segunda-feira, 22 de junho de 2015

Nevasca no Rio de Janeiro

O poder discricionário da imprensa

Por Luciano Martins Costa em 22/06/2015 
Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 22/6/2015
O noticiário do fim de semana oferece aos estudiosos da mídia informativa um campo fértil para entender alguns dos dilemas da comunicação no nosso tempo. Para toda informação selecionada pelo sistema da imprensa hegemônica há uma contrainformação ou uma variedade de alternativas que podem oferecer interpretações diversas ou opostas ao que propõe a mídia tradicional. Então, por que predomina no imaginário da maioria a versão específica da imprensa?
Por exemplo, no caso da desastrada viagem de políticos brasileiros da oposição à Venezuela, a versão dos jornais, segundo a qual eles tiveram sua movimentação tolhida no caminho entre o aeroporto de Caracas e os endereços que pretendiam visitar, é colocada em dúvida por outras fontes, que dão conta de um trivial engarrafamento de tráfego. A insistência dos parlamentares em dizer que foram abandonados pelo embaixador brasileiro esbarra no esclarecimento de que o Itamaraty nunca lhes havia oferecido essa assistência.
Outro tema, o da possível rejeição de contas do governo federal por parte do Tribunal de Contas da União, se esvazia com a nota técnica pela qual o ex-secretário do Tesouro Arno Augustin se responsabiliza por operações tidas como irregulares, tira a presidente Dilma Rousseff da mira e a exime de ter que responder por manobras que melhoraram o resultado do balanço orçamentário de 2014.
Por outro lado, as acusações que levaram à prisão de executivos de duas das maiores empreiteiras do país, inclusive os presidentes das empresas, são colocadas em dúvida por esclarecimentos publicados pelo grupo Odebrecht em anúncio pago publicado nos jornais de segunda-feira (22/6).
Em cada um desses temas, que compõem a agenda proposta pela mídia tradicional e multiplicada no universo hipermediado das interações digitais, o único fator que consolida uma versão e marginaliza as demais é a escolha do editor. Por consequência, aquilo que o público em geral considera como verdade é apenas uma das possibilidades de cada evento noticiado, definida pelo viés da imprensa.
Ou alguém tem dúvida de que, se o empresário Marcelo Odebrecht estivesse sendo investigado por obras no metrô de São Paulo, ele estaria respondendo a um eventual processo em liberdade?
E mais: que esse assunto estaria enterrado, assim como outros casos de corrupção, como o escândalo da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo, que foi esquecido pela mídia?

Condenações a priori

As discussões sobre a condução de processos que ganham holofotes na imprensa são inconclusivas, não apenas porque o jornalismo declaratório reflete o interesse da mídia tradicional, mas também porque altera o poder discricionário dos investigadores e da Justiça.
Essa relação convergente entre o desejo do investigador e do julgador – de ver confirmadas suas suposições – e a oferta, pela mídia, de um aval para essas versões, cria uma lente que pode distorcer os fatos. Por isso, é interessante observar como a nota publicada pela Odebrecht (ver aqui), que ocupa meia página de jornal, insere uma quantidade considerável de dúvidas nas acusações que ocupam muitas páginas dos mesmos diários. No entanto, o que predomina no imaginário do público, com toda certeza, é a convicção de que a empresa não apenas está envolvida no esquema da Petrobras, como era o eixo principal do suposto cartel.
A imagem de um empresário poderoso algemado mexe com as emoções, e a imprensa sabe manipular esse “espírito da Bastilha”. Alguns teóricos da comunicação observam que a mídia tradicional ganha uma espécie de sobrevida justamente quando exerce o papel de ancorar alguns aspectos das múltiplas informações que formam o ambiente hipermediado. Essa é uma função diversa daquela tradicional, de mediar os fatos tidos como relevantes.
O jornal Valor Econômico contribui para o entendimento de como se dá essa ancoragem, na reportagem principal do caderno especial de fim de semana, sobre como o foco se transforma em artigo de luxo no ambiente saturado de informação.
Ao selecionar os elementos que serão inseridos na agenda pública, e definir a versão predominante dos fatos, a imprensa está exercendo um poder discricionário – de prender o foco do público em um aspecto específico de acontecimentos complexos.
A imagem dos empresários algemados significa uma condenação a priori. Nesse contexto, a liberdade de imprensa, exercida com um viés específico, se reverte em cerceamento de outras liberdades, como o direito de alguém demonstrar que está sendo injustamente acusado de um crime.
Ao contrário do que costumam dizer os representantes da mídia tradicional, o exercício discricionário desse poder atenta contra o direito à informação.

Fonte: OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
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huffaker





MPF vai aos EUA procurar ajuda para destruir a Odebrecht


A Odebrecht tinha contratos no Iraque e na Líbia. Com a destruição desses países pelos EUA, a Halliburton, empresa norte-americana envolvida em todas as tramas sinistras de guerra dos últimos anos, assumiu os contratos de reconstrução nessas regiões. Sem licitação!
E agora, com setores golpistas do Ministério Público e do Judiciário indo para cima da Odebrecht, a Halliburton, já presente no Brasil, poderá herdar também os contratos em nosso país.
Que lindo será! Trocar a Odebrecht, a construtora nacional mais envolvida com nossa indústria de defesa, incluindo o projeto do submarino nuclear, pela Halliburton, a empresa de Dick Cheney, ligada à família Bush, representante de tudo que há de mais vil, sangrento e corrupto no império americano!
A Halliburton ganhou, sem licitação!, quase todos os contratos de reconstrução dos países destruídos pelo Pentágono. E ao mesmo tempo foi a empresa que pagou as campanhas de Bush!
Que modelo de ética e lisura eleitoral!
Enquanto isso, os procuradores querem destruir a Odebrecht porque ela pediu ajuda a Lula para expandir as exportações brasileiras – sem guerra nenhuma – junto ao continente africano!
Sem esconder sua intenção golpista e antinacional, o Ministério Público já avisou que irá aos EUA para pedir às autoridades americanas ajuda para destruir a Odebrecht. Já fizeram isso antes com a Petrobrás.
É como os EUA irem à Rússia para pedirem ajuda para destruir a Nasa!
Leia matéria abaixo, publicada há pouco no Estadão. Ao fim do post, a resposta dura da Odebrecht aos desmandos de Sergio Moro.
Repare na bajulação que o repórter faz aos EUA: “A força-tarefa do Ministério Público Federal terá das autoridades dos Estados Unidos – onde está a mais estruturada e eficiente rede de combate à corrupção do mundo – auxílio para tentar desmontar a complexa engrenagem que seria usada pela Construtora Norberto Odebrecht (…)”.
Que balela!
Os EUA é o país mais corrupto do mundo, em especial no que concerne a sua política externa. A guerra no Iraque, que matou mais de 1 milhão de pessoas, é a prova viva disso!
Qual o critério para se avaliar a corrupção de um país? Se usarmos o conceito de vidas humanas disperdiçadas, guerras ilegais, espionagem em massa, os EUA não ficariam em primeiro lugar?
Por acaso do Ministério Público americano investigou e puniu a corrupção por trás do lobby que levou à guerra no Iraque?
Onde estão as armas de destruição em massa?
O MPF não sabe que os EUA espionaram a Petrobrás e Dilma Rousseff? Não sabe que fizeram guerras para entregar contratos de construção civil às suas empreiteiras, deslocando as nossas?
Como assim o MPF vai aos EUA pedir ajuda para destruir a maior companhia brasileira de construção civil, engenharia e tecnologia?
Não sabe que empreiteiras americanas tentaram de tudo contra a Odebrecht, porque a companhia está construindo o aeroporto de Miami?
A Odebrecht venceu, na corte suprema dos EUA, um longo processo movido por empreiteiras americanas, por causa de Miami, mas não contava que seus piores adversários viriam de golpistas incrustrados em seu próprio país.
A República da Lava Jato enlouqueceu. Só que, desta vez, exageraram. Diferente de Hamlet, sua loucura perdeu o método.
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No Estadão.
REDAÇÃO
22 Junho 2015 | 05:00
MPF acionou autoridades norte-americanas para rastrear Bernardo Freiburghaus, que tem cidadania suíça e voltou para seu País, após seu nome surgir no escândalo da Petrobrás como pagador de propina da empreiteira fora do Brasil
Por Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, Jamil Chade, de Genebra, Julia Affonso e Fausto Macedo
A força-tarefa do Ministério Público Federal terá das autoridades dos Estados Unidos – onde está a mais estruturada e eficiente rede de combate à corrupção do mundo – auxílio para tentar desmontar a complexa engrenagem que seria usada pela Construtora Norberto Odebrecht para pagamentos de propinas via empresas offshores em nome de terceiros e contas secretas no exterior.
A empreiteira é um dos alvos da 14ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Erga Omnes, que levou para a cadeia na sexta-feira seu presidente, Marcelo Bahia Odebrecht, e outros 11 executivos do grupo e da construtora Andrade Gutierrez – incluindo também o presidente, Otávio Marques Azevedo.
Órgãos de investigação dos Estados Unidos atuarão, a pedido dos nove procuradores da República da Lava Jato, na triagem dos depósitos de propina feitos em contas que eram do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa.
Primeiro delator da Lava Jato, Costa devolveu US$ 23 milhões apreendidos na Suíça e que são uma das provas materiais que o MPF acreditar ter do envolvimento da Odebrecht com o esquema de corrupção na estatal.
Acusado de ser o operador de propinas da Construtora Norberto Odebrecht, o doleiro Bernardo Schiller Freiburghaus – que está na Lista Vermelha de procuradores da Interpol – é figura central nessas investigações da Lava Jato no exterior em parceria com os Estados Unidos.
(…)
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O texto da Odebrecht publicado hoje nos jornais:
A Organização Odebrecht, em respeito a seus Clientes, Sócios, Investidores, Instituições Financeiras, Fornecedores, Usuários de seus Serviços, Amigos e Integrantes, expressa sua indignação com as ordens de prisão de cinco de seus executivos e de busca e apreensão em algumas de nossas empresas como resultado da 14a fase da Operação Lava Jato, ocorrida nesta última sexta-feira (19/06).
A decisão que decretou as prisões de nossos executivos e deferiu as buscas e apreensões, evidencia que passado mais de um ano do início da Lava Jato, a Polícia Federal não apresentou, como alegado na decisão judicial, qualquer fato novo que justificasse as medidas de força cumpridas, totalmente desnecessárias e, por isso mesmo, ilegais.
Na realidade os únicos elementos novos apresentados agora representam manifesto equívoco de interpretação de fato:
– O “depósito” supostamente feito pela Odebrecht na conta da empresa Canyon View Assets S/A, apontado como um dos principais fundamentos para a decretação das prisões, e amplamente difundido pela imprensa nos últimos dias como prova irrefutável de corrupção, não é um depósito. Trata-se de um investimento realizado por um dos réus da Lava Jato em títulos privados (bonds) emitidos por uma empresa da Organização Odebrecht e livremente negociados no mercado internacional, obrigatoriamente por meio de instituições financeiras e sem qualquer controle ou envolvimento da Odebrecht.
– Quanto ao e-mail de 21/03/2011, trocado entre nossos executivos, também amplamente divulgado pela mídia como prova de ilicitude, esclarecemos:
* a sequência de mensagens que antecede o referido e-mail, constante do Relatório Policial, mas omitida na decisão proferida, deixa claro que se tratam de discussões técnicas entre os executivos para a preparação de proposta visando a contratação de operação de sondas, entre partes privadas, sem qualquer ilegalidade. O uso isolado de apenas uma das mensagens trocadas retirou do seu real contexto a comunicação ocorrida.
* o termo “sobre-preço” utilizado no e-mail nada tem a ver com superfaturamento, cobrança excessiva, ou qualquer irregularidade. Representa, apenas, a remuneração contratual que a Odebrecht Óleo e Gás, como operadora de sondas, propôs à Sete Brasil, e que compreende o reembolso do custo de operação e manutenção (cost) das sondas, acrescido de uma remuneração fixa sobre o referido custo. Ou seja, representa a tradução do termo usual de mercado “cost plus fee”.
– Quanto à suposta vinculação da Odebrecht com empresas do Sr. João Antônio Bernardi Filho e com a Sra. Christina Maria da Silva Jorge, esclarecemos que o Sr. Bernardi deixou de integrar qualquer empresa da Organização Odebrecht há mais de uma década, e que a Sra. Christina nunca foi nossa integrante. A Odebrecht não possui, nem nunca possuiu, qualquer relação com as empresas das referidas pessoas.
A sustentação de prisão para evitar a reiteração criminosa, por não terem as autoridades competentes proibido a Construtora Norberto Odebrecht de contratar com a Administração Pública, principalmente no que concerne o último pacote de concessões que no momento é apenas um conjunto anunciado de intenções, é uma afronta aos princípios mais básicos do Estado de Direito. Tanto assim que a Controladoria Geral de União, a Advocacia Geral da União e o Ministro da Justiça afirmaram publicamente que as empresas somente podem sofrer restrições para contratar com a Administração Pública após julgadas e condenadas com observância do devido processo legal.
Outra afronta ao Estado de Direito é a presunção do conhecimento de fatos supostamente ilegais pela alta administração das companhias como medida suficiente para justificar o encarceramento de pessoas.
Ainda, a afirmação da decisão judicial de que as empresas da Organização Odebrecht nada fizeram para apurar em seu âmbito interno as supostas irregularidades não corresponde à realidade. Todas as nossas empresas possuem e praticam um Código de Conduta e um Sistema de Conformidade (compliance), efetivos e amplamente divulgados, em total alinhamento à legislação anticorrupção brasileira e internacional. Exemplo desta prática é a publicação de Fato Relevante pela Braskem na data de 02/04/2015.
Quanto aos pagamentos supostamente realizados pela Constructora Internacional del Sur, a Odebrecht reitera que nenhuma de suas empresas possui, nem nunca possuiu, qualquer vínculo nem efetuou qualquer pagamento à referida empresa.
A Odebrecht nega ter participado de qualquer cartel. Não há cartel num processo de contratação inteiramente controlado pelo contratante, como ocorre com a Petrobras, onde a mesma sempre definiu seus próprios orçamentos e critérios de avaliação técnico-financeiro e de performance.
Além disso, a Organização Odebrecht nunca colocou qualquer tipo de obstáculo às investigações. Ao contrário, seus executivos sempre se colocaram à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. De fato, quatro dos cinco executivos presos já compareceram à sede da Polícia Federal em Brasília e prestaram depoimentos nos inquéritos da Lava Jato que tramitam perante o STJ e o STF. No âmbito da Justiça Federal do Paraná, forneceram todos os documentos solicitados e ofereceram-se formalmente para prestar depoimentos– depoimentos estes para os quais nunca foram convocados, e que teriam certamente esclarecido todos os pontos.
Ainda que profundamente perplexos e indignados pelo ocorrido, não nos deixaremos abater. Nosso modelo de gestão, baseado nos princípios de delegação e descentralização, assegura que nossas 15 áreas de negócio e mais de 100 empresas, lideradas de forma plena e independente por nossos executivos e por suas equipes, prossigam normalmente com o cumprimento de nossas obrigações, como sempre o fizemos, de forma reconhecida ao longo dos mais de 70 anos de nossa história, dos quais metade dela com presença no exterior.
Este é o nosso compromisso com os Clientes, Sócios, Investidores, Instituições Financeiras, Fornecedores, Usuários de nossos Serviços e Comunidades nos 21 países onde atuamos. Estamos convictos de que nossos mais de 160 mil integrantes manter-se-ão ainda mais unidos pela prática de nossa cultura empresarial e pelos laços de confiança que nos unem, reservando o orgulho de pertencer à Organização Odebrecht.
Finalmente, neste momento, expressamos a nossa solidariedade irrestrita e apoio às famílias dos executivos que injustamente tiveram cerceado seu direito constitucional de liberdade. Seguiremos juntos na defesa de nossos integrantes, e para tal continuaremos ainda mais à disposição das autoridades colaborando para que todas estas questões sejam rapidamente esclarecidas, convictos que a verdade virá à tona e que a justiça prevalecerá, pois acreditamos que os fatos ocorridos decorrem de equívocos de informação e interpretação.
Fonte: O CAFEZINHO
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Tem dias que o clima aqui da cidade é uma maluquice.

Uma parte da cidade amanhece com chuva forte.

Outra parte com o tempo nublado.

Uma outra com sol e céu limpo.

Outra mais com ventania.

Mais uma com clima seco e muito frio.

Outra com um calorão.

E uma última com temporal  com ocorrência de transtornos, como dizem os meteorologistas de TV.

E eis que surge a velha mídia e afirma que o dia na cidade está chuvoso.

Pois bem, foi mais  ou menos isso que o texto acima do OI descreve.

A velha mídia escolhe  um recorte da realidade e afirma que aquele recorte é a realidade total, isso quando não inventa uma realidade, algo, como: hoje neva no Rio de janeiro.

As escolhas da velha mídia para apresentar os fatos levam em conta seus interesses políticos, econômicos e doutrinários.

A realidade , em si, é um detalhe parreirístico, o que importa é a realidade criada e apresentada.

Interessante  é que os feiticeiros também acreditam que podem criar  e modificar a realidade.

Essa velha mídia é um vuelco atrás do outro.

Maduro não é Dunga e Vuelco não é nome de jogador de futebol da Venezuela

O Engarrafamento Bolivariano
Marcelo Zero, via e-mail
22/06/2015
caracas mico
Aos que tentavam politizar todas as manifestações culturais, o grande crítico Sérgio Augusto costumava perguntar se o violão do Baden Powell era de direita ou de esquerda.

Há, de fato, coisas que não podem ser politizadas. Como o etéreo violão do Baden Powell, ou como as leis de ferro da física.

Um bom exemplo dessas últimas é a lei da impenetrabilidade da matéria, formulada, entre outros, por Newton, a qual afirma que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.

É a lei que explica os engarrafamentos de trânsito. Com pouca pista (espaço) e muitos veículos (corpos) o trânsito invariavelmente engarrafa. Principalmente quando há acidentes.

Foi o que aconteceu manhã da última quinta-feira, em Caracas. Conforme todos os jornais venezuelanos, inclusive os da oposição,que funcionam livremente, uma carreta carregada de farinha tombou na já normalmente complicada autopista que liga Caracas ao seu aeroporto, provocando um enorme engarrafamento de trânsito.
Isso é um fato. Não é de esquerda e nem de direita. Simplesmente é.
Também é fato que, numa democracia, todos têm direito à manifestação. Pode parecer estranho para alguns, mas a Constituição da Venezuela, aprovada em referendo por mais de 70% da população, assegura, até mesmo aos chavistas, o direito à opinião e à manifestação.

Direitos são direitos. Não são de esquerda nem de direita. E democracia é democracia para todos. Não é prerrogativa exclusiva da direita.
Da mesma forma, é um dado da realidade que todos, de direita ou de esquerda, podem cometer equívocos. Esse parece ter sido o caso da flamante comissão senatorial que foi a Caracas na última semana.

Para ficar no terreno reconfortante dos eufemismos, era uma comissão que tinha pouco de elevada diplomacia parlamentar e demasiado de comezinha política eleitoral. Aparentemente, foi lá exportar o embate político interno do Brasil a um país já dilacerado por disputa intestina. Não foi lá para dialogar com as forças políticas responsáveis, apaziguar ânimos, propugnar pela solução à questão dos presos e, sobretudo, evitar mais violência e mortes, como faz a Reunião de Chanceleres da Unasul, da qual participa o Brasil. Conscientemente ou não, foi jogar mais lenha na descontrolada fogueira venezuelana. Tudo o que a Venezuela não precisava e não precisa.
Países que passam por crise grave e que estão à beira de uma guerra civil aberta precisam de bombeiros, não de incendiários, sejam de direita ou de esquerda. Isso também é fato.
Mas tem gente confundindo fato com ficção e Isaac Newton com Hugo Chávez.

É claro que se deve lamentar o constrangimento passado pela comissão de senadores brasileiros na Venezuela. Afinal, era formalmente uma comissão oficial do Senado, embora fosse, na realidade, uma comissão da oposição brasileira que foi lá se encontrar exclusivamente com as lideranças mais radicalizadas da oposição da Venezuela, as quais assumidamente querem derrubar o governo eleito de Maduro a qualquer custo, inclusive mediante o recurso à violência. É o beco sem saída do La Salida, proposto abertamente por Leopoldo López. Após o seu anúncio, oito chavistas foram assassinados na Venezuela. Outro fato.
Porém, lamentar o ocorrido, e pedir as explicações de praxe, não pode se confundir com uma concordância com a tese delirante de que o episódio foi ocasionado por um grande complô armado pelo governo da Venezuela, em conluio com o governo brasileiro e o Itamaraty.
Ora, o governo brasileiro, mesmo sabedor do caráter, assim digamos, pouco equilibrado da comissão deu todo o apoio à empreitada senatorial. O ministro Jacques Wagner providenciou o confortável jatinho e negociou exitosamente, com seu homólogo, o sobrevoo e o pouso da aeronave recheada de excelências. Fatos confirmados pela própria comitiva.

O embaixador brasileiro em Caracas cumpriu rigorosamente o protocolo previsto em tais ocasiões. Alugou as vans para a comitiva, providenciou a devida escolta policial e recebeu os senadores no aeroporto. Não acompanhou a comitiva porque não lhe cabia. Ademais, seria insensato fazer parte de uma comitiva em que estavam presentes representantes da oposição mais radical da Venezuela. O embaixador representa o Estado brasileiro e, como tal, tem de manter equidistância das forças em conflito. Não cabe ao embaixador do Brasil se meter nos assuntos internos da Venezuela.
Esse é um princípio básico da diplomacia que não é nem de direita, nem de esquerda.

Também não cabia ao embaixador do Brasil revogar as leis da física e remover magicamente o engarrafamento bolivariano. Ou mandar prender os poucos manifestantes chavistas que foram ao aeroporto protestar contra o assassino de uma professora grávida, que morreu nas democráticas guarimbas organizadas por ordem de Leopoldo López, as quais já mataram 43 venezuelanos, na maioria chavistas ou gente sem filiação política. Entre os mortos, há, inclusive, sete policiais venezuelanos, três deles executados com tiros na cabeça. Fatos macabros.
Morte é morte. Não é de esquerda e nem de direita.
Quanto ao governo Maduro, cabe perguntar o que ele ganharia com isso. Com efeito, a comissão, caso tivesse tido êxito, teria caído no merecido olvido reservado aos equívocos políticos. Adquiriu toda essa notoriedade graças ao seu providencial fracasso.

Outras autoridades internacionais, como Felipe González, já tinham visitado López, condenado pela justiça por incitação à violência, sem nenhum problema.

Se Maduro tivesse querido demonstrar força ante a comissão senatorial, teria facilmente convocado 400 mil chavistas ao aeroporto, não 40. Também não parece factível que Maduro tenha ordenado paralisar o trânsito de Caracas para irritar Aécio e companhia. Essa hipótese simplesmente carece de bom senso e transborda megalomania e paranoia.

E o bom senso não é de esquerda nem de direita. Não é de bom senso politizá-lo.

Agora, os senadores, irritados com o engarrafamento e magoados com a manifestação, que abalou egos mas não a segurança, querem tirar a Venezuela do Mercosul, sob a alegação que houve ruptura da ordem democrática, conforme prevê o Protocolo de Ushuaia. Também insistem em acusar o governo brasileiro e o Itamaraty pelo fracasso anunciado da intrépida comissão. Querem até levar o caso à OEA.

O engarrafamento bolivariano e a gigantesca manifestação chavista seriam, aparentemente, as provas definitivas dessa ruptura e do complô comunista binacional.

O senso do ridículo não é apanágio da esquerda ou da direita. Ou não deveria ser.

Fonte: MARIA FRÔ

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Os documentos da violência golpista na Venezuela

Em posts anteriores, havia prometido publicar aqui o documento (ainda inédito nas redes sociais) do Ministério Público da Venezuela, que traz uma farta documentação sobre as chamadas “guarimbas”, as violências golpistas da oposição venezuelana do início de 2014.
Promessa cumprida, como todas – modéstia à parte – do Cafezinho. Aqui a gente trabalha com documentos, fotos, vídeos, gravações, evidências concretas, e não fofoca, delação premiada, disse-me-disse, como faz a grande mídia.
Essas violências foram convocadas e estimuladas por Leopoldo Lopez, Antonio Ledezma e Maria Corina Machado, os amiguinhos de Aécio Neves e da mídia brasileira.
No Brasil, a morte de um repórter, por acidente, levou a mídia a pedir, furiosamente, a prisão de um monte de garotos.
Na Venezuela, a morte de 43 pessoas não deveria fazer a mídia pedir também a prisão dos responsáveis políticos diretos pelas violências, visto que Leopoldo Lopes defendia abertamente a tática de manifestações violentas para derrubar o governo Maduro?
Não, a mídia brasileira trata Lopez como “preso político” e chancela a visita de um bando de senadores patetas a esse tipo de bandido, o pior tipo de bandido numa democracia, aquele que não aceita a voz das urnas e quer usurpar o poder através da violência.
Nota do PAPIRO: 
Os documentos citados na postagem podem ser lidos em www.ocafezinho.com.br
Fonte: O CAFEZINHO
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Venezuela: Aécio Neves e os sem 

noção e sem limite

Em nenhum momento de sua vida Aécio Neves fez algo pelos direitos 

humanos ou pela liberdade de expressão.

Eric Nepomuceno
Geraldo Magela /Agência Senado
Teria sido apenas um gesto um tanto bizarro, um tanto patético, um desses vexaminosos momentos em que um garoto mimado reúne um grupo de ressentidos para demonstrar sua contrariedade. Para isso, contou com meia dúzia de desconhecidos em busca de protagonismo, figurantes opacos reforçando o destempero de um político que deveria respeitar um pouco mais a própria trajetória.

À frente de tudo, ele, esplendoroso garotão provinciano que insiste em querer virar um jogo jogado.

Poderia ter sido, sim, um gesto um tanto bizarro, um tanto patético. Mas que também poderia ter sido encarado, pela Venezuela, como uma intromissão inadmissível, colocando em risco algo muito mais sério que as figuras que participaram da pantomina.

Feitas as contas, o resultado final é inócuo. Mas ainda ocupa amplo espaço nos grandes meios de comunicação, que uma vez mais irão prestar sua robusta contribuição para que o ambiente político brasileiro permaneça nessa tensão estéril.

Sem medo algum do ridículo, Aécio Cunha, que usa o nome político de Aécio Neves, agora quer simplesmente que se debata, no Senado brasileiro, a expulsão da Venezuela do Mercosul. Já o presidente da Comissão de Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira – o iracundo que deveria respeitar um pouco mais a própria história – culpa, claro, Dilma Rousseff por alguma coisa que ele mesmo não consegue demonstrar. E, claro, exige (é curioso como a direita não propõe, defende, reivindica ou pede: a direita exige) a expulsão sumária da Venezuela do bloco regional.

Outra figura bizarra, José Agripino Maia (este sim, faz jus ao próprio passado de parlamentar da ARENA, e se mantém, rigoroso e impassível, na defesa de suas convicções desavergonhadas) quer convocar o embaixador brasileiro na Venezuela. Para quê? Ora, para manter acesa a fogueira da sua inutilidade. Na falta de propostas viáveis de alternativa, nada melhor, para esse velhote birrento, que espicaçar o governo.

Quando embarcaram num avião da Força Aérea Brasileira – portanto, do Estado brasileiro – numa missão autonomeada (afinal, para isso o destemperado Aloysio Nunes Ferreira preside a Comissão de Relações Exteriores do Senado), os viajantes tinham um só objetivo evidente: ganhar espaço nos meios de comunicação e continuar seus desvairados ataques contra Dilma e seu governo.

Dizer que estavam realmente comprometidos com a defesa dos direitos humanos dos políticos presos na Venezuela seria uma ofensa e um escárnio, não fosse ridículo. Em nenhum momento de sua vida de coloridas frivolidades Aécio Neves dedicou três gotas de suor a essa questão. Mencionar a liberdade de imprensa deveria enrubescer suas faces rechonchudas, diante do que ele fez durante seus oito anos de governador de Minas Gerais.

Em resumo: tudo não passaria de uma desastrada bizarrice, mas há dois pontos a serem levados em conta. O primeiro: o apoio incompreensível dos grandes meios de comunicação, que não apenas abriram espaço nobre para essa bobagem, sem dedicar um ínfimo parágrafo a uma análise responsável sobre a aventura, como continuam insuflando a história. E segundo: o momento extremamente delicado vivido pelo Congresso brasileiro, cujas duas casas – a Câmara de Deputados e o próprio Senado – são presididas por dois elementos de qualificação mais do que discutível. O país tem, hoje, um dos Congressos mais conservadores e lamentáveis, em termos do nível de seus integrantes das últimas décadas. E se o impoluto Renan Calheiros aceita levar essa patuscada adiante?

Será que ninguém vê até que ponto vai a falta de noção do playboy provinciano, sua falta de limites? Até quando o presidente do maior partido de oposição continuará se portando como se estivesse numa de suas alegres e saltitantes tardes de sábado, cercado por um punhado de cafajestes, num bistrô de Ipanema?

Será que nenhum dos sem-noção desse turismo ridículo percebe que essa farsa pode trazer consequências para o já tão enredado cenário político interno que vivemos, e ao mesmo tempo respingar nas relações com um país cujo peso na balança comercial brasileira – para não mencionar o difícil equilibro geopolítico regional – é importante?

Há uma evidente cumplicidade irresponsável de quem abre espaço e leva a sério tudo isso, querendo criar espaço para um debate ao redor dessa bizarrice oportunista, cuja base tem a consistência de um pudim de caramelo. Será que não surge uma única e solitária voz para desnudar essa brincadeira irresponsável?

Lástima que Nicolás Maduro careça de sentido de humor. Tivesse permitido a essa caravana Brancaleone chegar até o centro de Caracas para um almocinho frugal, e a manobra patética teria sido esvaziada. Pena que até o governo venezuelano tenha levado essa esparrela a sério.

Ao exigir respeito de quem não merece respeito algum, acabou facilitando a manobra de desinformação, contribuindo para que a maioria dos brasileiros, cuja noção do cenário da América Latina é muito parecida à sinceridade dos integrantes da caravana do ridículo, continue sem saber o que realmente está acontecendo na Venezuela.

Fonte: CARTA MAIOR
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E a patetada dos senadores brasileiros na Venezuela continua repercutindo, seja pelo ato patético, seja pelo apoio que a velha mídia tem dado aos intrépidos senadores.

No sábado passado, em um programa sobre arte na rádio CBN, a rádio que troca notícia, o artista entrevistado aproveitou um momento da entrevista que se referia a Venezuela para dizer que ninguém em sã consciência pode defender o regime Bolivariano, classificado pelo artista de anti-democrático. 

E não ficou por aí.

No domingo, durante a transmissão do jogo de futebol entre as seleções do Brasil e da Venezuela, o narrador e o comentarista da rádio Tupi misturaram Dunga com Maduro ao afirmarem que na Venezuela existe censura e o regime não é democrático.

Censura em um país em que a imprensa tem liberdade até para xingar a mãe de Hugo Chaves ?

Anti democrático em um país com eleições livres e plebiscitos em meio de mandato para avaliar a permanência dos presidentes ?

Não satisfeitos, narrador  e comentarista , ambos remanescentes ideológicos da ditadura militar brasileira , saíram em defesa da missão patética dos senadores brasileiros.

O vuelco da gandola que originou o engarrafamento em que ficou retida a missão patética, afetou ainda mais os neurônios de nossa velha e decadente imprensa e, o jogo ficou ainda mais patético quando a alegre e cômica imprensa esportiva resolveu dar seus pitacos sobre questões políticas que desconhece.

Essa mesma imprensa esportiva, aliada de um modelo de futebol brasileiro ultrapassado  , dentro e fora de campo,  que se vê desconfortável em meio a regimes livres e democráticos.

De fato, Isaac Newton não e´Hugo Chávez , Maduro não é Dunga, e a  seleção de futebol da Venezuela é apenas um time de futebol, não muito distante tecnicamente do time brasileiro.


sábado, 20 de junho de 2015

Globo. Insuportável e pé frio

A torcida não perdoa 
"Cornetadas" em Galvão Bueno foram os destaques da semana 
Fonte: R7
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Neto critica postura de repórter da Globo no Mundial Sub-20: 
“Tem gente no lugar errado”



O comentarista Neto, da TV Bandeirantes, criou um desconforto com um profissional da TV Globo durante a transmissão da final do Mundial Sub-20, em que a seleção brasileira foi derrotada na Nova Zelândia por 2 a 1 pela Sérvia, na madrugada deste sábado (20), horário de Brasília. Ele criticou o repórter Léo Bianchi, que entrevistava o meia Andreas Pereira após o jogo.



Léo Bianchi foi enviado da Globo na Nova Zelàndia para cobrir o Mundial Sub-20 – Foto: Reprodução/TV Globo
“Tem uns caras que não deveriam estar ali. Tem muita gente no lugar errado, tá de brincadeira!”, disparou o ex-jogador, que estava ao vivo ao lado do narrador Ulisses Costa e não gostou da postura de Bianchi parabenizar o jovem jogador do Manchester United (ING), apesar do vice-campeonato. Apesar de não citar nomes, a “alfinetada” era evidente para o jornalista da emissora global, o único que conversava com Pereira.
Nas redes sociais, a “cutucada” de Neto logo virou assunto predominante. “Por qual motivo o Neto criticando o Léo, que que é isso?”, perguntou um internauta no Twitter. Já outro escreveu que o comentarista “é o primeiro a estar no lugar errado”. Houve também quem defendesse o ex-meia do Corinthians. Um usuário disse que Léo Bianchi foi “ridículo. Que m… de entrevista”, enquanto outra mensagem dizia que “o jogador acaba de perder o título e vem perguntar de expectativa para o profissional?”
Fonte: IG 
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  O campeonato mundial de futebol sub-20 foi praticamente esquecido pela velha mídia , com exceção da TV Brasil e da Band, que transmitiram todos os jogos da seleção brasileira, sendo que a TV Brasil  ainda transmitiu outros jogos sem necessariamente a presença do time do Brasil.
A TV Globo estava, e ainda está, focada na Copa América e, praticamente ignorou  o mundial de futebol sub -20.
Não sei os motivos que levaram o 'craque Neto' a criticar o repórter da TV Globo , porém, a TV Globo resolveu transmitir o jogo final do mundial, em que o Brasil perdeu para a Sérvia com um gol no último minuto do segundo tempo da prorrogação.
Assim sendo, na madrugada deste sábado, TV Brasil, Band e TV Globo transmitiam o jogo final do mundial e, de certa forma, a Globo estava no lugar errado.
E mais, como de costume, a emissora tem se revelado um tremendo pé frio.
A babação de ovo de Globo com Neymar  é de causar náuseas.
Ainda nesses dias, acontece o mundial de futebol feminino, no Canadá. Mais uma vez TV Brasil e Band transmitem o torneio, que encerrou a fase de grupos com a seleção brasileira em primeiro lugar no seu grupo, com três vitórias e sem sofrer nenhum gol.  Ainda teve a jogadora Marta alcançando a marca de 15 gols marcados em mundiais, superando o recorde de outra jogadora. Uma marca significativa  que foi ignorada pela maioria  da velha mídia, principalmente Globo.
O time das meninas está longe de ser o favorito nesse mundial, mas já deixou sua marca.
Caso  a seleção consiga chegar a final do torneio, o que considero muito difícil, é provável que a TV Globo também queira transmitir o jogo decisivo , com seu  grande elenco de narradores, comentaristas e repórteres  despejando para os telespectadores um festival de bobagens, besteiras, idiotices, babaquices, chiliques  e pouca, pouquíssima , informação relevante. 
Eita turminha pé frio e baixo astral.
Cabe ainda recordar, já que recordar é viver, que nas Olimpíadas de 2012, em Londres,  a TV Globo ficou de fora das transmissões dos jogos, já que a TV Record obteve a exclusividade em sinal aberto.  Como é do conhecimento do caro leitor, a seleção de futebol do Brasil chegou a final do torneio, para tentar ganhar a tão desejada medalha de ouro no futebol em Olimpíadas, algo que o Brasil  ainda não conseguiu. A final foi contra seleção mexicana e o Brasil perdeu o jogo, ficando com a medalha de prata, o segundo lugar.
Na velha  mídia brasileira a confusão envolvendo a final do futebol nos jogos de Londres  ficou por conta da TV Globo e de Galvão Bueno, que se achou no direito de transmitir o jogo final em uma emissora de TV fechada , ligada ao grupo Globo. A obsessão de Galvão, foi motivada por vaidade, apenas vaidade, já que desejava colocar em seu currículo de narrador a narração de uma conquista do futebol brasileiro em jogos olímpicos. Não conseguiu, porém, como é prática na TV Globo, mais uma vez a emissora quer se fazer presente somente nos momentos mais decisivos, ignorando uma cobertura e um jornalismo voltado para o esporte.
Na Copa América está insuportável aguentar Galvão e sua turma, que inclui  Ronaldo Fenômeno como comentarista. Patética equipe.
 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Violência bíblica

Túmulo de Chico Xavier, em Uberaba, é danificado

Filho de médium fala em vandalismo

Jornal do Brasil


O vidro blindado que protege o túmulo de Chico Xavier no cemitério São João Batista, em Uberaba, foi encontrado na quinta-feira (18) trincado e com marcas de pancadas. O filho adotivo do médium, Eurípedes Higino, acredita que as marcas foram provocadas por ato de vandalismo, possivelmente motivado por intolerância religiosa.

De acordo com Eurípedes, a placa de identificação de um túmulo vizinho estava jogada próximo à sepultura do pai.


Médium do Lar de Frei Luiz é encontrado morto e amordaçado

Jornal do Brasil

O medium Gilberto Arruda, de 73 anos, responsável pelo Centro Espírita Frei Luiz, no bairro da Boiuna, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, foi encontrado morto nesta sexta-feira (19/6). Segundo membros da casa, o corpo de Gilberto estava em uma cama localizada em uma das salas de tratamento, com sinais de espancamento e amordaçado.
Gilberto era um dos mais respeitados médiuns da tradicional casa espírita, responsável por cirurgias espirituais de pacientes em estado grave. Agentes do 18º BPM (Jacarepaguá) chegaram ao local por volta das 9h.
Gilberto Arruda foi encontrado mortoGilberto Arruda foi encontrado morto
Cardeal critica agressão a menina adepta do candomblé por intolerância religiosa

O presidente do Centro, Wilson Vasconcellos, divulgou nota lamentando o assassinato de Gilberto Arruda:

"Médium desde os seis anos de idade no Lar de Frei Luiz, dedicou-se durante toda sua vida aos necessitados e sofredores com sua mediunidade de cura. É com saudade na alma que nos despedimos de Gilberto. Sabemos que nesses tempos modernos tudo pode ser imaginado e especulado, sem qualquer elemento concreto. Os fatos sobre a desencarnação do médium Gilberto estão sendo apurados pelas autoridades competentes, e somente após a conclusão das investigações, poderemos saber de fato o que ocorreu".

A morte de Gilberto acontece no mesmo dia em que a Arquidiocese do Rio recebeu mais cedo a menina de 11 anos que foi atingida no último domingo (14) por uma pedrada na cabeça, por intolerância religiosa. Ela foi recepcionada por Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, e chegou a acompanhada da avó Kátia Marinho e do babalaô Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa.

Na manhã desta quinta (18), o templo Casa do Mago, no Humaitá, Zona Sul da cidade, foi depredado pelo mesmo motivo: um crime por intolerância religiosa. O responsável pela casa espírita, Ubirajara Pinheiro, contou para a polícia que três homens com bíblias nas mãos foram os autores do crime. Eles teriam tentado destruir uma estrela, a imagem de Nossa Senhora da Aparecida e budas. As imagens das câmeras de segurança da casa não conseguiram captar os atos.

"Tenho certeza que eram evangélicos, volta e meia eles estão aqui. Esses ataques religiosos já aconteceram outras vezes. Às segundas-feiras oferecemos consultas gratuitas e estas pessoas ficam lá fora tentando converter quem está na fila esperando para ser atendido", contou o
Ubirajara.

Fonte: JORNAL DO BRASIL
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E a guerra continua com os mesmos alvos.

As vítimas são espíritas ou religiões afrodescendentes e os agressores são evangélicos.