terça-feira, 9 de junho de 2015

O Ovo, o Cachorrinho e o Ursinho


publicado em 07 de junho de 2015 às 14:04

E quem na Globo compra do J. Hawilla ?

zé, o Hawilla vende mas ninguém compra ! Quá, quá, quá !
Se o amigo navegante tocasse a campainha da CBF e dissesse assim:

- Sr Ricardo Teixeira, quero comprar a transmissão televisiva da seleção brasileira, dos amistosos da seleção e do Brasileirinho.
(“Transmissão televisiva” é expressão da Sra Loretta Lynch, ministra da Justiça dos EUA, ao descrever o núcleo central da roubalheira na FIFA.)

Ele responderia:

- Ah, mas eu não vendo !

- Ué, o senhor não manda na CBF ?

- Mando, mas quem vende é o J Hawilla.

Aí, o amigo navegante procurava o J. Hawilla, com uma recomendação do Ronaldo Fenômeno, e diria:

- Sr J Hawilla , o senhor me vende ?

- Não posso. Vou vender a transmissão televisiva à Globo.

- Mas, ser J. Hawilla, eu ofereço o dobro do que a Globo oferecer.

- Mas, comigo a Globo leva com a oferta menor.

- Por que, Sr J. Hawilla?

- Por que eu, o Teixeira e o Marin(ho) adoramos a voz do Galvão.

- Mas, Sr J Hawilla, na Globo, dentro das Organizações, quem oferece o menor preço e mesmo assim compra ?

- Não vem ao caso, responde o Sr J. Hawilla.

Em tempo: essa é uma narrativa de ficção para despertar nos atletas do Bom Senso F. C. um mínimo de indignação com a CBF e a Globo.

Que ficam com o dinheiro que deveria ir para os atletas.

Sim, porque se depender da PF do zé, a Globo será sempre a detentora das transmissões televisivas, com exclusividade.

Porque o zé prefere entrar nas profundezas do Hades a tocar a campainha dos filhos do Roberto Marinho e perguntar:
- Quem aí compra do Sr J. Hawilla as transmissões televisivas pelo preço mais baixo ?

Em tempo2: a PF do Zé corre o risco de acreditar que o Ricardo Teixeira e o Marin(ho) não vendem e ninguém na Globo compra.


Paulo Henrique Amorim
Fonte: CONVERSA AFIADA
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A sociedade entre Globo e Hawilla, o bandidão do futebol


Em reportagens sobre corrupção, a maior dificuldade é produzir um conteúdo simples e didático. Por isso a mídia valoriza tanto os infográficos, que permitem ao leitor entender visualmente os esquemas denunciados.
A mídia usa o arsenal semiótico apenas quando lhe interessa. Quando os escândalos atingem o seu próprio campo político, como é o caso dos esquemas bilionários de sonegação (Swissleaks, Zelotes, sonegação da Globo), e agora esse da Fifa, aí não fazem nenhum infográfico.
Dão a notícia, porque não podem fingir que nada aconteceu, mas sem repercussão. Dão a notícia e abafam em seguida.
Chegará o tempo, e não vai demorar, em que a blogosfera também terá a sua central de produção de infográficos.
No post anterior sobre o assunto, intitulado “Bomba! As ligações entre a Globo e a máfia da Fifa“, eu apresentei uma série de documentos.
Mas talvez tenha faltado um pouco de didatismo.
Antes de continuar, recapitulemos resumidamente o escândalo. A corrupção na Fifa se dá, basicamente, através de propinas nos negócios de venda dos direitos de transmissão dos jogos. Ou seja, uma emissora de TV, como a Globo, paga propina a uma empresa conveniada à Fifa, e ganha o direito de transmitir a Copa do Mundo. Essa empresa distribuía o dinheiro para executivos da Fifa e demais agentes ligados ao negócio.
O brasileiro J. Hawilla foi preso pelo FBI nessas investigações, e confessou seus crimes. Reproduzo abaixo, trecho de matéria publicada na Folha há algumas semanas.
FABIANO MAISONNAVE, DE SÃO PAULO
04/06/2015 02h00
Um dos principais pivôs da investigação sobre a Fifa, o empresário paulista José Hawilla colabora com o FBI (polícia federal norte-americana) desde o final de 2013.
A partir daí, ele passou a usar grampo em conversas com outros envolvidos em esquemas de pagamento de propina e lavagem de dinheiro ligados a contratos de futebol, incluindo o então presidente da CBF, José Maria Marin, que está preso na Suíça há uma semana.
A Folha apurou que abordagem do FBI ocorreu logo após o próprio Hawilla, 71, ter sido gravado por outro envolvido. Em dezembro, ao final de cerca de um ano de colaboração, ele formalizou um acordo com Justiça pelo qual se declara réu confesso e se compromete a pagar US$ 151 milhões (cerca de R$ 473 milhões), dos quais o empresário já depositou US$ 25 milhões (R$ 78 milhões).
Hawilla é fundador e dono da Traffic, a maior empresa de marketing esportivo da América Latina. Seus negócios incluem também a TV TEM, afiliada da Rede Globo que transmite para 318 municípios do interior paulista.
O problema da cobertura da nossa mídia é que ela tem omitido o principal: a corrupção se dava na intermediação da venda dos direitos de transmissão dos jogos. As emissoras que compravam esses direitos, portanto, são os corruptores.
Vários grupos de mídia já foram indiciados. No site Carta Maior, o colunista Antonio Lassance explicou: “O TyC Sports, canal de televisão argentino especializado em esportes, principalmente futebol, teve seu diretor executivo, Alejandro Burzaco, indiciado pela Justiça dos Estados Unidos, assim como Hugo Jinkis, presidente do grupo também argentino Full Play, que além de ser uma empresa que vende direitos de transmissão de eventos é uma empresa de mídia esportiva.”
Lassance também publicou um gráfico, que eu aditivei com logos de empresas indiciadas (Traffic) e suspeitas (Globo), para facilitar a compreensão do leitor.
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O leitor brasileiro já entendeu o básico, conforme noticiado pela grande mídia: J.Hawilla é réu confesso. Foi preso pelo FBI e se tornou “delator” do esquema.
Como todo delator, Hawilla não é de todo confiável. Ele deve saber, por exemplo, que não pode delatar os verdadeiros chefões.
Não confio em delatores. Prefiro confiar em provas.
A mídia tem mencionado Hawilla como dono de afiliadas da Globo em São Paulo. A linguagem engana. Não é apenas isso. Hawilla é sócio dos Marinho em diversas empresas de TV.
Vamos às imagens, para o internauta ver com seus próprios olhos.
No contrato da TV Aliança Paulista, os nomes de Marinho e Hawilla estão juntos, via Lunar e Traffic. Observe abaixo:
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A Lunar Investimentos e Participações pertence à família Hawilla, como se vê nesse trecho do contrato social da empresa:
ScreenHunter_5880 Jun. 09 11.47As relações não páram aí. É muita treta ligando os Hawilla e os Marinho!

Não quero me estender muito para não cansar ou confundir os leitores. Só vou adiantar um outro assunto importante, que investigaremos mais tarde.

Conforme consta no contrato social da Traffic, um dos bancos que mais emprestou dinheiro à Traffic foi o ABC Brasil. São empréstimos volumosos: R$ 15 milhões aqui, R$ 8 milhões ali, R$ 5 milhões acolá. Agora adivinha quem é sócio desse banco, segundo informa o próprio site da instituição?

O Banco ABC Brasil iniciou suas atividades em 1989, através de uma joint-venture do Arab Banking Corporation e do Grupo Roberto Marinho, da qual originou o Banco ABC Roma S.A., atuando em crédito corporativo e tesouraria. (…)

Em 1997, o Arab Banking Corporation adquiriu a participação acionária do Grupo Roberto Marinho, tornando-se o acionista controlador, e os executivos adquiriram participação minoritária, alinhando os interesses dos mesmos com os do controlador. Nesse mesmo ano, o nome do banco mudou para Banco ABC Brasil S.A., denominação mantida até o momento.

Acho importante ressaltar que estou fazendo essa série de reportagens juntamente com amigos internautas, o que aliás é a praxe do blog. Os leitores estão sempre enviando sugestões de pauta ou mesmo me ajudando nas investigações.
Voltaremos ao assunto mais tarde. Quem quiser mandar email com algum tipo de colaboração, envie para migueldorosario@gmail.com.
PS: Sintomático que, nas duas últimas semanas, em que o escândalo da Fifa tomou conta das mídias do mundo inteiro, a Veja tenha dado as seguintes capas:
 
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Fonte: O CAFEZINHO
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E a Globo continua mentindo, quando afirma que não tem nenhum tipo de ligação com os esquemas de corrupção envolvendo o futebol.

Será ?

Quem acredita em Globo ganha um ovo e um poodle.

De acordo com o infográfico do texto acima, o organizador e a empresa de marqueting esportivo estão envolvidas em esquemas de corrupção.

Seria a Globo, a única limpinha nessa história ?


Quem acha que Globo está isenta de falcatruas, ganha dois ovos e um casal de gatinhos.


Faltam as provas contra a Globo, dirão alguns desesperados.


Provas ?


Recentemente no julgamento do mensalão, que globo cobriu alucinadamente com uma infinidade de infográficos, uma ministra do STF afirmou que não necessita de provas para julgar e condenar, se for o caso.


Com o Domínio do Fato, que ao que parece Globo domina totalmente o jogo da bola , os colunistas do jornal O Globo deitaram falação por meses para justificar a culpa de alguns envolvidos no mensalão, mesmo sem provas e mesmo sem inclinações de culpa tão objetivas como no caso do futebol da globo.


Além do Domínio do Fato, teoria amplamente debatida para condenar sem provas, surge agora a Teoria da Inclinação de Culpa, que escancara as ligações de Globo com os demais membros da quadrilha.


Em um meio onde todos foram flagrados em crimes, por conta dos contratos e acertos firmados entre as partes, Globo surge como a única que fez tudo certinho, bonitinho, dentro da lei dos paraísos fiscais, provavelmente.


Estamos todos ansiosos para ver nos telejornais o nascimento de mais um ursinho Panda.

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segunda-feira, 8 de junho de 2015

A cenoura comeu o coelho

Racismo e estímulo ao ódio na Band

Por Altamiro Borges

Nos últimos dias, a Rede Bandeirantes sofreu duas merecidas punições da Justiça. A Band Bahia foi condenada a pagar R$ 60 mil por violação aos direitos humanos durante a transmissão do programa “Brasil Urgente”. Em reportagem exibida em 2012, a “repórter” Mirella Cunha humilhou o jovem Paulo Sérgio Souza, preso sob a acusação de estupro. Também no final de maio, o Ministério Público Federal determinou que a emissora exiba um vídeo sobre a diversidade religiosa. A decisão foi uma resposta às bravatas asquerosas de José Luiz Datena, que em 2010 afirmou que os ateus são criminosos. Embora leves, as duas punições ajudam a civilizar um pouco a programação da televisão brasileira, hoje palco das piores baixarias.
No caso de Mirella Cunha, a Band foi condenada pelo juiz Rodrigo Brito Pereira, da 11ª Vara Federal de Salvador, que considerou que “o direito de informação não é absoluto, vedando-se a divulgação de notícias falaciosas, que exponham indevidamente a intimidade ou acarretem danos à honra e à imagem dos indivíduos”. O juiz também criticou a postura racista e elitista da jornalista. “A ‘entrevista’ desbordou de ser um noticioso acerca de um possível estupro para um quadro trágico em que a ignorância do acusado passou a ser o principal alvo da repórter. Ao deixar de obter as notícias para ser a notícia a repórter Mirella Cunha em muito superou qualquer limite à ética e ao bom senso na atividade jornalística, essencial no Estado de Direito”.
Já no caso do reincidente José Luiz Datena, que constrói a sua fama e fortuna explorando preconceitos e difundido o ódio, o Ministério Público Federal decidiu que a emissora deverá exibir vídeos em defesa da liberdade religiosa nos intervalos do “Brasil Urgente”. Serão 72 exibições até novembro. “O Estado brasileiro é laico justamente para garantir que todos possam escolher entre ter ou não ter uma religião”, afirma o vídeo produzido pelo MPF. A campanha é uma resposta às agressões do apresentador, que atacou os ateus ao noticiar o assassinato de uma criança. “Ateu eu não quero assistindo o meu programa. O ateu não tem limites e por isso que faz esse tipo de crime... É por isso que o mundo está essa porcaria. Guerra, peste, fome e tudo mais. São os caras do mal. O sujeito que não respeita os limites de Deus, é porque não respeita limite nenhum”, esbravejou o sensacionalista irresponsável.
Diante desta barbaridade, que incita o ódio na sociedade, o Ministério Público Federal considerou que a Band desrespeitou a Constituição, que fixa o caráter laico do Estado brasileiro. O órgão também lembrou que a emissora privada explora uma concessão pública, sendo obrigada por lei a veicular conteúdo educativo e informativo que garanta o respeito aos valores éticos e à diversidade. As duas decisões recentes servem de estímulo a outras ações da sociedade civil organizada na Justiça contra as baixarias na tevê brasileira, hoje uma chocadeira de ovos da serpente fascista no país.

Fonte: Blog do Miro
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Jovens escracham Globo em Minas Gerais

O Brasil é engraçado.
Meia dúzia de jovens marchando contra Dilma mereceram a cobertura de todos os jornalões, todas as tvs, como se estivéssemos diante da Coluna Prestes, ou da Grande Marcha, que levou os maoístas ao poder.
Aí quando um punhado de jovens fazem um protesto contra a Globo, durante homenagem prestada à emissora por deputados tucanos na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, e mídia tradicional esconde a notícia desesperadamente.
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Jovens escracham Rede Globo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Ação aconteceu nesta segunda (8), enquanto deputados homenageavam a emissora em reunião especial.
9 de junho de 2015 12h25
Por Geanini Hackbardt
Da Página do MST

Nesta segunda-feira (8), durante homenagem aos 50 anos da Rede Globo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, jovens ligados a movimentos sociais realizaram um ato de denúncia à emissora.
Enquanto deputados discursavam, foram jogados papéis higiênicos em todo o plenário, remetendo à célebre frase: “Rede Esgoto de Televisão”.
Os movimentos denunciaram a relação da emissora com a ditadura e levantaram críticas sobre o monopólio das comunicações, proibido por lei no Brasil. Além disso, lembraram dos recentes casos de corrupção envolvendo a família Marinho, dona da rede.
Há dois anos, a Rede Globo foi multada em mais de R$ 600 milhões por sonegar impostos na compra dos direitos de TV das Copas de 2002 e 2006.
A RBS, filiada da emissora, é acusada na Operação Zelotes, que investiga um esquema de corrupção em que se desviaram mais de R$ 19 bilhões dos cofres públicos, três vezes maior do que o descoberto na Operação Lava Jato.

“Esgoto” no plenário

Durante o ato, os jovens abriram cartazes e estenderam uma faixa com os dizeres: “a verdade é dura, a rede globo apoiou a ditadura e ainda apóia”.
Foram jogados papéis higiênicos no plenário e um cheiro desagradável se espalhou, associando ao esgoto de desinformação que a programação da emissora dispara diariamente.
O requerimento que solicitou a cerimônia à casa foi feito pelos Deputados Dalmo Ribeiro (PSDB), Gil Pereira (PP) e João Vítor Xavier (PSDB).
Para os movimentos sociais não há motivos para homenagear a comunicação da TV Globo. Ao contrário, o papel do legislativo é propor leis como a regulação dos meios de comunicação, para uma mídia tenha papel educativo e de valorização da cultura.
O protesto foi organizado pela juventude do MST, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Levante Popular da Juventude, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e pela articulação mineira de Movimentos Sociais Quem Luta Educa.
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Fonte: O CAFEZINHO
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O que tem em comum as declarações do bravateiro Datena e o escracho contra a Rede Globo ?
Tudo.
Tudo a ver.

Datena, o bravateiro das tardes, afirmou que os ateus não tem limites e , devido a isso ,  cometem os mais bárbaros crimes.
A propaganda de séculos , que Datena reforça, induz os incautos a pensar que os ateus, por não acreditarem em Deus, não tem limites, pois por não terem a vigilância do Altíssimo, tudo é válido e possível.
Daí a perseguição aos comunistas como pessoas que seriam capazes de até mesmo comer criancinhas, em atos de canibalismo.
Isso é a propaganda, com conotações claras de cunhos religioso e político.

Já a realidade é bem diferente.

As maiores atrocidades e barbaridades cometidas ao longo da história humana, tem origem em conflitos religiosos, onde os ateus não tem nada a ver.
O que dizer das Cruzadas, para não ir muito longe ?
E atualmente, o 11 de setembro também teve conotações religiosas, assim como o genocídio dos muçulmanos na Bósnia, na década de 1990.
O Boko Haran , na Nigéria, combate por motivações religiosas, assim como o Estado Islâmico.
E ainda, sem esgotar o assunto, aqui no Brasil as perseguições diárias de correntes dos Evangélicos contra as religiões de matriz africana.

Os ateus, não são o problema, nunca foram e , no estágio do mundo atual podem até  ser a solução, já que as grandes religiões, que se propõem a libertar as pessoas, são, de fato, em suas expressões contemporâneas,  prisões da inteligência e da evolução humana.

Quanto ao outro tema, o escracho contra a Rede Globo, já vem se tornando uma prática com cada dia mais adeptos, o que é algo bastante saudável e inspirador.

Durante alguns anos, principalmente os últimos próximos, pessoas e mais pessoas protestam em praças e avenidas contra o monopólio dos meios de comunicação, sendo que as empresas Globo tem sido o alvo  mais frequente dos manifestantes, já que motivos não faltam para tais protestos.
No entanto, nada disso é notícia na velha mídia que quando aborda o assunto das comunicações e da mídia, dispara, sempre, contra um pequeno grupos de sites, portais e blogues da internete, acusando-os de sujos e outras coisas mais.

Mais uma vez, assim como com os ateus, a cenoura comeu o coelho.

E aí, um pequeno grupo de pessoas, mais precisamente seis revolucionários, resolvem pagar um micaço de marchar até Brasília  para pedir o impeachment da presidenta Dilma e,  mesmo com esse ato insignificante e irrelevante recebem todo  o apoio da velha mídia, no tocante a cobertura.

Se tudo isso não bastasse para constatar a inversão total da realidade que a velha mídia exercita diariamente, um beócio que escreve na  revista Veja declara que o país não precisa de escolas, mas sim de presídios.

Talvez para prender as cenouras assassinas.

sábado, 6 de junho de 2015

Fogão Terrorista

Mais um boimate da Veja: “atentado” contra Lava Jato era problema no fogão

6 de junho de 2015 | 11:08 Autor: Miguel do Rosário
VejaBoimate
Da série: boimates da Veja.

Boimate“, para quem não sabe, foi reportagem em que a Veja levava a sério uma pegadinha de revista britânica que falava da descoberta, por cientistas alemães, de um híbrido genético entre o boi e o tomate (sic).
É incrível o descompromisso absoluto da Veja (e de boa parte da imprensa brasileira) com os fatos…
Polícia Federal: Veja tomou problema no fogão por atentado à sede da Lava Jato
Postado em 6 de junho de 2015 às 10:55 am
Da Polícia Federal (Via DCM):
Curitiba/PR – Em referência à matéria “Suspeita de atentado” da Revista Veja, a Polícia Federal esclarece:
Não houve qualquer tentativa de atentado contra o prédio da Superintendência Regional no Paraná;
Ao contrário do que foi publicado, verificou-se que um fogão apresentava vazamento em apenas uma das bocas. Esse aparelho encontra-se localizado na copa do térreo do edifício, justamente no lado oposto ao que funciona os trabalhos da Operação Lava Jato e ao gabinete do Superintendente Regional;
A PF não instaurou sindicância ou qualquer outro procedimento investigativo, tendo em vista tratar-se de ato isolado que não teria condições de provocar qualquer dano;
A Polícia Federal lamenta não ter sido procurada pela Revista Veja para esclarecer o fato.

Fonte: TIJOLAÇO
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A credibilidade dos veículos da velha mídia despenca.

Curta PAPIRO - 06.06.2015

  
   Curtas 



1 - Alerta de Tsunami

Corrupção no futebol deixa bastidores de emissoras em estado de alerta 


Cúpula da CBF sem o nome de José Maria Marin da sede da entidade
Cúpula da CBF sem o nome de José Maria Marin da sede da entidade
"O perigo mora ao lado" - é isso o que mais se percebe também nos interiores das emissoras brasileiras em relação a tudo que anda acontecendo no futebol, entenda-se Fifa e CBF.
Tem gente bem preocupada com o que vai sobrar de tudo isso.

Fonte: BOL
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2-  Barbosa não viu

Após 11 anos, mensalão mineiro começa a tramitar na Justiça
Processo apura desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro durante a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo
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Fonte: JORNAL DO BRASIL,
Charge: TIJOLAÇO
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3 - Malafaia e Feliciano Serão as Principais Atrações

19ª Parada Gay de São Paulo acontece no próximo domingo; confira a programação


Na imagem, multidão se diverte durante a Parada Gay de São Paulo de 2014, que pediu a criminalização da homofobia no Brasil
Na imagem, multidão se diverte durante a Parada Gay de São Paulo de 2014, que pediu a criminalização da homofobia no Brasil
Fonte: BOL
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4 - Vamos Conversar ?

Aécio Neves vai abandonar o prisioneiro Marin?

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Fonte: VIOMUNDO
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5 - Trabalhador Com Vida de Gado

Friboi, a campeã nacional em acidentes

Dados do Ministério da Previdência mostram que a JBS, dona da marca Friboi, é a campeã em acidentes de trabalho em frigoríficos no Brasil.

Fonte: CARTA MAIOR
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6 - Blatter e Walcke e o Chute no Traseiro
Reprodução/Instagram

  • ReproduçãoÁlbum reúne um time de gatas que só postam fotos quentes
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  • Montagem BOLLontra invade barco, abocanha peixe recém-pescado e foge
  • Thiago Duran/AgNewsDe microvestido, Geisy comemora 25 anos em festa sertaneja
  • Montagem BOLJennifer Pamplona é amparada em enterro do namorado

  • sexta-feira, 5 de junho de 2015

    A Glogo é o escândalo

    Por que a Globo não cobre os escândalos do futebol, segundo Ricardo Teixeira. Por Kiko Nogueira


    Postado em 05 jun 2015
    Eles
    Eles
    Depois que o Jornal Nacional dedicou 14 minutos ao escândalo da Fifa no dia em que ele estourou, a cobertura do caso na Globo foi mirrando.
    A renúncia de Blatter foi praticamente ignorada, embora houvesse uma chamada dos apresentadores para “as novidades da investigação”. Não havia novidade alguma, a não ser o fato de que Blatter admitia não ter apoio para continuar.
    O modo como a emissora fala da roubalheira no futebol evidencia sua saia justa diante da situação de cumplicidade. Isso vem de longa data, evidentemente. E quem foi mais explícito sobre essa relação delicada foi o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira.
    Em 2011, a revista Piauí publicou uma longa e reveladora matéria com Teixeira. Ele e a repórter Daniela Pinheiro se encontraram em Zurique dez vezes. O entrevistado fala muito e de quase tudo, mas o assunto principal é sua relação íntima com a TV Globo (em contraposição a seu ódio mortal do valente jornalista inglês Andrew Jennings, autor das reportagens mais devastadoras sobre a corrupção no esporte).
    “Só jornalista fala mal de mim”, diz. Não os da Globo. Se orgulha por que sua parceira não repercute as denúncias de irregularidades. “Só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional”, afirma.
    Um empresário lhe confidencia que tinha receio de ser entrevistado sobre pacotes de viagem para a Copa de 2014 e lhe indagarem sobre “preços estratosféricos”. Ele já combinara tudo. “Não vai ter isso, não: está tudo sob controle”, declara o cartola.
    A blindagem de RT contribuiu para a prosperidade de ambos. Daniela faz referência a um Globo Repórter sobre a CPI da Nike em que se deixava claro que o estilo de vida do empresário era incompatível com sua suposta renda. Ele dá o troco alterando o horário de uma partida entre Brasil e Argentina. Segundo Teixeira, aquela foi a última ocasião em que saiu uma matéria negativa sobre a CBF.
    “Quanto mais tomo pau da Record, fico com mais crédito na Globo”, afirma. “Em 2014 posso fazer a maldade que for. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada”.
    Depois de um longo e tenebroso inverno, com a pressão do FBI no cangote, a Polícia Federal resolveu indiciar Ricardo Teixeira por quatro crimes: lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica e falsificação de documento público. A Justiça americana apura contratos possivelmente fraudulentos entre ele e o secretário geral Jérome Valcke.
    Fica a dúvida sobre se a lei do silêncio da Máfia vai sobreviver a esse novo capítulo.

    Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
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    Fifaleiros em desespero

    É hora do ministro @ricardoberzoini iniciar o processo de    cassação legal das emissoras de TV e rádio de J. Háwilla.

    Sururu na área do XV: Hawilla gravava conversas desde 2013. Para não esquecer: Dilma se recusava a receber Teixeiras & assemelhados...

    Fonte: CARTA MAIOR 

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    Fenômeno pula do barco e afoga Del Nero

    E o J. Hawilla, Fenômeno? Também é para afogar?


    O Fenômeno, como se sabe, está na marca do penalty.

    E como aqueles bichinhos dos navios que começam a afundar, ele é o primeiro a saltar.

    No Globo:

    Ronaldo Fenômeno defende renúncia de presidente da CBF

    Ex-jogador diz que Marco Polo Del Nero não tem dado um grande exemplo e que “adoraria” que ele saísse

    SÃO PAULO – O ex-jogador Ronaldo afirmou, nesta quarta-feira, que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, deveria seguir o exemplo do presidente da Fifa, Joseph Blatter, e renunciar ao cargo.

    - Eu tenho certeza que (a investigação da Justiça americana) vai chegar em algum momento na cúpula da CBF, mas eu não posso afirmar, não tenho nenhum conhecimento (do andamento das investigações), mas eu adoraria que ele (Del Nero) renunciasse também, porque ele não tem dado um grande exemplo. É muito evidente a relação que ele tem com o antigo presidente (José Maria Marin, preso). Portanto, seria um bom momento para ele renunciar. Mas é bom aguardar todas as investigações para não fazermos pré-julgamentos – afirmou Ronaldo.


    Fonte: CONVERSA AFIADA
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    Juca Kfouri: negócios da TV no futebol podem ser piores que os de empreiteiras
    4 de junho de 2015 | 11:00 Autor: Fernando Brito
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    Juca Kfouri, que se restabelece de um problema sério de saúde justamente em meio ao caldeirão que se tornou o futebol – mundial e brasileiro – nestes dias, publica hoje um texto de “memórias”  sobre os personagens brasileiros deste “Fifalão”.
    Lembranças que terminam com uma frase demolidora: ” o mundo das transmissões esportivas pode ser mais sujo e pesado que o das empreiteiras”
    É impossível separar os muitos milhões que elas custam dos muito mais milhões que geram e dos vários milhões que, para consegui-las, se distribuem das gavetas para gavetas.
    Por mais que seja cultivada entre nós – sobretudo os que amam o jornalismo esportivo, onde comecei, como estagiário, minha vida profissional –  a esperança de que tudo se modifique, sabemos que o dinheiro é um Moloch e pode estar em curso – qualquer semelhança é mera coincidência, apenas uma mudança donos mundiais  do futebol.
    Preciosas, mesmo, são as gavetas da memória de Juca, das quais saem histórias do passado que ajudam a entender o presente. E a temer, sem que isso faça senão encorajar a luta destemida, pelo futuro.

    Jogar o jogo

    Juca Kfouri, na Folha
    Já contei as três histórias aqui, separadamente.
    José Maria Marin, então presidente da FPF, em 1985, depois de ter sido governador biônico de São Paulo, me garantiu, num voo para Assunção, que era impossível sair pobre do Palácio dos Bandeirantes.
    Íamos ambos a um jogo da seleção brasileira contra a paraguaia pelas eliminatórias da Copa de 1986.
    Dizia ele que independentemente da vontade do político, tudo que se fazia no Estado separava 10% ao governador e não seria ele a mudar tal estado de coisas.
    Nunca antes eu estivera com Marin.
    Dez anos depois, recebi a visita de J.Hawilla em meu escritório, pois eu acabara de iniciar minha carreira solo depois de 25 anos de Editora Abril. Roberto Civita me pedira para parar de criticar Ricardo Teixeira, porque eu inviabilizava que a TVA fizesse contratos com a CBF.
    Hawilla dizia não aguentar mais ter de acordar antes dos filhos para pegar a Folha, e esconder deles, caso tivesse alguma coluna minha contando seus malfeitos.
    Jurou que não era sócio de Ricardo Teixeira e garantiu que adoraria viver num mundo em que não fosse necessário comprar cartolas, mas que ele jogava o jogo.
    Tínhamos até pouco tempo antes deste encontro uma boa relação. E ele me propôs ser sócio da Traffic.
    Finalmente, em 1992, eu havia sido convidado para almoçar com o engenheiro Norberto Odebrecht.
    Então, além da “Placar”, eu dirigia a “Playboy”, que fizera reveladora reportagem sobre as empreiteiras brasileiras, de autoria do repórter Fernando Valeika de Barros.
    Era demolidora. Como ilustração, um muro de ouro, lama e sangue.
    O fundador de uma das maiores construtoras do país foi direto ao ponto, após elogiar a exatidão do que havia lido: “Você acha que eu gosto de ter de pagar para bandido liberar o que os governos me devem?”
    Antes de responder, me lembrei da conversa com Marin.
    Ao responder, com a arrogância que caracteriza a nós, jornalistas, primeiramente agradeci o elogio feito à reportagem. E em vez de responder, fiz nova pergunta: “Mas por que alguém tão poderoso como o senhor não denuncia os bandidos?”.
    “Porque eles acabam comigo e com milhares de empregos que mantenho no Brasil e no exterior.”
    Não me restou outra saída que não a de dizer que por essas e por outras é que sou jornalista, não empreendedor.
    Diga-se, a bem da verdade, que em nenhum momento da realização da matéria houve qualquer pressão por parte da Odebrecht, diferentemente do que fez a CBF para negociar direitos de TV com a Abril.
    Tudo isso para contar que o mundo das transmissões esportivas pode ser mais sujo e pesado que o das empreiteiras.
    Além de ter um charme, um glamour, ainda maior, uma gente esperta que, de repente, vai a Suíça e fica. Presa.
    E também para insistir que ou se criam novos métodos de governança ou tudo seguirá na mesma porque o Homem, como se sabe, é um projeto que não deu certo.

    Só nisso, Juca, faço-te um “meio reparo”. Ainda não deu certo, mas há de dar.

    Fonte: TIJOLAÇO
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    O terremoto do FIFALÃO produziu um tsunami que promete arrastar o mundo sujo do futebol.

    Ontem o governo federal emitiu sinais de criação de uma Agência reguladora do futebol no país.

    Imediatamente, os desesperados trataram de criticar a medida, como ocorreu no jornal da Band, quando o âncora Boris Casoy , o lixo dos garis, afirmou tratar-se de mais um órgão governamental para cabide de empregos, ignorando o mundo sujo do futebol e a necessidade de ações corretivas e saneadoras em um meio onde a livre concorrência ignora a concorrência agindo de forma  predatória apenas em função dos interesses das empresas envolvidas.

    No modelo atual, o esporte , o futebol, são românticos detalhes para essa gente criminosa, que no meio em que vivem são tratadas como pessoas de grande astúcia e inteligência brilhante.

    Também foi noticiada a declaração de Ronaldo, o fenômeno, que de forma fenomenal saiu atirando na CBF, sua eterna aliada, ao afirmar que o atual presidente deve deixar o cargo.

    Que  mudança repentina, hein, caro leitor ?


    O leitor atento do PAPIRO, que não vive de fantasias produzidas pela velha mídia, sabe que a jogada fenomenal do Fenômeno que pede por mudanças, na realidade significa manter as coisas como estão, preservando os interesses de toda quadrilha.

    Ronaldo, ao se manifestar como crítico da CBF, deseja assumir o lugar de Del Nero, com a grife do novo, que na realidade vai manter tudo na mesma, já que sempre esteve ao lado dos sujos.

    Del Nero fez o mesmo com Marín afirmando não ter vínculos  com o  ex-presidente tão logo o esgoto vazou.

    Quanto as emissoras de TV o contorcionismo já se faz presente, e até mesmo a TV Globo, já sofrendo com a enxurrada de críticas, vai transmitir , em sinal de TV aberta, um jogo do campeonato brasileiro no sábado, às 22 horas, depois da novela agonizante. 



    Algo raro, para o "futebol na globo".

    Os executivos executores da roubalheira da qual Globo faz parte, dirão que a transmissão de uma partida do Brasileirão no sábado à noite, deve-se ao fato que no domingo, no horário padrão das 16 horas, a emissora irá transmitir um amistoso da seleção brasileira e,devido a isso, o jogo do Brasileirão em TV aberta será no sábado.

    Uma boa justificativa, porém, se não existisse FIFALÃO, o jogo do Brasileirão de sábado não seria transmitido em TV aberta. 

    Alguém tem dúvida ?

    Os efeitos do FIFALÃO já começam a tirar o sono das emissoras de TV e de todos os membros da quadrilha com ligações com a CBF: 
    - a criação , pelo governo federal, de uma Agência Reguladora do Futebol;
    - a declaração de Del Nero de que não sabia de nada do que Marín fazia na CBF;
    - a declaração do Fenômeno  querendo dirigir a CBF para proteger os aliados da quadrilha;
    - a crítica da velha mídia ao governo pela criação da Agência;
    - a novidade de "futebol na Globo" sábado a noite;
    e , por fim, mas sem a menor pretensão de esgotar um assunto tão cheio de crimes e sujeiras, a declaração de Del Nero em limitar o mandato dos presidentes da CBF.

    Se no pouco tempo desde o vazamento do esgoto do FIFALÃO, os fifaleiros já propuseram tantas coisas, imagine, caro leitor, o medo e desespero que deve ter tomado conta dessa gente.

    Se tais propostas foram agora feitas, entende-se que sejam necessárias e , assim sendo,  fica a pergunta:

    Por que não propuseram antes ?

    Tais ações, inclinam o leitor atento a perceber que algo muito, muito grave, ainda esta por vir.

    Aguardemos, pois, ansiosos e atentos, os próximos passos da quadrilha.


    quarta-feira, 3 de junho de 2015

    Redução é roubada

    Maioridade penal: comissão anuncia voto de relatório para o dia 10

     Adiantamento atropela audiências públicas nos estados e provoca críticas diversas. Especialista diz que PEC não pode ser votada 'sem esclarecimento da sociedade'
    03/06/2015
    Por Hylda Cavalcanti, 
    Da RBA
    O relatório sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171, referente à redução da maioridade penal, deve ser apresentado no próximo dia 10, quarta-feira da semana que vem, pelo relator da matéria, deputado Laerte Bessa (PR-DF). A perspectiva foi apresentada na terça-feira (2), sob fortes protestos dos parlamentares contrários ao apressamento dessa emenda.
    Protesto contra a redução | Foto: Jornalistas Livres
    Da forma com está, será possível garantir a votação da PEC no plenário da Câmara até o dia 12, conforme anunciou no fim de semana, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Vários integrantes da comissão que aprecia a matéria discordam da manobra e chamaram a atenção, nesta manhã, para a complexidade do tema. Mas, ao menos até agora, tiveram todas as ferramentas legislativas apresentadas para protelar a data, rejeitadas pelo relator.
    Na prática, o relatório será votado depois de terem sido realizadas 22 sessões na comissão, quando a Câmara tinha programado – inicialmente – que fossem registradas, pelo menos, 40 delas até o final da discussão. Como se não bastasse, deixarão de ser feitas 63 audiências públicas externas, solicitadas por meio de requerimentos em estados brasileiros diversos para discutir o tema. Estas audiências tinham sido prometidas, no início da instalação da comissão – mas agora serão deixadas de lado.
    “É um absurdo”, protestou o deputado Efraim Filho (DEM-PB). “Este é um assunto que não pode ser apreciado a toque de caixa”, também se queixou Glauber Braga (PSB-RJ). “O tempo da comissão foi atropelado. Isso não pode acontecer”, bradou Arnaldo Jordy (PPS-PA). De nada adiantou. Laerte Bessa deixou claro: seu parecer, embora ainda precise ser votado pela comissão, será favorável à redução da maioridade penal. Bessa externou, ainda, a intenção de correr com os trabalhos e acatar o pedido do presidente, o que suscitou longas discussões na audiência pública realizada hoje na comissão.
    De acordo com a advogada Karyna Sposato, consultora independente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já estabelece, em seu teor, a responsabilidade penal dos adolescentes entre 12 e 18 anos, com previsão de medidas socioeducativas para o infrator, mas são medidas que poderiam ser melhoradas.
    A afirmação da consultora foi ampliada por depoimentos dos deputados Weverton Rocha (PDT-MA) e Maria do Rosário (PT-RS). Rocha lembrou que a violência não vai ser resolvida apenas com a aprovação de leis e sim, com o cumprimento destas. Ele acentuou que a população carcerária cada vez aumenta mais, defendendo que consideraria mais importante “a implementação de dispositivos legais que permitam o cumprimento do direito de todas as crianças à educação de qualidade”.
    Karyna foi responsável por um dos depoimentos mais firmes contra a redução da maioridade penal. A especialista afirmou que o Legislativo não pode decidir neste momento sobre a redução da maioridade, porque a população ainda não tem as informações necessárias.
    “A sociedade brasileira não sabe, por exemplo, que a responsabilidade penal do adolescente começa aos 12 anos. Os adolescentes respondem pelos mesmos crimes dos adultos. Tudo que é crime para o adulto, é crime para os adolescentes”, explicou a advogada, ao acrescentar que com a idade entre 12 e 18 anos o adolescente responde de forma diferente pelos crimes e não vai para o mesmo sistema prisional dos adultos.
    Aperfeiçoamento
    Karyna afirmou, ainda, que todos os países que adotam a responsabilização dos adolescentes têm um sistema especializado para eles, com lei especial e justiça especial. “O Brasil também tem um sistema especializado, mas esse sistema precisa ser aperfeiçoado”, salientou, ao pregar que o que é necessário é uma reforma legal do sistema de responsabilização penal dos adolescentes, por meio de uma reforma do ECA mas sem a reforma da Constituição para a redução da maioridade penal.
    “A punição não reduz a violência. Todos os países que adotaram sistemas mais severos de repressão da violência tiveram a criminalidade aumentada”, ressaltou. Para ela, "é fácil compreender que a sociedade quer mais segurança, mais paz e mais justiça social, mas é preciso investir, antes, na prevenção do delito, e não que o Congresso se debruce apenas sobre a punição destes menores". A audiência teve início  as 10h e, até o fechamento desta matéria ainda estava em andamento.
    'Impunidade estimulada'
    Já Maria do Rosário destacou que os adolescentes não são os principais autores dos crimes contra a vida. “É preciso dar um passo adiante no combate à violência, mas esse passo deve ser a instituição de medidas preventivas. E para isso não é necessária a reforma da Constituição, mas que sejam feitas alterações 'infralegais'”
    A posição foi rebatida pelo próprio relator e pelo autor da PEC, o ex-deputado Benedito Domingos. Laerte Bessa afirmou não conhecer nenhum delinquente adolescente que tenha cumprido a pena de três anos estipulada pelo ECA. E Domingos acentuou que é a impunidade dos menores o que tem estimulado os crimes, motivo pelo qual apresentou a emenda, quando era parlamentar (em 1993).
    “O menor que comete certos tipos de crime não é infrator, é criminoso”, opinou, ao sugerir que uma lei complementar a ser votada após a PEC deveria estabelecer que a prisão dos adolescentes que cometem crimes, seja feita em locais separados dos criminosos maiores de idade.
    Fonte: BRASIL DE FATO
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