matou Abraham Lincoln também foi somente um buraquinho, Merval?
Em 28 de junho de 1914, um jovem bósnio assassinou o príncipe Francisco Fernando, herdeiro do império austro-húngaro, com tiros de pistola.
A bala que atingiu a jugular do príncipe foi apenas um “buraquinho”, mas também o estopim de duas guerras mundiais que matariam centenas de milhões de seres humanos e destruiria trilhões e trilhões de dólares de infra-estrutura, moldando o mundo como é hoje, com todas as suas injustiças.
O termo buraquinho me pareceria melhor empregado para descrever a substância cerebral de alguns colunistas…
Fonte: TIJOLAÇO
__________________________________________________________

Merval, a bomba e a bolinha de papel

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

De uma coisa Merval Pereira, apaniguado dos Marinhos, não pode ser acusado: coerência.

No infame episódio do Atentado da Bolinha de Papel, ele publicou imediatamente um artigo em que chamava a atenção para a gravidade do episódio.

A bolinha de papel, no texto de Merval, era um “artefato”.

Isso foi na campanha de 2010. Serra, no desespero por estar atrás nas pesquisas, levou uma bolinha de papel na cabeça e tentou transformar o episódio num atentado.

A mídia amiga ajudou-o na farsa, e Merval deu sua contribuição milionária.

Vejamos agora como Merval enxerga o atentado contra o Instituto Lula.

Não é nada, é claro.

“O buraquinho na porta de metal da garagem do prédio é tão ridículo que, se não soubéssemos que foi provocado por uma bomba, poderíamos achar que um motorista desastrado causou a mossa ao realizar uma manobra de marcha à ré.”

É um trecho do artigo deste domingo de Merval no Globo.

Viralizou, na internet, como símbolo de um tipo de jornalismo vergonhoso, patronal e canalha.

A indignação com Merval não se restringe a petistas. Qualquer pessoa com algum discernimento – me incluo aí – tem vontade de vomitar lendo Merval, ainda mais se confrontar a bolinha de papel de 2010 com a bomba de 2015.

Que marcas o “artefato” deixou em Serra? Chegou a ser engraçado ver Serra, depois de alguns minutos andando normalmente em seguida ao “atentado”, simular dor e levar mãos à cabeça.

A simulação veio depois de um telefonema. A hipótese mais provável é que a turma de marketing de Serra recomendou-lhe a farsa.

A mídia amplificaria o episódio e, se colasse, colou.

Merval fez sua parte. A TV Globo também. Um perito amigo chegou a ser convocado pela Globo para comprovar que era um “artefato”.

E sejamos justos. Se era um “buraquinho” na porta do instituto, na cabeça de Serra não era rigorosamente nada.

Não havia marca nenhuma. E em alguém desprovido de cabelos como Serra, não é preciso muita coisa para deixar alguma impressão.

A opinião de Merval não seria um grande problema não fossem duas coisas.

Primeiro, ela reflete a opinião dos Marinhos. Você quer saber o que os Marinhos pensam a respeito de qualquer assunto? É só ler Merval.

Participei por dois anos e meio do Conselho Editorial da Globo, e nas reuniões semanais me impressionava ver Merval e Ali Kamel duelarem pelo posto de quem concordava mais como João Roberto Marinho.

Segundo, a voz de Merval se espalha por diversas mídias, beneficiada pela falta de uma legislação que regule a imprensa e impeça monopólio, concentração e concorrência desleal.

Merval – e os Marinhos através dele – tem à disposição jornal, rádio, tevê aberta, tevê fechada e internet.

Merval espalhou por todas essas mídias suas considerações sobre a gravidade do “artefato” contra Serra.

E agora ele faz o mesmo para reduzir a nada o artefato de verdade.

A internet vai acabar com a Globo como a conhecemos, felizmente. Já está acabando, aliás, como se vê nos índices de audiência da tevê.

Mas o ritmo do declínio certamente será mais rápido por causa da conduta repulsiva da Globo, tão bem representada por Merval agora, em 2010 – e sempre.

Fonte: BLOG do MIRO
____________________________________________________________
  

E a velha mídia, como era de se esperar, ignorou solenemente a bomba , o que também não deixa de ser uma bomba, mais uma bomba contra a democracia.

O texto de Merval, em defesa explícita da não -bomba, mesmo diante dos fatos, explode na contramão do avanço da democracia do país.

A histórica bolinha de papel disparada por militantes do PT, que em 2010 atingiu a parte vazia do corpo do então candidato José Serra, mereceu de Merval um arsenal de repúdio por se tratar, segundo o jornalista imortal e coisa e tal, de um artefato de alto poder destruição que configurava um ataque sem precedentes a democracia e a liberdade de expressão.

O candidato atingido foi removido para um hospital, onde passou por exames de um perito, que, felizmente, constatou que a parte vazia do corpo do candidato José Serra mantinha-se preservada e intacta.

Passados cinco anos do histórico atentado, Merval e coisa e tal volta a cena, agora em mais um atentado , real, destrutivo, em que o artefato, de fato, produziu estragos em alvo bem definido.

No entanto, a indignação e o respeito aos princípios democráticos não se fizeram presente por parte do jornalista.

A vítima foi o Instituto Lula, adversário, ou melhor, inimigo político e mortal de Merval, coisa e tal, da velha mídia.

Como inimigo de Lula, o ataque com bomba ao Instituo Lula passa, pelo jornalismo de Merval, da velha mídia e de coisa e tal, a ser um exagero , apenas uma bombinha, talvez de São João, em tempos de festas , comemoração, exaltação.

Nas festas do período, o texto de Merval, e coisa e tal, tem o conteúdo de um barbantinho cheiroso disparado pela velha mídia em toda a sociedade.

Não é novidade que Merval e coisa e tal, globo e toda a velha mídia façam um jornalismo de ataques diários aos governos populares e democráticos do PT.

Não é novidade que a velha mídia não aceitou e não aceita o ciclo vitorioso dos governos do PT.

Não é novidade que a velha mídia mente , manipula e omite informações relativas ao país, tudo por conta de seu protagonismo político contrário ao PT, aos trabalhadores, ao povo.

Não é novidade que a velha mídia, a globo de Merval e coisa e tal, apoiou o golpe militar de 1964 e ainda apoiou a sangrenta ditadura que durou 21 anos.

Logo, omitir um atentado com bomba contra o Instituto Lula , também não é novidade no jornalismo da velha mídia.

A novidade é a maneira direta, escancarada, violenta, em negar o atentado.

Tal comportamento de Merval, coisa e tal e a velha mídia, revela que a velha mídia e oposições tem respaldo para agir dessa forma, e mais, estão dispostos a tudo para promover um golpe de estado que afaste a presidenta Dilma e , se o golpe não for possível, também tem o respaldo para criar um clima de confronto permanente no país, tal como acontece na Venezuela, recentemente visitada pelo patético Aécio Neves.

O texto barbantinho cheiroso de Merval coisa e tal, diz muito, mais do que a simples negação de um atentado explícito contra a democracia brasileira.

sábado, 1 de agosto de 2015

Direita terrorista ataca a democracia brasileira

Polícia Federal vai investigar explosão de bomba no Instituto Lula

Polícia Federal vai investigar explosão de bomba no Instituto Lula

Fonte: JORNAL DO BRASIL
___________________________________________________________
Certo que foi uma bomba caseira, artesanal.

Porém, foi uma bomba, um artefato explosivo, que pelas imagens acima teve um relativo poder de destruição que caso atingisse alguma pessoa poderia levar a morte, assim como o sinalizador lançado por torcedor do Corinthians em jogo na Bolívia, ou mesmo outro sinalizador lançado em manifestação no centro do Rio de Janeiro, que mataram, respectivamente, um garoto boliviano e um cinegrafista de TV Bandeirantes.

No caso boliviano, o sinalizador foi lançado sem um alvo definido, apenas como parte de "incentivo e festejos" ao time do torcedor. 
Escolheu um garoto e tirou-lhe a vida.

No caso do sinalizador na manifestação no centro do Rio de Janeiro, o objetivo era o enfrentamento com as forças de segurança em função dos protestos que por ali aconteciam.
Escolheu o cinegrafista, e tirou-lhe a vida.

Já a bomba caseira lançada contra a sede do Instituto Lula tinha um alvo bem definido, um endereço, uma motivação política, tendo em vista a figura relevante do ex-presidente Lula e o momento de tensão política do país.

No entanto, para a velha mídia foi "apenas" uma bomba caseira e, assim sendo, algo sem muita relevância, que não merece muito destaque,  nem mesmo algum destaque, apenas uma notícia, e fim.

Uma bomba caseira que pode causar destruição, assim como as buchas caseiras  de balões,  que provocam incêndios quando caem na mata, na rede elétrica, nas casas e que tem um grande destaque nos meios de comunicação.

Assim como teve grande destaque a morte acidental do cinegrafista da TV Bandeirantes, que , ainda hoje, a emissora faz questão de lembrar.
 
Bombas e explosivos são bombas e explosivos, e independente de serem de fabricação caseira ou não, tem grande potencial para causar transtornos, destruição e morte.

As imagens no Instituto Lula  são imagens reais, não apenas retórica.

Isto dito, a discussão sobre a fabricação da bomba, caseira, artesanal ou profissional se esgota.

Bombas são explosivos, e fim
.
Entra em cena, ou deveria entrar em cena na velha mídia, uma profunda discussão sobre as organizações e pessoas envolvidas em um atentado político, com conotações claras de intimidação e ainda com requintes terroristas, colocando em risco o processo democrático.

Em um passado que começa a ficar distante, lá pelo início dos anos da década de 1980, o país vivenciou uma onda de ataques com bombas contra organizações e eventos artísticos.
 
Sede da Ordem dos Advogados do Brasil, bancas de jornais e o caso do Rio Centro,  todos no Rio de Janeiro, foram  alvos, por meses, de ataques com bombas, praticados por grupos de extrema direita contrários ao processo de redemocratização que se iniciava no país, ainda sob o regime de exceção militar.

Atualmente, em um outro momento da história política do país, a jovem democracia brasileira se sustenta por três décadas, com eleições livres e democráticas e alternância do poder definida pela população.

A ditadura militar não mais existe, as eleições são livres, a normalidade democrática se faz presente, no entanto, a ditadura financeira que sequestrou a democracia nas últimas duas décadas dita as regras do jogo e, no caso brasileiro, não suporta  as sucessivas vitórias do Partido dos Trabalhadores ,  a ponto de radicalizar suas ações até mesmo em detrimento da democracia percebida pela população brasileira.

A velha mídia brasileira e as oposições derrotadas na ultima eleição presidencial, eleições livres e democráticas, tem grande responsabilidade pelo clima de radicalização que existe no país, uma vez que, principalmente a velha mídia, atua com porta-voz da radicalização crescente contra o governo e sua agenda popular e democrática.

Neste ano outras bombas foram lançadas contra instalações do PT, assim como membros do governo tem sido hostilizados com frequência em locais públicos.

Assim sendo, caminha para solidificação no país um clima de enfrentamento com violência, passando por cima da ordem democrática e da constituição.

A história se repete, já que sempre que se avança no processo democrático, os radicais  de direita voltam a cena para tentar impedir o curso evolutivo.
 

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Lava jato recupera 2,5 bi da corrupção, mas dá prejuízo ao país em 60 bi

Olhar para chumbo e ver ouro


smeagol

A “abdução” no processo penal brasileiro

Por Rogerio Dultra dos Santos, no blog Democracia e Conjuntura

As provas no processo da “Operação Lava-Jato” são “abduzidas”. Isto mesmo. Não é brincadeira. A “abdução” de provas é a “nova” “teoria” da prova no processo penal utilizada por membros do MPF do Paraná para criar condenações.
Uma forma de transportar ilações de qualquer lugar para dentro do processo e convertê-las em prova criminal.

Assim, se não há evidências, elas podem ser “abduzidas”, isto é, deduzidas, criadas a partir da argumentação. A “abdução” de provas é, supostamente, um “método” de justificação “fundado” no pragmatismo – e na arte retórica aristotélica – que convence o interlocutor que aquilo que não está lá na verdade está.

Um dos segredos mais desejados durante a antiguidade foi o da transmutação de chumbo em ouro. A alquimia buscou a fórmula mágica durante séculos. No Brasil, o MPF foi a Harvard e trouxe de lá a resolução do problema: deduzir estar diante de um fato sem que haja prova concreta do mesmo significa confirmá-lo. Olhar para o chumbo e ver ouro é o suficiente para produzir ouro, ao menos nos autos.

Por analogia, dedução ou inferência, o indício é transformado em prova, “abduzido”, pela argumentação retórica. Desse modo, se cria umavinculação inexistente entre a imaginação do investigador e os fatos alegados no processo.

E aí o indício “pode ser usado como prova suficiente” para uma condenação. É uma questão de fé. O professor Scott Brewer, da Faculdade de Direito de Harvard garante que há um liame entre o raciocínio legal, o moral e o religioso, que permite que as provas indiciárias e circunstanciais sejam, inclusive, o fundamento probatório exclusivo do processo penal.

Afinal, Deus existe por inferência, por fé dos que acreditam. Logo – olha o raciocínio lógico aí – é possível determinar critérios para que a fé produza evidências.

Se, na teoria da abdução de provas, há o cheiro de uma filosofia pragmática má compreendida (segundo o curso do professor Brewer “Evidência e razão no direito, filosofia, ciência e religião” que acontece a partir de agosto, não se pressupõe “nenhum conhecimento prévio em filosofia” dos inscritos, nem é exigida nenhuma avaliação), na prática do processo criminal, o desastre é total.

Não há, pelo menos na “Operação Lava-Jato”, uma compreensão do peso social das conseqüências das ilações que fundamentam prisões no atacado. Como os fins justificam os meios neste novo modelo de processo penal,”acabar” com a corrupção e “recuperar” os dinheiros desviados importa mais que a manutenção da cadeia produtiva supostamente prejudicada pelos “desvios”.

Assim, um balanço das 16 “fases” da “lava-jato” dá conta da recuperação de R$ 2.5 bi. No decorrer dessas “fases”, depois da prisão de um sem número de executivos e diretores de empresas de construção civil, de petrolíferas e mesmo da eletronuclear, a retração desses setores gerou um prejuízo na economia nacional de R$ 60 bi.

Pode se argumentar que este dinheiro foi abduzido pela má gestão do governo federal – a culpa sempre cai sobre Dilma. Em todo caso, um amigo do judiciário aconselhou previdência. Defendeu que os ET’s não estão mais em Varginha, mas em Curitiba. E que os brasileiros devem preparar os gorros de papel alumínio para evitar uma “abdução” no processo da “Lava-Jato”. Aliàs, afirma que se o processo for abduzido do Paraná para Minas num helipóptero, nem Aécio escapa.

Fonte: O CAFEZINHO
______________________________________________________
  
Certa ocasião, em pleno auge da era Bush II, um repórter entrevistou o então Secretário de Defesa do governo norte americano.

Constatando que as respostas do Secretário estavam distantes da realidade dos fatos, o repórter fez a seguinte declaração:
 " Secretário, essas informações não correspondem  a realidade"

Como resposta o Secretário disse ao repórter:
" Nós somos os  EUA e assim sendo  criamos as realidades que os outros devem acreditar e seguir "

É exatamente o que vem acontecendo por parte das togas deslumbradas da operação lava jato, claro, com o apoio incondicional de toda a velha mídia que repercute as realidades criadas para que a população acredite como verdades únicas e absolutas.

Direita tenta explodir a democracia

Instituto Lula é atacado por bomba caseira

Um artefato explosivo foi lançado na sede do Instituto, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, na noite desta quinta-feira (30); não há feridos

31/07/2015                                                                                                          
Revista Forum
Foto: Ricardo Stuckert
Uma bomba de fabricação caseira foi lançada na sede do Instituto Lula, localizada no bairro do Ipiranga, em São Paulo, na noite desta quinta-feira (30). De acordo com a assessoria de imprensa do Instituto, o “ataque político” não deixou feridos.
Segundo testemunhas que estavam próximas ao local no momento da explosão, o artefato foi lançado de dentro de um carro em movimento. Em nota, o Instituto Lula informou que já comunicou o ocorrido às autoridades e que espera que os responsáveis sejam punidos.
Confira abaixo a nota oficial do instituto:
“Por volta das 22h desta quinta-feira (30), a sede do Instituto Lula, em São Paulo, foi alvo de um ataque político com artefato explosivo. O objeto foi arremessado contra o prédio do Instituto de dentro de um carro. Felizmente, não houve feridos.
O Instituto Lula já comunicou as polícias civil e militar, o secretário de Segurança Pública do Estado de S. Paulo e o ministro da Justiça, e espera que os responsáveis sejam identificados e punidos.”
Fonte: BRASIL DE FATO
______________________________________________
  

E não foi a primeira vez, apenas este ano, que instalações do PT, ou ligadas ao partido, foram atacadas com artefatos explosivos.

A velha mídia, na intenção de minimizar o atentado e de proteger seus aliados terroristas e anti-democráticos, valorizará o fato  de que tratou-se de uma simples bomba caseira, como se as bombas caseiras e artesanais não causassem mortes e graves prejuízos.

A título de exemplo, as bombas caseiras e artesanais do Hezbollah já destruíram um bom número de poderosíssimos tanques israelenses.

Atentados com explosivos e com motivação política, como mais este contra o Instituto Lula, são ações graves que atentam contra a liberdade democrática e devem ser investigados e punidos exemplarmente.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Lixo Zero

  

A companhia de limpeza urbana do Rio de Janeiro, COMLURB, está implantando um programa de lixo zero na cidade.

Quem jogar lixo na rua será multado, mesmo que seja um papel de bala ou uma ponta de cigarro.

Por ter jogado uma ponta de cigarro,recebi um auto de infração. 

Os garis do Rio de Janeiro tem a simpatia de toda a população, e , mesmo assim, tem jornalista que não gosta.

Disponibilizo, abaixo, a correspondência que enviei a COMLURB, pois entendo que em sua cidade, caro leitor, os problemas são similares.



Prezados Senhores,

Segunda-feira próxima passada, dia 27.07.2015, fui autuado corretamente por fiscal da COMLURB e um policial da Guarda Municipal por dispor  uma ponta de cigarro em logradouro público, mais precisamente na Av. Presidente Vargas próximo da Praça Onze, na região central da cidade do Rio de Janeiro.
Recebi um auto de infração protocolado com o número 6415465152085663914.

Entendo que o programa da COMLURB  que visa minimizar, ou mesmo acabar, com o lixo jogado por pessoas nos logradouros da cidade é uma iniciativa  excelente, tendo em vista os inúmeros problemas causados pelo lixo nas ruas da cidade, o que sempre provoca transtornos para as pessoas e até mesmo facilita o desenvolvimento de vetores que causam doenças.

Por ser um hábito cultural e histórico do carioca, eliminar a disposição do lixo nas ruas ( vem do tempo em que a aristocracia residia nas partes mais elevadas da cidade e jogava o lixo nas partes baixas onde residiam os escravos e restante da população ) é de suma importância, e , para o sucesso do Programa se faz necessário que a COMLURB faça um amplo programa de conscientização da população, quanto a questão do lixo , seus diversos tipos e suas formas adequadas de disposição.

A questão do lixo , hoje, é um problema mundial, fruto de uma economia que prioriza o descarte dos produtos, em detrimento de um maior tempo de vida útil , principalmente dos equipamentos eletrônicos.
Outras formas de lixo, também são frutos da chamada "praticidade" dos produtos de consumo imediato, fazendo com que tais produtos tenham um grande número e variedade de material de embalagem que são descartadas.
Tudo isso, e muito mais como veremos a seguir, contribui para que , até mesmo montanhas de lixo fossem apresentadas como atração turística, como a extinta Fresh Kills, nos EUA.

Assim sendo, a questão do lixo está diretamente ligada a questão ambiental e, deve ser avaliada, entendida e combatida de forma ampla  e abrangente.
Assim, temos o lixo doméstico,  industrial, hospitalar e o lixo urbano, fruto da movimentação de pessoas  e veículos automotores. 
O lixo, assim sendo, se apresenta em todos os estados, ou seja, sólido, líquido e gasoso e, ainda , na forma de vibrações sonoras, como o caso do ruído excessivo.

Toda poluição, seja ela decorrente do lixo sólido, do ar saturado com partículas  tóxicas e mesmo o barulho excessivo , são compreendidos como lixo, e como tal, devem ser combatidos em prol da qualidade de vida e da saúde do planeta.

A COMLURB, uma empresa que goza de boa reputação com o carioca ( talvez estando apenas atrás da Corporação dos Bombeiros ) deveria implementar seu Programa de Lixo Zero, de forma mais abrangente e eficaz, priorizando inicialmente suas atividades , fazendo com que tais atividades tenham um padrão de excelência no tocante ao meio ambiente e qualidade vida, buscando, até mesmo como exemplo, a certificação  de organismos internacionais na gestão ambiental através da norma ISO 14000.

O lixo coletado pela COMLURB, em sua totalidade, deveria ser disposto em local adequado, separado e reciclado, uma vez que  uma enorme gama de materiais podem ser reaproveitados , como vidro, metais ferrosos, não ferrosos, papel e papelão, plásticos e outros.
Separar todos os materiais e vender  como matéria prima para indústrias deve fazer parte do reaproveitamento do lixo.
A população do Rio de Janeiro não tem conhecimento de como a COMLURB trata a questão  do reaproveitamento do lixo.

Outro aspecto, de extrema importância no lixo coletado, diz respeito ao lixo orgânico, que como é do conhecimento de V.Sas. pode ser aproveitado  em unidades de biodigestores produzindo o biogás.
O biogás é um combustível de origem não fóssil , que no balanço de massa não é prejudicial ao aumento do aquecimento da temperatura na atmosfera da Terra.
Um gás que pode ser produzido do lixo e com aplicação em fogões domésticos, combustíveis de veículos automotores e como combustível para queima em indústrias.
Questiona-se, no meio técnico e científico, se as companhias de limpeza urbana espalhadas pelo país não poderiam produzir o biogás do lixo e fornecer o gás , através de gasodutos, como insumo  para as indústrias, minimizando o uso de combustíveis fósseis derivados do petróleo.

Outra forma de aplicação do biogás, poderia ser como combustível da própria frota de veículos  da COMLURB, por exemplo, uma vez que hoje a maioria dos veículos da empresa são movidos com combustíveis  derivados do petróleo, o que polui , ou melhor, contribui para sujar ainda mais o ar que respiramos.
Com se vê o Biogás tem várias aplicações, ecológicas, e não é priorizado pelas companhias de limpeza urbana, que detém grande quantidade matéria prima para produzi-lo
.
Outro aspecto da matéria orgânica do lixo, é a questão da produção de adubos, fertilizantes e corretivos para o solo.
Com o espetacular e exponencial  crescimento da agricultura orgânica no país, a demanda por adubos orgânicos  cresce  e a COMLURB poderia,  através do lixo coletado, produzir tais adubos, contribuindo para a agricultura orgânica fluminense, principalmente no arco verde que circunda a  região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, que tem na região serrana  grandes produtores de frutas , legumes, verduras e hortaliças de uma maneira geral.

Outro aspecto da poluição e sujeira da cidade diz respeito ao barulho excessivo, o que pode inclusive causar problemas de deficiência auditiva na população.
Neste caso específico é lamentável que a COMLURB seja alvo de frequentes reclamações por parte da população, já que seus equipamentos ( caminhões ) para coleta de lixo tem ruídos excessivos e ainda, a Cia , em alguns locais da cidade, faz a coleta do lixo em horário destinado ao silêncio , depois das 22 horas , violando, com isso, a legislação local.
Tal  problema poderia ser resolvido se a COMLURB adquirisse equipamentos mais modernos, silenciosos, ou até mesmo fizesse um tratamento acústico em seus equipamentos atuais, minimizando, com isso, o excessivo ruído causado pelos equipamentos.

Outro aspecto, é a movimentação dos garis, em coletas na noite avançada, que também geram barulho excessivo pela movimentação das caixas coletoras  e com a conversa entre  eles.
Esse último aspecto pode ser facilmente resolvido com treinamento dos garis, e , assim sendo, a COMLURB pode inserir em seu programa de treinamento e reciclagem  anual, que imagino que exista, esse item para minimizar o barulho nas coletas noturnas.

Outro ponto importante são as pequenas caixas, colocadas em postes pelas ruas cidade.
Essas caixas foram introduzidas nos logradouros  por ocasião da gestão do prefeito César Maia, que adquiriu esses equipamentos de Portugal, sem priorizar os hábitos de consumo do carioca.
As caixas tem uma boca de coleta que não permite que se  disponha um coco, hábito comum entre os cariocas ( principalmente na orla da cidade, o que não é pouco ), ou seja, comprar um coco, caminhar, beber a água e jogar fora o coco.
Com as caixas coletores, tipo contêiner, que  estão chegando  nas ruas, esse problema pode ser minimizado.

Recentemente o carioca foi informado pelos meios de comunicação de que a COMLURB estaria fazendo testes com os carrinhos que os garis usam nas ruas.
Tais testes seriam com carrinhos fabricados com plástico vegetal, que poderiam, no futuro próximo, substituir os carrinhos de plástico derivados de petróleo usados pela Cia.
Não se teve mais notícia sobre tais equipamentos e o resultado dos testes.

Como se vê, muito pode  e deve ser feito para que se alcance de fato, o tão desejado Programa  Lixo Zero, que faço questão de repetir, uma excelente inciativa da COMLURB.

No entanto, priorizar no programa  a aplicação de  multas para pessoas que joguem lixo nas ruas ( não que as multas não devessem existir, sim elas devem existir ) parece, para o cidadão carioca, que se está instalando mais uma indústria de multas , indústria essa em nome de um meio ambiente limpo em que a COMLURB deveria servir de exemplo.

Entendo que as questões aqui tratadas serão de utilidade para a Cia e estão longe de se esgotar o assunto sobre um meio ambiente limpo.
Caso queiram entrar em contato, disponibilizo meu e-mail:
ribaroli@zipmail.com.br

Outrossim, informo que irei disponibilizar essa correspondência para os milhares de leitores diários de meu blogue, O PAPIRO, que V.Sas podem acessar pelo seguinte endereço:
www. ribaroli.blogspot.com.br.
Assim o farei, pois entendo que os problemas  e práticas  bem sucedidas das Cias de Limpeza urbana, são similares em todas as cidades do país.

Sendo que se apresenta pelo momento e me colocando a disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais,
subscrevo-me,
cordialmente

Ricardo Barbosa de Oliveira

Aproveite  o tema e leia , abaixo, o excelente texto publicado em ENVOLVERDE:

Os muitos lixos na nossa vida     

Por Washington Novaes –

É muito bem-vinda a notícia (28/7) de que o Brasil acaba de adotar um projeto comum com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep, na sigla em inglês) e o Global Environment Facility (GEF) para pesquisar o ciclo do mercúrio e a capacitação do País em gerenciar os riscos desse tipo de substância metálica. Pode ser um passo muito importante para o controle/eliminação desse tipo de lixo tóxico no País – e talvez abra caminho para outros resíduos tóxicos.



Engenheiro ambiental mede a poluição em aterro sanitário municipal. Foto: Shutterstock
 Também pode facilitar a homologação, pelo País, da Convenção de Minamata, que o Brasil assinou (ela só foi homologada por 13 países dos 50 necessários para entrar em vigor). O tratado fixou normas para essa área e estabeleceu que até 2020 o mercúrio deve ser eliminado de pilhas, baterias, lâmpadas, cosméticos, pesticidas e outros materiais, tendo em vista os riscos que implica para a saúde humana (danos à tireoide e à função hepática, tremores, irritabilidade, perda de memória, problemas cardiovasculares e na visão). Os riscos podem estar no consumo de pescado, em amálgamas dentais, na exposição no trabalho, em muitas formas. Envenenamento agudo pode levar à morte em uma semana.

O Brasil, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química, é a sétima maior economia no setor químico. Mas tem dificuldade em implantar estratégias para controle e redução do mercúrio, por falta de dados. Também tem pouca experiência na coleta e no armazenamento separado de mercúrio e de seus resíduos, como o encontrado em lâmpadas (das quais o País consome 300 milhões por ano – só 16 milhões são recicladas e têm destinação correta). O custo do projeto agora acordado será de US$ 2,5 milhões.

O mercúrio é apenas um dos vários tóxicos perigosos. Ainda há pouco tempo divulgou-se que uma pesquisa da engenheira ambiental Bruna Fernanda Faria (Unicamp, julho) encontrou, num aterro sanitário para onde vai todo o lixo de Campinas (SP), alta concentração de metais pesados, inclusive em águas superficiais e subterrâneas – chumbo, cromo, níquel, zinco e cobre. Em dois outros aterros desativados há mais de 20 anos também se registrou a presença de metais tóxicos.

Em Paracatu (MG), relatório aponta (El País, 26/5) concentrações de arsênio até 200 vezes mais altas que as permitidas. O arsênio é liberado na atmosfera pela explosão de rochas para retirar ouro da maior mina a céu aberto no mundo (US$ 3,4 bilhões/ano), operada por uma empresa canadense (25% da produção nacional do minério). E contamina a água e o solo. Em um córrego foi encontrada concentração de arsênio 252 vezes mais alta que a admitida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

No final do ano passado, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou com entidades do setor de lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista um acordo setorial que estabeleceu a logística reversa desses produtos, prevista na lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010. Fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes desse tipo de produto que possa prejudicar o meio ambiente ou a saúde humana devem criar um sistema de recolhimento e destinação final, independentemente dos sistemas públicos de limpeza urbana. Ele garante o retorno dos resíduos à indústria, para reaproveitamento.

Outro tipo de resíduo muito problemático é o eletroeletrônico, que pode envenenar pessoas e gerar doenças crônicas. É bastante provável que, a partir do ano que vem, cresça bastante o volume de lixo eletrônico no Brasil, porque começa a ser desligado o sinal analógico para a televisão aberta. Os donos de casas podem implantar antenas adequadas para o novo sistema. Mas é provável que boa parte prefira comprar novos aparelhos e descartar os antigos.

Há países que resolvem por outros caminhos – muito contestados – os problemas nesta área. Os Estados Unidos, por exemplo, até recentemente exportavam 80% dos seus resíduos eletrônicos, principalmente para países mais pobres da África, onde eram parcialmente recolhidos pela população mais pobre e reaproveitados – uma prática chamada de “colonialismo da miséria”. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também exportou da Europa (O Estado de S. Paulo, 24/7) enormes quantidades.

No Brasil, é difícil de ser otimista nesta área, tendo em vista o desolador panorama mostrado há poucas semanas na área do lixo por este jornal, com base em números de 2014. Praticamente nada mudou, por exemplo, na questão dos lixões, para onde continuavam a ir 41,6% dos resíduos nacionais (eram 42,4% em 2013) – apesar dos muitos pronunciamentos do Ministério do Meio Ambiente. Ouvidos moucos, o Senado Federal aprovou no início de julho projeto que prorroga até 2018 o prazo para eliminação dos lixões, que uma lei de 2010 previa para 2014.

Agora, se a Câmara também aprovar, as capitais e municípios de regiões metropolitanas terão prazo até 31 de julho de 2018; municípios de fronteira e com mais de 100 mil pessoas terão um ano além desse limite; e os de 50 mil a 100 mil habitantes, até julho de 2020. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, até 2014 só 9% os eliminaram. Mais de metade das cidades consultadas nem sequer tinha planos para a eliminação.

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza e Resíduos Especiais (Abrelpe), serão necessários R$ 11,6 bilhões até 2031 só para implantar a infraestrutura indispensável para a destinação final adequada de resíduos; e R$ 15,59 bilhões anuais para controle de aterros, coleta seletiva, reciclagem e aproveitamento para biogás. A quem se espantar, a associação lembra que serão apenas R$ 6,50 por pessoa a cada mês para ter os recursos.

No mundo, dizem a ONU e o Banco Mundial, a geração de lixo urbano em três décadas cresceu três vezes mais que a população. Está em 1,4 bilhão de toneladas/ano e chegará, em dez anos, a 2,2 bilhões de toneladas/ano. Perto de 250 kg anuais por habitante. Não consola saber. (O Estado de S. Paulo/ #Envolverde)

* Washington Novaes é jornalista (wlrnovaes@uol.com.br)

Fonte: ENVOLVERDE

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Operação Condor Século XXI

Uma nova Operação Condor?




detetive
Por José Maria Rabelo

Está acontecendo, em absoluta sintonia, no Brasil, na Venezuela, na Argentina, no Equador, no Chile, na Nicarágua, que só não ver quem não quer. Onde existe um governo popular, movimentos conspiratórios deixam os subterrâneos para expor-se à luz do dia, com sua mensagem francamente golpista, como se atendesse a um comando único.

As classes dominantes que tradicionalmente mantiveram o poder na América Latina não admitem a ascensão de forças alternativas, como tem acontecido em várias partes do continente nos últimos anos. Os procedimentos são mais ou menos os mesmos, de Norte a Sul: agitações de rua e panelaços, tentativas de desestabilização, seja no Congresso seja nos tribunais; implacável campanha de desgaste promovida pelos meios de comunicação, com ampla repercussão nas cadeias internacionais.
Não pode ser apenas uma coincidência. Há uma evidente concertação, de Buenos Aires a Manágua, passando por Brasília, Santiago, Quito e Caracas e, em menor escala, La Paz, Lima e Montevidéu.
Como na Operação Condor, nas décadas de 70 e 80 do século passado, líderes dessa movimentação espúria se entendem, visitam-se, trocam mensagens solidárias, como ainda recentemente vimos nesse espetáculo bufo da ida de Aécio e outros parlamentares à Venezuela.
Apesar do fracasso, eles não desistem e já anunciam novas intervenções, mas não se lembram de que existe a poucos quilômetros dali uma sinistra masmorra, a base americana de Guantánamo, que atenta contra todos os Direitos Humanos.
A Operação Condor foi assim, só que à sombra das baionetas nas ditaduras que governavam nossos países. Seus agentes usavam as armas; agora seus sucessores contam com a cobertura da grande mídia e de suas respectivas bancadas no Congresso.
E dinheiro, muito dinheiro, que não se sabe de onde vem. Não se sabe?
Durante a Operação Condor não se sabia. Depois, com a queda dos regimes fascistas, a própria imprensa, parlamentares e historiadores norte-americanos comprovaram, com base em documentos oficiais, que o governo de Washington havia financiado fartamente a articulação golpista na América Latina.
O exemplo mais impressionante disso foi o Chile de Allende, quando o dinheiro sujo da CIA inundou o país para financiar a oposição.
Como é possível – podemos perguntar – que uma revista altamente deficitária como a Veja possa continuar circulando normalmente, com suas denúncias semanais contra o governo? E outras revistas e os famosos jornalões, todos eles abalados por grave crise financeira?
Que fontes misteriosas mantêm de pé algumas dessas arapucas à beira da falência? São questões intrigantes que pairam no ar e que instigam a curiosidade geral.
A História algumas vezes só se faz conhecida muito tempo depois de os fatos acontecerem. Basta esperar um pouco para que se conheça a trama secreta que une esses novos condores.
Se um observador saísse por aí e visitasse alguns países da América Latina iria admirar-se. Onde existe um governo popular a oposição se mobiliza em torno dos mesmos temas, na mesma estratégia de desestabilização e golpismo. Como na Operação Condor, eles se entendem como sócios da mesma empreitada.
José Maria Rabelo é Jornalista, ex-diretor do Jornal Binômio, tido como precursor da moderna imprensa alternativa do país
Fonte: O CAFEZINHO
_____________________________________________________
 
Os defensores dos golpes, os anti democráticos, dirão que tudo não passa de paranóia  e de teorias de conspiração do pessoal da esquerda.

Um bom indício de que tais teses sejam de fato verdadeiras, ainda mais se a turma da direita se apressar em questionar o conteúdo do texto acima.

Vamos aos fatos e as coincidências, que podem ou não ter significado. 

No entanto,  sabendo que se tratam de governos populares da América Latina, o significado é bem claro, ainda mais com semelhanças com eventos de um passado recente.

Começou com uma tentativa de golpe de estado na Venezuela Bolivariana, com amplo   apoio da mídia privada daquele país. Isso foi lá pelo final do ano de 2002 e início de 2003, perdurando até os dias atuais .
Nesse período, Hugo Chavez veio a falecer de forma repentina.

Continuou, não necessariamente na ordem apresentada, com a tentativa de golpe na Bolívia, que visava dividir o país. 
Tática pra lá de conhecida, as Coréias que o digam.

Seguiu com uma tentativa de assassinato  do presidente do Equador.

Passou pelos golpes parlamentares e jurídicos bem sucedidos  em Honduras e Paraguai, culminando com o afastamento dos presidentes Manuel Zelaya e Fernando Lugo, respectivamente.

Na Argentina, no ano passado uma crise foi forjada  e a presidenta acusada de assassinato.

No Brasil, o caro leitor acompanha as tentativas de golpe em curso que vem acontecendo.

Em todos os países citados acima, os governos são de origem popular, democrática e seguem  a linha revolucionária em curso na América Latina desde o final da década de 1990.

Não se tem notícia de tentativas de golpe de estado na Colômbia de Álvaro Uribe e de Santos.
O mesmo no Peru com o  antecessor de Olanta. 

Todos governos de direita e alinhados com os interesses dos EUA.

Adicione-se a tudo o que foi dito , a morte de  Nestor Kirchner, a morte de Hugo Chavez e os cânceres de Lula, Dilma, Lugo e Cristina.

Nos governos de direita da América Latina , nenhum governante sofreu com doenças graves ou morreu repentinamente.

O caro leitor pode até argumentar que tudo isso pode ser apenas uma coincidência, sem que haja um plano específico para derrubar os governos  democráticos e populares da América Latina

Se o caro leitor assim pensa coloque o sapatinho na janela e  aguarde a chegada do Papai Noel, enquanto o Condor continua a voar alto e perigosamente.

Esgoto Veja vaza em duas frentes

Lula processa a Veja. E a Dilma ?
Veja é “repugnante”, diz Lula 
  •  











Fonte: CONVERSA AFIADA
________________________________________________________

Da Suíça, Romário ironiza a Veja. 

'Acabei de descobrir que não sou dono dos R$ 7,5 milhões'



Reportagem da Revista Veja acusa senador de possuir contas não declaradas no exterior


O senador Romário (PSB-RJ) está aproveitando o recesso parlamentar em um passeio na Suíça. E foi de lá que ele, na manhã desta quarta-feira (29/7), fez menção - no seu humor peculiar - à reportagem da Revista Veja, publicada no último sábado (25), citando o nome do senador em supostos crimes de evasão de divisa e sonegação fiscal. "Galera, bom dia! Chateado! Acabei de descobrir aqui em Genebra, na Suíça, que não sou dono dos R$ 7,5 milhões", postou Romário em seu perfil no Facebook.

Fonte: JORNAL DO BRASIL
______________________________________________________________
 
Como de costume, Veja Esgoto mira em Lula e publica mais uma de suas reporcagens fantasiosas e repletas de mentiras.

Lula, com razão, resolveu processar a revista ( revista ????).

Romário, como sabe o caro leitor, irá presidir a CPI do Futebol e, consequentemente, colocará em cena as armações que orbitam e envolvem o futebol brasileiro.

Assim sendo, irá contrariar muitos interesses, inclusive os interesses da velha mídia que não deseja mudanças no futebol.

Como resultado, a estratégia surrada  da velha mídia é a mesma, ou seja, atacar Romário, claro, com mentiras.

Nada de novo nas armações de Veja.

Por aqui , o refrigerante sabor abacaxi da marca Convenção tem sido uma opção para aqueles que gostam de refrigerantes.