segunda-feira, 20 de abril de 2015

Mensalão blogueiro tucano

Mídia esconde mercenário de Alckmin

domingo, 19 de abril de 2015
Por Altamiro Borges

Numa surpreendente matéria publicada neste sábado (18), a Folha revelou que uma das figuras mais escrotas da internet brasileira – o advogado Fernando Gouveia, mais conhecido pelo ridículo apelido de "Gravataí Merengue" – recebe um mesada de R$ 70 mil do governo tucano de São Paulo. A grana do cofre público é usada para alimentar blogs e ações nas redes sociais que têm como único objetivo caluniar a presidenta Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, o PT e as forças de esquerda. Até agora, o governador Geraldo Alckmin, com o seu estilo de picolé de chuchu, são explicou o "mensalão" pago ao mercenário. Já o restante da mídia, em especial as emissoras de televisão e rádio, evitou repercutir a gravíssima denúncia, que inclusive merecia a abertura imediata de um processo criminal.

Segundo a reportagem, o jagunço midiático é proprietário da Appendix Consultoria, empresa criada em janeiro de 2013, e que passou a receber em junho do mesmo ano pagamentos da Subsecretaria de Comunicação do governo Alckmin, órgão vinculado à Casa Civil do Estado. Ainda de acordo com a Folha, a Appendix foi subcontratada pela Propeg, uma das três agências de publicidade que cuidam da propaganda do governo estadual, e recebeu R$ 70 mil por mês de outubro de 2014 a março deste ano – ou seja, o caluniador profissional já garfou R$ 420 mil dos cofres públicos.

Os fieis seguidores do "blogueiro" Fernando Gouveia – típicos "midiotas" que acreditam em tudo – devem estar revoltados com a Folha e preocupados com o futuro do seu ídolo. Se fosse um país sério, o sujeito poderia até ser preso pelas centenas de calúnias que já postou na internet. Se fosse um país sério, o governador tucano Geraldo Alckmin e seu secretário da Comunicação seriam chamados para prestar esclarecimentos. Se fosse um país sério, a mídia iria mais a fundo nas investigações deste e de outros mercenários que são financiados pelo governo tucano. Se fosse um país sério, o ministro da Justiça, o "republicano" José Eduardo Cardozo, acionaria imediamente a Polícia Federal para apurar a escandalosa usina de mentiras e calunias existente no Brasil. A tendência, porém, é que o caso caia rapidamente no esquecimento. A própria Folha tucana vai arquivar a denúncia, como sempre faz!


Diante da revelação do "mensalão" pago ao cibertucano, o próprio Fernando Gouveia divulgou uma nota em que procura se defender. Ela é ridícula, patética. A melhor resposta à defesa do mercenário foi dada por Paulo Nogueira, no imperdível blog Diário do Centro do Mundo – que reproduzo abaixo:
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O editor do Implicante deve achar que somos todos imbecis

Por Paulo Nogueira

Fernando Gouveia, ou Gravataí Merengue, deve achar que somos todos imbecis.

Com argumentos falaciosos e patéticos, ele tenta justificar o injustificável: o mensalão que seu site, o Implicante, recebe do governo Alckmin, por intermédio da agência Propeg.

Revelada essa mamata monstruosa, ele conseguiu dizer que o caso se enquadra numa tentativa de tentar coibir as vozes antipetistas na internet. Quer dizer: se fingiu de vítima.

Ora, Merengue: a questão aí é impedir canalhices como as que vocês publicam (ou publicavam) rotineiramente.

Num mundo menos imperfeito, Merengue estaria já na cadeia, tais e tantas calúnias espalhou contra o PT, Lula e Dilma.

Mas o mundo é como ele é, e então temos que suportar as explicações ridículas de Merengue.

A farsa começa já na apresentação do site.

“Não somos jornal, não usamos concessão pública, nada disso.”

Sim. Usam 70 mil reais, ao mês, do dinheiro do contribuinte.

Alckmin sabia desse conteúdo? Eis uma pergunta que deve ser respondida em algum momento.

Porque o Implicante é um golpe baixo, sujo, desleal.

Desinforma, manipula, calunia, mente o tempo todo.

Ainda na apresentação, o editor diz que você não vai gostar do conteúdo caso seja “do governo, alguém por ele contratado ou apenas um militante”.

O asco provocado pelo Implicante vai muito além disso. Ele provoca repulsa em qualquer pessoa com um mínimo de apreço à verdade e à decência.

O site esteve fora do ar algumas horas hoje, e isso fez circular o rumor de que fora desativado.

Gravataí, numa nota no próprio site, desmentiu.

Vai ser divertido observar os próximos movimentos do Implicante, se os houver.

Sites dessa natureza vivem da escuridão, das sombras – e não resistem a raios de sol que exponham suas entranhas.

“Vai começar a brincadeira”: esta a derradeira linha do texto em que o editor introduziu o Implicante ao público.

Agora, é tempo de acrescentar o seguinte: acabou a brincadeira.

Fonte: Blog do Miro
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E nós, "blogueiros sujos ",somos acusados quase que diariamente de receber dinheiro do governo para manter nossas atividades, quando na realidade , todos nós lutamos, com poucos recursos, para seguir produzindo conteúdos relevantes e fidedignos para um número cada vez maior de leitores.

Mais uma vez, objetivas e inquestionáveis evidências demonstram que as acusações que recebemos são, na realidade, as práticas diárias daqueles que nos acusam.

O financiamento de um blogueiro pelo governo do estado de São Paulo, única e exclusivamente para atacar e produzir calúnias e injúrias contra o PT e o governo federal, seria um caso de polícia, no entanto a velha mídia se cala, e o assunto desaparece.

Preto e Branco



E a final do campeonato de futebol do Rio de Janeiro será entre Botafogo e Vasco.

Um campeonato marcado por polêmicas, onde Fluminense e Flamengo, desde o início da competição, se posicionaram contrários as decisões , por vezes absurdas, tomadas pela FERJ - Federação de Futebol do Rio de Janeiro.

Já os finalistas, ao contrário, sempre estiveram ao lado da FERJ, tal qual os fisiologistas do Centrão que orbitam todos os governos em busca de vantagens. 

Entende-se, já que Fluminense e Flamengo, juntos, somam 64 títulos estaduais, enquanto Botafogo e Vasco, juntos, somam um pouco mais da metade da dupla Fla-Flu.

O Fluminense foi o clube mais prejudicado em toda a competição, tanto no quesito arbitragem como nas decisões do Tribunal de Justiça Desportiva do RJ, o TJD. 
O Flamengo veio em segundo lugar.

Do outro lado, Botafogo e Vasco tiveram "sorte" com as arbitragens sendo que  ambos foram favorecidos em alguns jogos, inclusive nas últimas partidas das semifinais, quando "erros" das arbitragens mudaram as histórias dos dois jogos e favoreceram os finalistas. Isso é fato.

As arbitragens comentem erros, no Brasil como em todo o mundo. Fazer o quê ?

Nos aspectos técnico e tático, qualquer um dos quatro grandes mereceria o título da competição, já que não existem grandes diferenças no futebol jogado por essas  equipes.

Botafogo se preparando para disputar a série B do campeonato brasileiro e o Vasco voltando para a série A do campeonato brasileiro, tem, naturalmente, motivações e pressões adicionais, sendo que o Vasco não conquista um campeonato estadual desde o ano de 2003, ou seja, mais de uma década na fila.

Dentro de campo, o Rio terá uma decisão em preto e branco em um campeonato marcado por situações e decisões  obscuras e opacas.

Que pelo menos na final, que vença o melhor e não o mais esperto ou o mais necessitado.

sábado, 18 de abril de 2015

Curta PAPIRO - 18.04.2015

   

    Curtas

 

1 - O Jornalismo Seletivo

   A rádio que troca notícia: #PodemosTirarSeAcharMelhor

publicado em 17 de abril de 2015 às 17:12
Captura de Tela 2015-04-17 às 16.35.58
Enviado por Igor Fellip.              
Fonte: VIOMUNDO



2 - Ensaio não-destrutivo 
        
                  Miss Bumbum 2015

    Representante de Minas prova que bumbum é '100% natural'
    Fonte: BOL



    3 - Midiotas em Transe

      Hora da maioridade cívica

      Por Alberto Dines em 18/04/2015 na edição 846 
      Reproduzido da Gazeta do Povo (Curitiba, PR) e do Correio Popular (Campinas, SP), 18/4/2015; intertítulo do OI.

      Adoidadas, irracionais, diferentes forças políticas empenham-se em enfraquecer o governo sem perceber que ao mesmo tempo ferem e debilitam o Estado...
      ( ...) 

      Esta é a hora da maioridade cívica, cidadã. Hora de cessar o jogo político habitual, rasteiro, e iniciar a partida decisiva – aquela que não pode ter vencidos nem vencedores. 

      Fonte; OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA


      4 - Mineirices golpistas
        
      Vamos conversar? (mas não conta pra ninguém!)













      Fonte: FUTEPOCA

      5 - Tucanos fora dos trilhos

      Lambança no metrô de SP durante o governo Serra tem onze primeiros nomes denunciados pelo Ministério Público
      Fonte: CARTA MAIOR
        
      6 - Futebol culto

      Pesquisa LANCE! Ibope: 

      Flu tem a torcida mais escolarizada do Brasil


      Fonte: LANCE

      sexta-feira, 17 de abril de 2015

      Descomemoração

      Em manifesto, 26 entidades explicam os motivos da “descomemoração” dos 50 anos da Globo no dia 26 de abril

      publicado em 17 de abril de 2015 às 11:36
      globo
      MANIFESTO
      50 ANOS DA TV GLOBO: VAMOS DESCOMEMORAR!
      A TV Globo festejará os seus 50 anos de existência no dia 26 de abril. Serão promovidos megaeventos e lançados vários produtos comemorativos. No mesmo período, porém, muita gente está disposta a promover a “descomemoração” do aniversário do império global, um ato de repúdio ao papel nocivo desse grupo de mídia na história do país. Uma palavra-de-ordem que se destaca em todo o Brasil em manifestações recentes é: “O povo não é bobo. Fora Rede Globo”. E motivos não faltam para esta revolta.
      A emissora é filha bastarda do golpe militar de 1964. O então diretor do jornal “O Globo” Roberto Marinho foi um dos principais incentivadores da deposição do presidente João Goulart, dando
      sustentação ideológica à ação das Forças Armadas. Um ano depois, foi fundada a sua emissora de televisão, que ganhou as graças dos ditadores. O império foi construído com incentivos públicos, isenções fiscais e outras mutretas. Os concorrentes no setor foram alijados, apesar do falso discurso global sobre o livre mercado.
      Nascida da costela da ditadura, a TV Globo tem um DNA golpista. Apoiou abertamente as prisões, torturas e assassinatos de inúmeros lutadores patriotas e democratas que combateram o regime autoritário. Fez de tudo para salvar o regime dos ditadores, inclusive omitindo a jornada das Diretas Já na década de 80. Com a democratização do país, ela atuou para eleger seus candidatos – os falsos “caçadores de marajás” e os convertidos “príncipes neoliberais”. Na fase recente, a TV Globo militou contra toda e qualquer avanço mais progressista, atuando na desestabilização dos governos que não rezam integralmente a sua cartilha. Nas marchas de março desse ano, ela ajudou a mobilizar o anseio golpista e garantiu a ele todos seus holofotes.
      A revolta contra a Globo que ganha corpo está ligada também à postura sempre autoritária diante dos movimentos sociais brasileiros. As lutas dos trabalhadores ou não são notícia na telinha ou são duramente criminalizadas. A emissora nunca escondeu o seu ódio ao sindicalismo, às lutas da juventude, aos movimentos dos sem-terra e dos sem-teto. Através da sua programação, não é nada raro ver a naturalização e o reforço ao ódio e ao preconceito. Esse clima de controle e censura oprime jornalistas, radialistas e demais trabalhadores da empresa, que são subjugados por uma linha editorial que impede, na prática, o exercício do bom jornalismo, servidor do interesse público, em vez da submissão à ânsia de poder de grupos privados.
      Além da sua linha editorial golpista e autoritária, a Rede Globo – que adora criminalizar a política e posar de paladina da ética – está envolvida em inúmeros casos suspeitos. Até hoje, ela não mostrou o Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) do pagamento dos seus impostos, o que só reforça a suspeita da bilionária sonegação da empresa na compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. A falta de transparência do império em inúmeros negócios é total. Ela prega o chamado “Estado mínimo”, mas vive mamando nos cofres públicos, seja através dos recursos milionários da publicidade oficial ou de outros expedientes mais sinistros.
      Essas e outras razões explicam o forte desejo de manifestar o repúdio à TV Globo em seu aniversário de 50 anos. Assim, vamos realizar em torno do dia 26 de março uma série de manifestações, em todo o país, para denunciar a emissora como golpista ontem e hoje; exigir a comprovação do pagamento de seus impostos; e reforçar a luta por uma mídia democrática no Brasil.
      Sem enfrentar o poder e colocar limites à maior emissora do Brasil – e uma das cinco maiores do mundo – não será possível garantir a regulamentação dos artigos da Constituição que proíbem o monopólio para levar a cabo a democratização do país. Por isso, vamos às ruas contra a Globo e convidamos todos os brasileiros comprometidos com a democracia, a liberdade de expressão, a cultura nacional, o jornalismo livre e a soberania popular a participar das manifestações em todo o país.
      Assinam (em ordem alfabética):
      ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos
      Associação Franciscana de Defesa de Direitos e Formação Popular
      Campanha por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político
      Centro de Estudos Barão de Itarare
      Consulta Popular
      Contracs – Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços
      CUT- Central Única dos Trabalhadores
      Enegrecer- Coletivo Nacional de Juventude Negra
      FNDC- Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
      Fora do Eixo
      FUP- Federação Única dos Petroleiros
      Intersindical Central da Classe Trabalhadora
      Intervozes
      Juventude do PT
      Levante Popular da Juventude
      MAB- Movimento dos Atingidos por Barragens
      Marcha Mundial das Mulheres
      Movimento JUNTOS!
      MST- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
      MTST- Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
      Nação Hip Hop Brasil
      Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo
      UBM- União Brasileira de Mulheres
      UJS- União da Juventude Socialista
      UNE- União Nacional dos Estudantes
      Uneafro-Brasil
      *Para aderir ao manifesto, envie o nome da sua entidade para contato@baraodeitarare.org.br
      Fonte: VIOMUNDO
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      Tapetão tucano -midiático

      O ponto de não-retorno

      Por Luciano Martins Costa em 17/04/2015 
      Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 17/4/2015
      A semana dos chamados dias úteis antes do feriado prolongado se encerra em clima de conspiração: a mídia tradicional prepara suas edições de domingo, nas quais há farta encomenda de artigos sobre a intenção de partidos oposicionistas de propor o impeachment da presidente da República.
      Na sexta-feira (17/4), percebe-se que os autores da proposta deixam em segundo plano o elemento “apoio popular” – que se torna questionável com a revelação de que as manifestações contra o governo são feitas quase exclusivamente por eleitores do senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado na eleição presidencial de 2014 (ver “Breviário do perfeito midiota”).
      A nova tática consiste em buscar argumentos “jurídicos” com base na teoria do “domínio do fato”, que implicaria a presidente Dilma Rousseff em qualquer ato ilícito praticado por auxiliares de segundo ou terceiro escalões. Mas esse caminho leva a um labirinto no qual poderão se perder o próprio senador Neves e governadores eleitos pelo PSDB – caso, em algum ponto do calendário, a Polícia Federal e o Ministério Público decidam arbitrar suas ações na especificidade dos crimes que investigam, e não na sigla partidária a que conduzem os indícios e as provas.
      As declarações selecionadas pela imprensa para criar um substrato jurídico não dissimulam o caráter golpista desse movimento, nem escondem o plano de, não sendo aconselhável partir para a ruptura institucional, seguir ateando fogo à governabilidade.
      Como alternativa para manter o assunto vivo na mídia, articulou-se uma ação que pretende impugnar a chapa vencedora na eleição presidencial, com o objetivo de destituir ao mesmo tempo a presidente e seu vice, Michel Temer.
      A iniciativa foi abortada pela ministra do Tribunal Superior Eleitoral Maria Thereza de Assis Moura, que negou legitimidade ao pedido, mas um recurso do PSDB recolocou o assunto em pauta, desta vez entregue nas mãos do ministro Gilmar Mendes. O magistrado, que retém em seus arquivos, há mais de um ano, o processo sobre financiamento de campanhas eleitorais, se torna, assim, o dono da agenda dessa nova manobra.
      A semana que começa com o Dia de Tiradentes será uma oportunidade para discursos e declarações capazes de dar um lustro ao que é mero golpismo.

      A máscara derrete

      O artigo 81 da Constituição diz que, na hipótese de ser impugnada a chapa, e não apenas interrompido o mandato da presidente, seria marcada nova eleição num prazo de 90 dias. Interessante observar que ativistas em favor de uma intervenção militar no processo político contam com a possibilidade de militantes do Partido dos Trabalhadores e outras organizações sociais saírem às ruas para defender o mandato conquistado nas urnas – e celebram sem disfarces o risco de um conflito.
      Dito assim, o cancelamento da eleição de 2014 parece um plano alucinado, e em circunstâncias normais seria improvável a adesão de alguns destacados protagonistas da cena política a uma aventura dessa natureza.
      Observe-se que, no centro da cena, o senador Aécio Neves lidera o projeto na companhia de representantes das frações mais conservadoras da aliança oposicionista, alguns dos quais precisam produzir alguma instabilidade para adiar ou suspender ações judiciais que pesam sobre eles. Outros líderes do PSDB, como o senador José Serra e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, guardam uma posição mais discreta.
      Movimentos como esse sempre têm um ponto de não-retorno, a partir do qual o comprometimento dos participantes se consolida de tal maneira que não será mais possível recuar. Aécio Neves passou desse ponto: se o projeto de impeachment for enterrado rapidamente, ele passará para a segunda ou a terceira fila dos candidatos tucanos à eleição de 2018. Quanto mais se envolve nesse plano, menores serão suas opções no futuro próximo, porque na política, como no futebol, as paixões devem ser contidas dentro das regras do jogo – e a torcida não perdoa quem tenta ganhar no “tapetão”.
      Se a presidente superar a crise de relacionamento com o Congresso e as medidas econômicas começarem a surtir efeito até o final deste ano, o PSDB – e não apenas Aécio Neves – terá que enfrentar, nas próximas campanhas eleitorais, a acusação de haver atentado contra o processo democrático.
      A mídia tradicional, patrocinadora dos golpistas, vai registrando mais um episódio deletério em sua história. Jornalistas recentemente demitidos, às dezenas, do Estado de S. Paulo e daFolha de S. Paulo relatam, discretamente, os bastidores dessa articulação nas redações.
      A máscara da imprensa começa a derreter.

      Fonte: OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

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      Aécio, com o apoio incondicional de toda a velha mídia, quer mudar o resultado das eleições no Tapetão.

      Uma grande frustração por uma derrota e a incapacidade de aceitar o revés, pode levar, como acontece agora, o lado perdedor a apelações absurdas, as vezes infantis, por outras violentas, porém, em todos os casos, distanciadas da realidade.

      É o que acontece agora na aurora de um grande feriado, quando a velha mídia já prepara uma gororoba gordurosa de notícias golpistas focando as aventuras Aécio -midiáticas de maneira que a população de midiotas possa consumir durante o descanso do feriado que homenageia um herói da independência do Brasil.
      É o Tapetão.
      A realidade fantasiosa.

      Também foi assim em uma grande frustração no futebol, no ano de 1982, quando a seleção brasileira de futebol foi eliminada da Copa do Mundo ao perder, dentro de campo e pelas regras do jogo, uma partida para a Itália.
      Inconsoláveis pela derrota, já que davam como certa a vitória contra os italianos, cartolas da CBF com apoio da nossa alegre e cômica imprensa esportiva, levantaram a possibilidade de entrar com um recurso na FIFA pedindo a anulação da partida.
      O assunto surgiu, obviamente, minutos após o término da partida, e foi ganhando repercussão e adeptos, tal qual uma bola de neve, já que a velha mídia embarcou com tudo na possibilidade de uma vitória impossível no Tapetão.
      Até hoje, passados quase 33 anos, não se sabe os argumentos que seriam apresentados para pedir a anulação da partida.

      Na política as coisas não são muito diferentes, aliás, são idênticas, já que Aécio, velha mídia e midiotas reacionários , formam uma coalizão, ou torcida organizada, de inconsoláveis, frustrados, alucinados, tentando de todas as formas invalidar o resultado legítimo e democrático das eleições presidenciais de outubro de 2014. Passados quase 170 dias do resultado das eleições, os inconsoláveis , neste espaço de tempo, já tentaram pedir a recontagem dos votos, a anulação das eleições, já manipularam o noticiário sobre corrupção para incriminar apenas o partido dos trabalhadores e a presidenta , já criaram um clima de violência e reacionarismo no pais que levou uma multidão de acéfalos às ruas para pedir intervenção militar e impitimam da presidenta, já replicaram as manifestações de rua em um espaço de apenas um mês e, agora, diante do recuo e da perda de força das manifestações de rua desenvolvem teses jurídicas mirabolantes , sempre com o apoio incondicional da velha mídia, para tentar retirar do cargo uma presidenta eleita de forma democrática e legítima. Tentam colocar em cena o Tapetão.




      Aliás, o termo Tapetão, surgiu na década de 1960, e foi criado pelo radialista e jornalista esportivo, Washington Rodrigues, o Apolinho, por ocasião de ações bem sucedidas de advogados, principalmente o brilhante advogado José Carlos Vilela que representava o Fluminense F. C e conseguia resultados fantásticos a favor do tricolor nos tribunais esportivos.
      Como naqueles anos foram construídos muitos estádios de futebol, e todos tinham o nome no aumentativo, como, Mineirão, Castelão, Albertão , Batistão, etc..( era a época da ditadura militar do Brasil Grande ), Apolinho chamou as decisões esportivas que aconteciam nos tribunais de Tapetão .
      Eram locais refrigerados e com tapetes, onde, no lugar do grama, seriam decididas as partidas de futebol.
      O caso mais famoso do Tapetão, e que talvez tenha dado tanta visibilidade ao novo local de decisões de partidas, aconteceu no ano de 1969, quando o advogado do Fluminense, José Carlos Vilela, conseguiu uma liminar para colocar em campo o artilheiro tricolor, o jogador Flávio, expulso de campo na partida anterior e automaticamente suspenso do jogo seguinte.
      Para surpresa de todos , Flávio jogou e foi o autor do gol que deu a vitória ao Fluminense por 2X1,contra Bangu ou América ( não me recordo o time ) no Maraca.
      A decisão do Fluminense foi motivo de muita polêmica até o final do campeonato (era o campeonato carioca e dizia-se que o Fluminense iria perder os pontos da partida em que escalou Flávio) quando o tricolor sagrou-se campeão.

      O Fluminense passou do ponto de não - retorno, do texto de Luciano Martins, e ficou marcado como o clube do Tapetão.

      O mesmo certamente acontecerá, talvez já esteja acontecendo, com o senador Aécio Neves e toda a velha mídia, em suas cartadas suicidas e anti- democráticas em invalidar , nos tribunais, o resultado democrático e legítimo das eleições.
      Ficarão marcados como golpistas e anti-democráticos,

      quinta-feira, 16 de abril de 2015

      A rua consciente e a rua midiota

      A rua obriga a bancada dos patrões a recuar: ruas, estradas, avenidas, fábricas, portos, refinarias, aeroportos, praças públicas são tomados por protestos em todo o Brasil; líder da bancada patronal, Eduardo Cunha, adia a votação do desmonte dos direitos trabalhista para dia 22/04.

      Fonte: CARTA MAIOR
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      Terceirizada, mulher de Eduardo Cunha venceu ação trabalhista contra a TV Globo



      Claudia Cordeiro foi jornalista da TV Globo de 1989 a 2001; ela venceu ação em 2008
      • Claudia Cordeiro foi jornalista da TV Globo de 1989 a 2001; ela venceu ação em 2008
      A jornalista Cláudia Cordeiro Cruz, ex-apresentadora da TV Globo que prestava serviços como terceirizada para a emissora entre os anos 1989 e 2001, ganhou ação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em 2008, obrigando a empresa da família Marinho a contratá-la com carteira assinada e com todos os direitos trabalhistas.
      O caso ganhou notoriedade na imprensa nesta semana pelo fato de a jornalista ser mulher de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara e um dos principais articuladores do projeto de lei 4330/04, que regulamenta e autoriza a terceirização para todas as atividades trabalhistas no Brasil. O fato curioso é que, se a terceirização do trabalho fosse válida há 15 anos, a mulher de Cunha não teria vencido a disputa com a Rede Globo.
      Cláudia foi repórter e apresentadora de programas como "Jornal Nacional", "Jornal da Globo", "Bom Dia Rio", "Jornal Hoje", entre outros. De acordo com o Portal da Imprensa, a jornalista prestava serviços à TV Globo através de uma empresa criada em seu nome (C3 Produções Artísticas e Jornalísticas), o famoso PJ (Pessoa Jurídica), com contratos de "locação de serviços".
      Após Cláudia sofrer uma faringite, a TV Globo informou que o contrato da jornalista não seria renovado. A jornalista usou a faringite, que é considerada doença ocupacional, como base para a ação trabalhista que moveu contra a emissora. Além de pedir vínculo de emprego, a jornalista pediu no processo o ressarcimento das despesas e indenização por danos morais, já que passou por uma cirurgia por causa da doença, e nenhuma despesa foi paga pela TV Globo.
      Com base em depoimentos de um editor da emissora, o TRT do Rio de Janeiro reconheceu a existência de vínculo empregatício, uma vez que a jornalista tinha de cumprir horário de trabalho e relação de subordinação com a Globo, características que comprovam o vínculo de trabalho, condenando a emissora a registrar Cláudia em carteira de trabalho por todo o período de contrato, entre maio de 1989 e março de 2001.
      A Globo recorreu, mas o TST rejeitou a apelação, mantendo a decisão do tribunal fluminense.
      No segundo parágrafo do PL 4330, consta que o vínculo empregatício se resume à empresa contratada, e não junto à contratante. "Não se configura vínculo empregatício entre a empresa contratante e os trabalhadores ou sócios das empresas prestadoras de serviços, qualquer que seja o seu ramo", diz o trecho.
      Em outras palavras, se o PL 4330 existisse naquela época, a esposa de Eduardo Cunha não poderia ter entrado com a ação, pois a legislação vigente não permitiria que ela questionasse o vínculo com a emissora na Justiça.
      Vale lembrar que, além da Câmara dos Deputados, a nova lei precisa ser aprovada também pelo Senado e sancionada pela presidente Dilma Rousseff (PT) para entrar em vigor.
      Fonte: BOL
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      Atos contra terceirização. Cadê a Globo?

      Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
      Por Altamiro Borges

      Balanço parcial do dia nacional de luta contra a terceirização, realizado nesta quarta-feira (15), indica que esta mobilização só tende a crescer no país. Ocorreram paralisações parciais, passeatas e atos públicos em 23 Estados e no Distrito Federal. Várias categorias aderiram aos protestos, convocados pela CUT, CTB, NCST, Conlutas e Intersindical e com o apoio de inúmeros movimentos sociais – como o MST, o MTST e a UNE. A jornada de luta acabou repercutindo na Câmara Federal, que adiou a votação das emendas ao projeto de lei (PL-4330) que amplia a barbárie do trabalho terceirizado.  
      A TV Globo, que investiu pesado na divulgação das marchas golpistas do domingo passado (12), não deu maior destaque à mobilização dos trabalhadores. O “Jornal Nacional” concedeu apenas quatro minutos e 26 segundos para o protesto e ainda manipulou a cobertura.

      ( ...)

      Fonte: Blog do Miro
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      As manifestações aconteceram ontem, nos 23 estados e no Distrito Federal.

      Na cidade de São Paulo, segundo informação dos organizadores do evento, 40 mil pessoas  participaram do ato.

      Uma luta para evitar o desmonte dos direitos trabalhistas, algo bem diferente dos delírios que foram as manifestações do último domingo.

      No entanto, os delírios tem amplo apoio da velha mídia, que não apenas concede um espaço generoso aos delirantes , como faz ampla cobertura durante o cortejo demente, como fez Globo no último domingo.

      Quanto a desinformação diária  e a manipulação grosseira que a velha mídia vem fazendo na tentativa de fragilizar o governo Dilma, leia, abaixo, os artigos de Luciano Martins Costa no OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA: 

      Breviário do perfeito midiota

      Por Luciano Martins Costa em 16/04/2015
        
      Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 16/4/2015

      A base que os defensores do impeachment da presidente Dilma Rousseff chamam de “apoio popular” é formada por cidadãos de perfil extremamente conservador, propensos a acreditar em mitos urbanos e com baixo grau de cultura política. Sob orientação do filósofo Pablo Ortellado, da USP, e da socióloga Esther Solano, da Unifesp, dezenas de pesquisadores organizados pelo núcleo de debates Matilha Cultural, de São Paulo, entrevistaram 571 participantes da manifestação de domingo (12/4), em toda a extensão da Avenida Paulista. O resultado é estarrecedor. E esclarecedor.

      Por exemplo, 71,30% acreditam que Fábio Luís Lula da Silva, um dos filhos do ex-presidente Lula, é sócio da gigante de alimentos Friboi; 64,10% acham que o Partido dos Trabalhadores pretende implantar uma ditadura comunista no Brasil; 70,90% entendem que a política de cotas nas universidades gera mais racismo; 53,20% juram que a facção criminosa PCC é um braço armado do Partido dos Trabalhadores; 60,40% acham que o programa bolsa-família “só financia preguiçoso”; 42,60% acreditam que o PT trouxe 50 mil haitianos para votar em Dilma Rousseff nas últimas eleições; 55,90% dizem que o Foro de São Paulo quer criar uma ditadura bolivariana no Brasil e 85,30% acham que os desvios da Petrobras são o maior caso de corrupção da história do Brasil.
      A lista das perguntas permite traçar um perfil muito claro da matriz dos protestos, como preferências partidárias, confiança na imprensa, em partidos e entidades civis e, principalmente, adesão a teses improváveis que, no entanto, são muito populares nas redes sociais digitais. O resultado mostra, por exemplo, que a maioria (57,80%) confia pouco ou simplesmente não confia (20,80%) na imprensa. No entanto, o mais alto grau de credibilidade é dado à apresentadora do SBT Raquel Sheherazade, considerada entre os comentaristas políticos: 49,40% disseram “confiar muito” nela, seguindo-se o colunista Reinaldo Azevedo (39,60% dizem confiar muito nele).
      A maioria (56,20%) declarou usar como principal fonte de informação política os sites da mídia tradicional (jornais, TVs, etc.), vindo em seguida o Facebook (47,30%). No campo da imprensa propriamente dita, o veículo em que os manifestantes declaram ter mais confiança é a revista Veja (51,80% confiam muito); entre os jornais, destaca-se O Estado de S. Paulo (40,20%).

      Rejeição à política

      Foram entrevistados apenas manifestantes com idades acima de 16 anos, ou seja, cidadãos aptos a votar. O perfil médio corresponde ao que foi identificado pelo Datafolha (ver aqui): na maioria (52,70%) homens, brancos (77,40%), com educação superior completa (68,50%), idade acima de 45 anos e classes de renda A e B. Apesar de uma tendência a afirmar que não confiam em políticos, a maioria declarou considerar, como lideranças mais confiáveis, pela ordem, o senador Aécio Neves, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o PSDB, o governador Geraldo Alckmin, vindo em seguida a ex-ministra Marina Silva e o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ); José Serra (PSDB-SP) perde para Ronaldo Caiado.
      Nada menos do que 73,20% dizem não confiar nos partidos políticos em geral, contra apenas 1,10% que confiam muito e 25,20% que confiam pouco.
      Os maiores índices de rejeição vão, evidentemente, para o PT (96% não confiam), seguindo-se o PMDB (81,80% não confiam). A presidente Dilma Rousseff (com 96,70%), seguida do ex-presidente Lula da Silva (95,30%) são os políticos em que os manifestantes menos confiam, seguidos pelo prefeito petista de São Paulo, Fernando Haddad (87,60%). O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conta também com alto grau de rejeição (73,40% não confiam nele).
      Os números da pesquisa (ver aqui) permitem fazer uma análise bastante clara do recorte da população que saiu às ruas na última manifestação de protesto contra o governo federal. Os participantes são, majoritariamente, eleitores do PSDB, de uma extração específica da população paulista formada por indivíduos de renda mais alta, brancos, com baixa educação política a despeito da alta escolaridade, muito influenciados por jornalistas comprometidos com a agenda da oposição e propensos a acreditar em rematadas bobagens que proliferam nas redes sociais.
      A “base popular” que o senador Aécio Neves apresenta como fonte de legitimidade para seu projeto de impeachment da presidente da República é a fração mais reacionária de seu próprio eleitorado, primor de analfabetismo político. A maioria se encaixa exatamente na definição do perfeito midiota.
      Passarão?

      Cuba, Irã e os midiotas

      Por Luciano Martins Costa em 15/04/2015 
       
      Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 15/4/2015

      A notícia mais importante da quarta-feira (15/4), em toda a imprensa mundial, é a oficialização da iniciativa do presidente americano, Barack Obama, de retirar Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo. Trata-se de uma decisão corajosa e ao mesmo tempo pragmática, que, como registrou a revista Época na reportagem de capa que circula nesta semana, faz de Obama um personagem destacado da História contemporânea. Assim, o segundo mandato do atual presidente dos Estados Unidos vai se caracterizando como um período de distensão, o que inclui a perspectiva de uma reconciliação com o Irã.

      A imprensa internacional de maior relevo acompanha essas iniciativas com a cautela de quem conhece o poder das forças conservadoras no Congresso americano. Ao mesmo tempo, boletins econômicos dirigidos a investidores começam a incluir um novo cenário geopolítico no qual a redução de algumas tensões regionais pode estimular a retomada do crescimento da economia neste lado do planeta, que se convenciona como ocidental. O capital vislumbra a chance de mais lucros com o fim do ciclo de confrontos que caracterizou a era Bush.
      Por aqui, nas extensas terras consolidadas em 1750 pela diplomacia de D. João V de Portugal, a política segue no rumo contrário: com o patrocínio e o apoio da imprensa hegemônica, as forças partidárias que perderam a eleição presidencial de 2014 seguem tentando transformar manifestações de seus militantes em jurisprudência para romper as regras constitucionais. O coro dos golpistas repercute no Congresso Nacional, onde parlamentares oposicionistas ameaçam propor um processo de impeachment da presidente da República.
      Como já se afirmou aqui (ver “A operação Datafolha”), não há como prever as consequências de tal aventura, principalmente se as propostas de ajuste econômico forem aprovadas sem tocar nos direitos trabalhistas. A cena que hoje é desfavorável à chefe do Executivo pode virar completamente, colocando nas ruas a militância que por enquanto apenas observa. O choque entre petistas e ativistas do partido Solidariedade, ocorrido no centro de São Paulo na terça-feira (14/4), é um sinal de advertência.

      Teorias conspiratórias

      Os jornais martelam quase diariamente a tese da interrupção do mandato presidencial, com base em argumentos produzidos pela própria imprensa. O mais recente nasce de uma entrevista concedida à Folha de S. Paulo por um ex-representante de uma empresa holandesa que admitiu ter pagado propina em seis países, inclusive o Brasil, para fazer negócios com petróleo. O informante diz que a Controladoria Geral da União atrasou o processo de denúncia para não prejudicar a campanha eleitoral de Dilma Rousseff.
      A imprensa omite o fato de que o denunciante tentou chantagear a empresa onde trabalhava, cobrando US$ 3 milhões para não denunciar a política de subornos, e agora tenta obter esse dinheiro processando seus antigos empregadores.
      Essa espiral se move conforme a seguinte lógica: um jornal entrevista alguém, que faz uma denúncia, que é tornada oficial pela declaração de um político interessado na questão, vira tema de editorial e artigos, e volta ao noticiário como verdade absoluta. Não se questiona a origem, ou seja, o fato de que o autor da denúncia lucra – eventualmente, um bom dinheiro –, com sua história.
      A sucessão de factoides só vai terminar com o julgamento do processo no Supremo Tribunal Federal, o que pode levar três ou quatro anos. Enquanto isso, a imprensa trata de manter a presidente da República em posição defensiva, à custa da governabilidade. O objetivo mais ambicioso é interromper seu mandato por meio de uma manobra no Congresso, mas, se isso não funcionar, vale o efeito colateral de minar sua reputação e ampliar a rejeição de seu partido nas camadas médias da população.
      O processo se fundamenta na desinformação: reportagem do jornal Valor Econômico publicada na segunda-feira (13/4), colhida nos protestos contra o governo (ver aqui, para assinantes e leitores cadastrados), revela como muitos manifestantes são movido por teorias de conspiração estapafúrdias.
      Essas alucinações vicejam nas redes sociais, no rastro de postagens dos colunistas pitbulls que atuam regularmente na mídia tradicional e que espalham o vírus delirante da insanidade entre seus seguidores. Uma delas diz que um avião Hércules da Força Aérea Brasileira, fretado pelo Partido dos Trabalhadores, importou 300 venezuelanos com a missão de defender o governo contra o impeachment. Outra dessas teorias afirma que também estão sendo trazidos para o Brasil ativistas de Cuba e até do Haiti, que formariam um exército de militantes prontos para entrar em ação.
      Também há aqueles que juram ter conhecimento de que os médicos cubanos trazidos pelo Ministério da Saúde são, na verdade, agentes secretos que aguardam uma ordem do governo para implantar no Brasil o comunismo bolivariano.
      Os midiotas acreditam piamente nessas histórias, são manipulados pela imprensa e apresentados como a “base popular” pelos golpistas.