segunda-feira, 13 de abril de 2015

Seleção natural diminui força de manifestação golpista




12.abr.2015 - O internauta Luis Carlos Ramos, 70, empresário, enviou imagem via WhatsApp (11) 97500-1925 do local onde esperava encontrar outras pessoas para o protesto contra o governo da presidente Dilma Rousseff neste domingo (12) em Macapá, no Amapá. "Infelizmente, muita chuva em Macapá. Não apareceu ninguém, só eu. Local da concentração"

Fonte: BOL
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As milícias da imprensa

Por Luciano Martins Costa em 13/04/2015 
Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 13/4/2015
Os jornais de segunda-feira (13/4) absorvem cautelosamente a frustração com o menor impacto das manifestações de domingo, projetando novos lances dos grupos que se organizaram nas redes sociais e se corporificaram nas ruas. As redações registram desentendimentos entre líderes do movimento, concentrando as fichas em apenas dois deles, mas não conseguem dissimular o fato de que os protestos eram uma grande aposta da própria imprensa hegemônica.
Os jornais de sábado haviam divulgado com destaque declarações do presidente do PSDB, senador Aécio Neves, e uma nota oficial do partido, apoiando irrestritamente as manifestações do dia seguinte. Desde a sexta-feira (10/4), os três diários de circulação nacional vinham publicando chamamentos explícitos para estimular a adesão aos protestos, procurando selecionar os grupos e isolar os aloprados que ainda pregam o golpe militar e ações violentas. Não fica bem ser visto em tal companhia.
Não havia qualquer dúvida, portanto, de que a manifestação programada para manter acesa a crise política passava a ser um ato partidário sob a bandeira do PSDB, com patrocínio indiscutível da mídia tradicional.
A “pesquisa” Datafolha publicada na manhã de domingo mostrava que a queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff havia estabilizado, o que pode ser creditado à nomeação do vice-presidente Michel Temer como negociador com o Congresso e à maior visibilidade das medidas econômicas recentes, tratadas com superficialidade pela imprensa.
Na mesma edição da consulta, o Datafolha havia inserido uma pergunta maliciosa: “Considerando tudo que se sabe até o momento a respeito da Operação Lava Jato, o Congresso deveria abrir processo de impeachment para afastar a presidente Dilma da Presidência?”
A resposta majoritária (63%) a favor de um processo era apresentada pelo jornal como apoio ao impeachment, registrando-se, ao mesmo tempo, que só 12% dos que se declararam a favor de um processo para afastamento da presidente sabiam que, em caso de impeachment, Michel Temer seria seu sucessor.

Projeto comum
É nesse contexto de desinformação e ignorância política que os jornais tentam manipular os números da manifestação, procurando dar a ela uma abrangência que nunca tiveram.
Segundo levantamento feito pelo Datafolha no decorrer dos protestos, 83% dos manifestantes que foram às ruas no domingo haviam votado em Aécio Neves na eleição presidencial. Temos, portanto, um contexto em que homens (56% do total) brancos (73%), com educação superior (77%) e idade média de 45 anos saíram às ruas para exigir um terceiro turno da eleição que perderam nas urnas.
A análise da sequência de números selecionados pelo Datafolha autoriza a concluir que está em curso um golpe contra a vontade da maioria que elegeu a presidente Dilma Rousseff, no qual a imprensa seleciona fatos e opiniões, organiza e dá densidade a uma disposição antidemocrática que até então era difusa nas camadas privilegiadas da sociedade.
Embora os jornais insistam em dar aos protestos um caráter mais amplo, os fatos do fim de semana demonstram que há um processo deliberado, com base na imprensa, de levar às ruas manifestantes com perfil conservador e tentar apresentá-los como uma representação majoritária da população. Aposta-se, claramente, que essa onda acabe contaminando as classes de renda emergentes, cujos integrantes, em boa parte, almejam ser vistos como membros da classe média tradicional.
Observe-se que alguns institutos de pesquisa, entre os quais o próprio Datafolha, vem registrando, na esteira das manifestações, uma mudança no posicionamento político das classes médias urbanas, com o crescimento do número de pessoas que se declaram “direitistas” ou de “centro-direita”. Cansada de perder seguidamente a disputa nas urnas democráticas, a mídia se empenha em validar e dar visibilidade a expressões políticas reacionárias e antidemocráticas.
Registre-se, como curiosidade que um dos artigos publicados na edição de segunda-feira (13) da Folha de S. Paulo termina com a seguinte observação sobre a passeata de domingo no Rio de Janeiro: “(…) foi fácil perceber que não havia em Copacabana gente em situação financeira precária. Eram 10 mil pessoas de uma classe média que segue a pauta dos grupos de comunicação, claramente favoráveis aos protestos. Se a crise se instalar com a força que se espera e os mais pobres saírem às ruas, é possível que a turma deste domingo corra para seus apartamentos. E chame a polícia”.
Não seria esse mesmo o projeto da imprensa hegemônica?

Fonte: OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
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O relato de um “comunista de merda” infiltrado na manifestação em Copacabana

Postado em 13 abr 2015
Negros, outra vez, são vistos mais carregando um isopor do que cartazes
Negros, outra vez, são vistos mais carregando um isopor do que cartazes
Três enormes carros de som guiam algumas milhares de pessoas pela orla de Copacabana no protesto desse domingo contra o PT.
No alto de cada um deles, um grupo de homens e mulheres bem definidos reveza o microfone, mas os discursos também são bastante parecidos.
Todos exigem a saída do PT do poder, e assim intervencionistas militares, jurídicos ou favoráveis à renúncia marcham lado a lado pacificamente.
O clima é de um jogo da seleção da CBF no Maracanã, visto do setor mais caro das arquibacandas. Muitas famílias que capricharam no look em degradês de verde-amarelo, sorrisos, selfies e cerveja gelada.
Um jogo em que o juíz é ladrão e o único responsável pelo mau desempenho do time.
“Fora Dilma!” grita então o alto-falante, e é acompanhado em coro pela pequena multidão ,que logo cansa de repetir o mantra. O trio elétrico anúncia que é hora de música.
“Diz aí Gabriel o Pensador!”. Em seguida tocam O Rappa e Geraldo Vandré.
“Para não dizer que não falei das flores”, um hino contra a ditadura, ganha uma paródia surrealista na voz de manifestantes pró-intervenção militar, não se sabe ainda se por cinismo, psicopatia ou ignorância. Acredito que os artistas devem se manifestar a respeito.
A música é interrompida quando o carro de som chama a polícia para “retirar” do protesto um “comunista de merda” visto com uma bandeira vermelha.
Há vários registros de violência contra pessoas identificadas com símbolos ou cores comunistas durante esses protestos. O melhor talvez seja o de um senhor que vestia uma camisa com a clássica imagem da foice e do martelo e dançava, sem dizer nada, e foi chutado e derrubado por manifestantes, antes de ser salvo ou preso pela polícia.
“Muito obrigado Polícia Militar. Vocês são nossos herois!”, grita o auto-falante, e a pequena multidão aplaude.
A Polícia Militar do Rio de Janeiro – que essa semana matou um menino de 10 anos na porta de casa, em uma favela com intervenção militar “contra as drogas” – recebeu durante o protesto só carinho e gratidão. Além de expulsar comunistas infiltrados, era requisitada para muitas fotos entre sorrisos e metralhadoras.
“Traficante tem que mandar é pra Indonésia, quem aqui não ajuda a pagar a passagem de um traficante pra Indonésia, passagem só de ida! HAHAHA”, grita o alto-falante.
Alguns policiais sorriem, muitos manifestantes levantam a mão e também gritam.
Como fazem com diversos outros personagens apresentados pelos líderes com a entonação e a pausa calculada, à espera da catarse da pequena multidão.
“Dilma saco de merda!” “Lula chefe da quadrilha!”
Em 1984, de George Orwell, foi instituída a “Semana do Ódio”, em que as pessoas se reuniam para odiar um inimigo apresentado pelas autoridades. Em Copacabana, os líderes não são autoridades, mas pessoas comuns que viram nos protestos uma oportunidade de liderar revoluções, golpes, processos democráticos… ou simplesmente de ganhar dinheiro.
“Aceitamos doações, o que cada um quiser contribuir para fortalecer a nossa luta contra a corrupção, contra esse governo corrupto, dominado pelo Foro de São Paulo comunista!”, diz um dos líderes com a camisa polo do kit pró-impeachment.
A luta e os negócios, porém, parecem chegar numa fase delicada.
Em comparação com os protestos de março, os desse domingo sofreram uma queda drástica no número de participantes. Em comparação com 1964, parecem a história repetida já como farsa.
A classe pobre ou miserável, que não era menos pobre nos governos anteriores, em que a corrupção do sistema e as desigualdades já existiam, continua longe desses protestos e parece ter mais medo da polícia do que dos comunistas do Foro de São Paulo.
Participa de outras manisfestações, contra a chacina de crianças nas favelas, contra as terceirizações, contra a desigualdade, mas muito pouco do “Fora Dilma”.
“É porque são vagabundos que querem viver de bolsa ou ignorantes. Mas por isso precisamos levar nossa mensagem a todos, esclarecer a população sobre a urgência de tirar essa quadrilha do poder”, explica em tom didático e pacífico um dos líder de camisa polo.
“Nem que seja à força!” grita outro no microfone.
Muitos manifestantes aplaudem e também gritam.
Militares aposentados com a farda empoeirada batem continência para selfies e senhorinhas bem arrumadas, maquiadas e cheirosas, dançam felizes.
Negros, outra vez, são vistos mais carregando um isopor do que cartazes.
Crianças dão gargalhadas com os palavrões ditos no alto-falante.
Alguns tem lágrimas nos olhos e outros parecem emocionados ou indiferentes em silêncio.
Alguns permanecem em transe, reviram os olhos e babam.
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
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Altamiro Borges: Há algo de podre na venda das camisetas anti-Dilma, como a falta de pagamento de impostos

publicado em 12 de abril de 2015 às 20:40
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Estadão: “Embora cobrem transparência e lisura do governo federal, Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre e Revoltados On Line não fornecem nota fiscal de venda das camisetas que levam suas marcas”.

O lucrativo negócio dos golpistas


O jornal Estadão, que não esconde a sua simpatia pelas marchas golpistas contra o governo Dilma, publicou neste domingo (12) uma curiosa reportagem –- assinada pelos jornalistas Ricardo Galhardo, Vamar Hupsel, Ricardo Chapola e Fábio Leite. Ela questiona as fontes de arrecadação dos grupos que organizaram os recentes protestos –- que pedem desde o impeachment da presidenta até o retorno dos militares.

“Embora cobrem transparência e lisura do governo federal, Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre e Revoltados On Line não fornecem nota fiscal de venda das camisetas que levam suas marcas e serão usadas por muitos manifestantes nos protestos de hoje. A comercialização das peças, bem como as doações recebidas, são as justificativas usadas por eles para financiar suas atividades”.

Ainda segundo a minúscula matéria, “Revoltados On Line e Movimento Brasil Livre vendem seus produtos pela internet e as entregam pelo correio sem o documento fiscal. Ambos argumentam que não são uma empresa formal. O Vem Pra Rua montou um ponto de venda na papelaria Paperchase, no Itaim Bibi, bairro nobre da zona sul de São Paulo. A reportagem comprou uma camiseta e pediu a nota, mas não recebeu. Somente depois de questionar o porta-­voz do movimento, Rogério Chequer, o documento foi fornecido ­ em nome da papelaria… Na segunda-­feira, oEstado enviou questões aos três movimentos sobre fontes de recursos, organização jurídica, nomes de integrantes, ligações externas e processos decisórios. O Vem Pra Rua respondeu parcialmente. Marcello Reis, do Revoltados On Line, alegou falta de tempo. Renan Santos, do MBL, não respondeu”.

A breve reportagem do Estadão indica que não dará para esconder por muito tempo as nebulosas transações – e os suspeitos vínculos – destes grupos fascistoides. Através dos blogs e redes sociais, inúmeras denúncias já circularam pela internet. Aos poucos e em doses discretas, a mídia golpista vai sendo forçada a abordar as fontes de financiamento destas sinistras organizações.

Na semana passada, a própria CBN – a rádio que toca mentira da Rede Globo – deu mais algumas pistas num comentário do radialista Leopoldo Rosa. Vale conferir alguns trechos da reportagem intitulada “Grupos que organizam protestos contra a presidente Dilma Rousseff atingem profissionalização”.

“O maior trio elétrico do Brasil. Equipamentos alugados a diárias de R$ 20 mil. Filiais em 130 cidades. Pelo menos quatro grandes entidades organizadoras. Essa descrição caberia muito bem a qualquer show ou grande evento, mas a estrutura e organização é para o protesto contra a presidente Dilma Rousseff, no dia 12 de abril. Os grupos que convocam os atos estão cada vez mais organizados. Alguns viraram pessoa jurídica, outros estão ganhando administradores em diversos estados, além de páginas na internet e pessoas que ajudam a convocar e divulgar os atos. O fundador do Revoltados Online, Marcello Reis, diz que o grupo, que defende o impeachment da presidente quer se transformar em associação para ampliar a arrecadação por meio de mensalidades”.

“Deve ser deste grupo o maior carro de som na Avenida Paulista, a diária do equipamento custa R$ 20 mil. No Rio de Janeiro, o grupo deve levar cinco carros que já vão começar a rodar nesta semana, anunciando a manifestação. Em outros estados, o número de carros ainda não foi definido. Depende de quanto os grupos vão arrecadar até lá. Além das doações que já recebe, o Revoltados Online também comercializa camisetas. Uma peça chega a custar R$ 175. OMovimento Brasil Livre, um dos maiores organizadores do protesto também investe na venda de itens pela internet. No entanto, Renan Santos, líder do movimento rejeita o que chamou de gourmetização das manifestações”.

A reportagem até tenta aliviar a barra dos grupelhos oportunistas, mas não consegue esconder totalmente a sujeira fascistoide. Pelo jeito, há algo de muito podre nos porões destas marchas!
Fonte: VIOMUNDO
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A charge de Laerte sobre a mídia e o dia 12
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12 de abril 6
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Já se esperava que a manifestação anti governo, de ontem, teria uma adesão bem menor.

Cada manifestação, ou protesto, que venha a reunir um número significativo de pessoas nas ruas é motivo de análises, debates, avaliações.

E foi assim com a manifestação de 15 de março último, que em função das circunstâncias e da conjuntura política, conseguiu mobilizar um grande número de pessoas às ruas, principalmente na meca do reacionarisno brasileiro, a cidade de São Paulo.

Misture a frustração  e a raiva pela quarta derrota seguida para o PT, com o noticiário seletivo sobre a corrupção no país acusando somente o governo do PT,  com a crise econômica mundial que afeta o Brasil ,com uma grande dose de desinformação, e  com um panelaço resultante da mistura dos ingredientes acima.

Pronto, o resultado é uma gororoba fascista, que explodiu em ódio acéfalo insuflado pela velha mídia nas ruas do dia 15 de março.

Essa massa , devidamente manobrada, permite  que a oposição, como afirma hoje o jornal o globo, continue com o mau humor contra o governo e o estado de direito.

Nada como um pretexto  artificialmente criado para se revelar, assim como usar todo tipo de violência e truculência para mascarar a própria incompetência.

No entanto, a manifestação de ontem, perdeu , e muito, em força, apesar do amplo e irrestrito apoio que os manifestantes tiveram dos grandes meios de comunicação.

Natural que tenha perdido, já que depois da euforia excessiva, vem a depressão, depois do estravazamento da raiva, vem o recolhimento coberto com um verniz de um suposto equilíbrio.

No dia 15 de março a irracionalidade comandou o espetáculo, com o ódio na comissão de frente.

Depois de um ataque furioso, o cachorro descansa.

Natural que muitos dos manifestantes manobrados, ontem, quisessem descansar.

Outro aspecto diz respeito as análises e debates que surgiram, em todas as mídias e redes sociais, logo após a manifestação do dia 15 de março, além, claro, de outras denúncias de corrupção e sonegação envolvendo partidos de oposição ao governo, empresários de mídia e empresas do setor financeiro.

Parcialmente refeitos da raiva, muitos manifestantes puderam pensar e refletir, ainda que com dificuldades, sobre os resultados de suas ações e motivações que os levaram às ruas no mês de março.

Não tem como fugir, se atacou , logo depois será questionado sobre o ataque, e o questionamento leva necessariamente a uma reflexão, profunda ou não.

Isso significa que muitos manifestantes que estiveram presentes em março, depois da raiva, perceberam o mico e se recolheram.

Outros tantos, perceberam o mico e continuam firmes em mais micos, tanto que saíram às ruas ontem.

Já uma outra parcela, ainda não fez a análise crítica e continua mordendo todo mundo que aparece pela frente.

Além do processo e da seleção natural que fez diminuir o número de manifestantes, outros aspectos relacionados com a economia e  com a política, frutos de decisões acertadas do governo , também contribuíram para diminuir a força do movimento golpista.

O mau humor contra o governo, como afirma o globo de hoje em perfeito papel de porta voz das oposições políticas e também como mentor das milícias anti -democracia, pode vir a ser mais um tiro no próprio pé das oposições, já que o governo emite sinais que teria saído da UTI e já respira sem a ajuda de aparelhos.

A Política,  a partir de agora, ditará os caminhos vencedores.

Protesto vazios de conteúdos e com forte apelo ao retrocesso, perderão  sempre.

O mundo mudou e a internete já faz a diferença nos debates, fazendo com que a imprensa não detenha mais, como detinha em 1964, o monopólio da comunicação.

Foi lamentável e vergonhoso ver nos protestos de ontem alas dos integralistas, de ordem místicas reacionárias, militares de pijama,tal qual ocorreu nos movimentos de rua  que antecederam o golpe militar de 1964.

Nesses 51 anos que se passaram desde o golpe militar de 1964, a seleção natural seguiu seu curso, e o passado é uma roupa que não serve mais.

O terceiro turno das eleições de outubro de 2014 tão desejado pelas oposições e pela velha mídia, morreu ontem, na solidão do manifestante de Macapá, nos cartazes pedindo pelo fim da república, no pedido delirante de impitimam da presidenta Dilma e ainda nos pedidos pelo volta do ano de 1964.

O enterro do terceiro turno acontecerá hoje, no bairro de Higienópolis na cidade de São Paulo, local onde outra múmia está sepultada.
O féretro sairá de uma capela da cidade de Cláudio próxima ao aeroporto da cidade , nas Minas Gerias.

sábado, 11 de abril de 2015

Armação vergonhosa e golpista

futebol paulista
É impressionante como se perdeu completamente qualquer limite na tentativa apear a presidenta Dilma do governo. Neste domingo, os que pedem impeachment vão às ruas de novo em diversas partes do país. A mobilização pelas redes está muito menor do que nas vésperas de 15 de março e tudo indica que ao menos os atos de São Paulo e do Rio de Janeiro serão bem menores. Mas para que eles não sejam um vexame, principalmente em São Paulo, um vergonhoso esquema foi preparado para impulsioná-lo.

A Federação Paulista de Futebol, segundo consta, a partir de uma recomendação da Polícia Militar do governo do estado tucano e com a anuência da TV Globo, definiu que não era o caso de ter jogo de futebol na cidade de São Paulo no domingo às 16h. E exatamente num momento em que o Paulistão entra na fase decisiva.

Corinthians e São Paulo jogarão no sábado. Palmeiras às 11h do domingo. E o Santos, às 16h, em Santos. Que para quem não é do estado fica a 70 km da capital.

Até há pouco eu imaginava que o jogo do glorioso alvinegro praiano seria televisionado para todo o estado. Mas assistindo ao Linha de Passe da ESPN Brasil acabo de descobrir que não. A TV Globo teria aberto mão da transmissão do jogo das 16h. E o torcedor santista ficará chupando dedo e ouvindo o jogo pelo rádio se não tiver comprado o pacote do campeonato paulista.

Ou seja, a Globo abriu mão de transmitir um jogo na etapa final do Paulista para focar toda a sua cobertura na manifestação de São Paulo e tentar levar mais gente à Paulista.

Ao mesmo tempo, a PM já avisou que vai fechar as duas mãos da avenida, mesmo sem saber se isso será necessário.

O espetáculo está montado.

A Globo vai convocar a manifestação, a PM vai organizar tudo para que as pessoas acabem indo ao ato como se fossem à praia e o governo de São Paulo provavelmente vai mandar liberar as catracas do metrô, como fez em 15 de março numa atitude inédita.

É tudo tão bizarro que não dá pra acreditar que nenhuma liderança política do governo federal denuncie a canalhice.

Vão esperar pra falar depois. E dessa forma ajudarão a promover um novo panelaço que será comemorado como um gol pela mídia tucana.

Agora é preciso reconhecer uma coisa, não deve ser fácil fazer oposição no Brasil. Porque o governo sozinho se derrota.


PS: Numa democracia séria e com um governo minimamente corajoso a Globo seria ao menos advertida por usar uma concessão pública para promover uma manifestação de caráter político partidário e com o objetivo de derrubar um presidente eleito.


Fonte: Blog do Rovai
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No dia 6 de abril, segunda -feira passada, Fernando Brito, do TIJOLAÇO, publicou um artigo ( leia ao final desta postagem) alertando para a semana que iniciava e as atenções para a manipulação midiática por conta dos protestos agendados para o dia 12 de abril, domingo, amanhã.

Durante toda semana  acompanhei atentamente todo o noticiário das emissoras de rádio, TV e os jornais impressos, além dos acontecimentos  que pudessem gerar algum factoide em prol dos ideais golpistas para incitar os acéfalos indignados.

E de fato ocorreu uma uniformidade nas notícias da velha mídia, onde a operação Lava jato, a Petrobrás e até mesmo o mensalão, foram citados com frequência e ganharam maior destaque, com o claro intuito de requentar e manter a chama viva para manifestações anti governo e anti corrupção.

No entanto, no quesito corrupção e sonegação, a operação Zelotes ganhou um destaque ainda menor na semana, assim como o escândalo do HSBC.

Figuras como o doleiro Youssef e o delator Costa, tiveram grande destaque na velha mídia durante a semana, com imagens de depoimentos antigos de ambos, sendo reapresentados  quase que diariamente nos telejornais.

No jornal da TV Bandeirantes, não faltaram comparações da operação lava jato com o mensalão.

E eis que o desejado factoide aconteceu no depoimento do tesoureiro do PT, na CPI da Petrobrás, na Câmara dos deputados, quando ratos foram soltos , cuidadosamente e de forma planejada,  logo no início  do depoimento e diante de um batalhão de fotógrafos , cinegrafistas, repórteres e jornalistas, que ali estavam para acompanhar o depoimento.

Um ato para gerar um factoide e fazer o link com as manifestações.

Se isso não bastasse, as armações do Grupo Globo com a Federação Paulista de Futebol e a Polícia Militar, colocaram o jogo do Palmeiras para o domingo às 11 horas da manhã, deixando a cidade de São Paulo  no domingo a tarde livre de partidas de futebol, o que levou a TV globo a não transmitir nenhuma partida de futebol , no domingo, para a cidade de São Paulo.

Ou seja, além dos passeios no Ibirapuera e nos aeroportos, o  domingo do paulistano ficou mais pobre, sem futebol, o que  cria condições para uma nova modalidade de diversão, que são os protestos bovinos e acéfalos que pedirão a volta da ditadura militar, intervenção no governo federal e o fim a da corrupção na Petrobrás e no governo, obviamente, tudo acontece por culpa do PT.

No entanto, a sonegação bilionária identificada na operação Zelotes, da Polícia Federal, que pegou bancos, empresários , empresas de mídia ,políticos de oposição, não será motivo de indignação por parte dos manifestantes bovinos.


Uma semana de juízo. É a direita quem radicaliza, não nós.

6 de abril de 2015 | 14:13 Autor: Fernando Brito
intervem
A semana política, que aparentemente começa desanimada, vai esquentar.
É preciso “dar um gás” na manifestação do dia 12, que não parece ir lá muito bem das pernas, depois das dissensões que envolveram seus diversos grupos e, afinal, sua submissão à ala mais radical, que tem seu “papa” em Olavo de Carvalho, homem capaz de pérolas como a contida em sua entrevista ao jornal A Tarde:
“Se queremos restaurar a possibilidade de um debate franco, teremos de impor isso à força.”
Desta vez, também, ao que parece, não haverá a ajuda do Governo, com aquele desastrado pronunciamento de “mea-culpa” de Dilma, nem com a imposição, nada gradual, dos reajustes de preços.
Mas, sobretudo, joga contra eles o fato de que, como movimento inorgânico, a perda da “novidade” jogue como desmobilizador de muita gente.
Mas isso quer dizer que a manifestação esteja fadada ao “amanhã vai ser menor”?
Não.
A primeira, obvia, é que não sou adivinho, e menos ainda sobre manifestações inorgânicas, ainda que formalmente comandada por um grupo perfeitamente identificado de nulidades suspeitas.
A segunda é que o núcleo curitibano, que confessadamente opera a justiça do marketing – ao confessar que investigou lançando “um grande 171″  pode acertar, outra vez, o “timming” de suas revelações – ou pseudo-revelações – para ajudar no “agito”.
E a terceira é a de que a mídia, embora com mais dificuldades do que em março, pode, ainda, se lançar a uma ofensiva convocatória para o ato, o que também não parece provável, à exceção, talvez, da Veja.
Espera-se que a esquerda, que tem todo o direito de se manifestar também e muitas razões para se contrapor com atos à ofensiva da direita, perceba, desta vez, que pode – com radicalização – ajudar a direita radical.
Ela voltou a existir abertamente, está forte e deve ser enfrentada.
Mas ainda não furou a barreira que precisa vencer para chegar ao golpismo real, não o da intenção no qual chafurda.
A normalidade do funcionamento das instituições e da  vida brasileira, que vai começar a se impor, independentemente da campanha de terror que contra ela se promove.

Fonte: TIJOLAÇO

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Excelente emprego

Ferj é campeã de lucro e fatura mais do que Botafogo, Flamengo, Flu e Vasco

Resultados financeiros de Bota, Fluminense e Vasco não chegam à metade do arrecadado pela federação na Taça GB

HUGO PERRUSO E RODRIGO STAFFORD
Rio - Enquanto a Federação de Futebol do Rio (Ferj) vive em uma realidade alternativa e comemora uma média de público pífia, os números do Carioca de 2015 trazem de volta a triste realidade de um campeonato deficitário e que só dá alegrias a apenas um lado: a própria entidade, que lucrou mais do que os quatro grandes nas 15 rodadas, apenas com sua taxa de 10% por jogo.

Presidente da Ferj, Rubens Lopes argumenta que Carioca não é deficitário por causa das cotas de TV
Foto:  Divulgação

Se somados, os resultados financeiros de Botafogo, Fluminense e Vasco não chegam à metade do arrecadado pela Ferj: R$ 682,9 mil contra R$ 1,54 milhão somente com a taxa de 10%. Pior: nem mesmo o Flamengo, com 11 jogos obtendo lucro no Carioca e presente nos três principais públicos do futebol brasileiro em 2015 (contra Vasco, Botafogo e Fluminense), conseguiu ter um saldo superior ao da entidade: R$ 1,12 milhão.
Vale ressaltar que a culpa não é apenas da federação. Os clubes têm altos gastos com produção de ingressos, antidoping - que é de responsabilidade dos grandes - e, principalmente, aluguel de estádio. Em um dos clássicos, Botafogo e Flamengo levaram, cada um, apenas R$ 505 mil, 23,75% da renda de mais de R$ 2 milhões. O Maracanã ficou com R$ 995 mil.
Ainda assim, a diferença de arrecadação em relação à Ferj é gritante. Campeão da Taça Guanabara, o Botafogo teve um saldo de apenas R$ 26.433,00 com os 15 jogos que disputou. Sorte que embolsou mais R$ 1 milhão de premiação pela conquista. Já o grande que mais teve prejuízos foi o Fluminense, com quatro partidas obtendo saldo, sendo três clássicos.
Um fator que pode ter contribuído à péssima presença de público para o Tricolor são os estádios onde jogou. Ao contrário dos outros três arquirrivais, o principal inimigo político da Ferj foi quem menos atuou nos grandes estádios da capital (Maracanã, Engenhão e São Januário): sete vezes, contra 11 do Vasco, por exemplo.
“Fica claro que os clubes que não são alinhados politicamente (com a Ferj) são tratados de forma desigual”, reclama o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, que critica os altos gastos nas partidas do Carioca.
“Este ano tem sido pior pelo crescimento dos custos de operação dos estádios e a excessiva participação da Ferj na renda, bem como o alto custo do quadro móvel nos jogos”, completa o dirigente.
Mas não foram apenas os adversários políticos que se deram mal. Apoiadores ferrenhos da Ferj, os 12 pequenos também tiveram péssimo desempenho. Só um jogo entre eles gerou lucro, enquanto os outros 65 deram prejuízo ao mandante. Até a oitava rodada, quando era possível analisar os borderôs com todos os gastos (clique na foto abaixo e veja o infográfico), o saldo dos jogos dos pequenos era bem inferior ao da federação: R$ 75 mil contra R$ 804 mil da Ferj.

Foto:  ArteMaquiagem para mostrar lucro no borderô

Não faltaram ações para maquiar os resultados ruins dos jogos do Carioca. Desde o início, o presidente da Ferj, Rubens Lopes, e seus aliados argumentavam que o campeonato não é deficitário por causa das cotas de televisão, que passaram a ser incluídas nos borderôs. A prática fez com que as partidas ficassem no azul, mas em nenhum outro estado do país se utiliza de tal tática.
E não é a única. Como informou o DIA no dia 20 de março, a partir da nona rodada, a Ferj deixou de colocar nos borderôs dos pequenos três itens (cooperativa de árbitros, despesa operacional e delegado) que representam cerca de R$ 8 mil de despesas não divulgadas. Após a publicação, a porcentagem de INSS sobre esses gastos também deixou de ser computada, o que dificultou a reportagem a contabilizar o real prejuízo dos pequenos nos jogos.
Em outra tática, revelada pelo site ‘Globoesporte.com’, os pequenos são obrigados pelo artigo 11 do regulamento do Carioca a arcar com 25% da capacidade do estádio. Ou seja, em jogos com número de torcida inferior a esse piso, os próprios clubes devem comprar os ingressos. Assim, são vistos vários públicos redondos e com menos torcedores no estádio que o divulgado nos borderôs. Ninguém na federação foi encontrado para falar sobre o assunto.

Depois de ironia de Eurico Miranda, Bom Senso rebate dirigente do Vasco

Dirigente lançou nota questionando: 'Quem é Bom Senso?'

O DIA
Rio - O retorno de Eurico Miranda, ao Vasco, estava calma até bem pouco tempo. Depois de se colocar ao lado da direção da Ferj, o presidente Cruzmaltino voltou a causar polêmicas nos bastidores da bola. Depois de ser citado pelo Bom Senso F.C. em um texto que fazia críticas ao modelo de futebol do Rio, o cartola soltou uma nota oficial em resposta ao movimento dos jogadores.

"Atualmente o Sr. Eurico Miranda e o Sr. Rubem Lopes, críticos circunstanciais, dizem que o fim dos estaduais representa o desemprego de 3 mil famílias. O Bom Senso afirma há 2 anos que a manutenção desse modelo de calendário resulta, ao final dos estaduais, o desemprego de 15 mil famílias por todo o Brasil. O que eles têm a dizer sobre isso?", dizia o comunicado do Bom Senso.
"Quem é Bom Senso FC?", rebateu Eurico Miranda em nota publicada no site do Vasco.Nesta sexta-feira, pelo Facebook, o movimento provocou o dirigente: 'Prazer, Bom Senso FC.', dizia a foto seguida pela legenda:
"Saudações às múmias. Amanhã tem mais".





Fonte: O DIA
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Quando expulso de forma injusta e absurda no jogo contra o Flamengo, o jogador Fred, do Fluminense , disparou críticas contra a organização do campeonato estadual de futebol do Rio de Janeiro.

Na ocasião, Fred afirmou que o campeonato tinha acabado e que não fazia o menor sentido disputar uma competição nos moldes atuais, organizada pela FERJ.

A FERJ se defendeu dizendo que o número de clubes envolvidos na competição garante emprego para três mil pessoas do estado, envolvidas com o futebol.

Declaração que teve apoio de alguns dirigentes, até mesmo de um grande clube do Rio de janeiro.

No entanto, a realidade é diferente e a FERJ, de todos os envolvidos com o campeonato, é quem mais se beneficia.


No futebol brasileiro, quem mais lucra com as competições são as Federações, a CBF e a emissora de TV ( sabem quem ? ). 

Quanto aos clubes, ora, os clubes são detalhes.

Excelente emprego.


E eis que que o presidente do Vasco da Gama, com sua crítica ao Bom Senso FC, revela o quão forte é sua parceria com a FERJ.

Aliás , essa é uma prática corriqueira de Eurico.

O humorista Bussunda, já falecido, tinha uma coluna no Jornal dos Sports, onde escrevia sobre o futebol.
Certa ocasião , Bussunda  foi alvo de Eurico, por críticas ao Vasco.
Eurico disse , na ocasião, que Bussunda era um bom humorista, porém , não o reconhecia como colunista esportivo.

O mesmo, de certa forma, acontece agora, com a crítica de Eurico ao Bom Senso FC.

Pode ser que  uma pequena, talvez bem reduzida, parcela de pessoas que acompanha o futebol, não conheça o Bom Senso FC.

No entanto, todos conhecem muito bem o comediante Eurico.


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Brilhou a Estrela Solitária - 1968, o ano que não terminou


E o Botafogo foi o campeão da Taça Guanabara e, mais uma vez, o título veio quando todos apontavam o Flamengo como favoritíssimo para vencer a competição.

A Taça Guanabara é uma competição que foi criada pela extinta FCF - Federação Carioca de Futebol  - no ano de 1965, como parte das comemorações dos 400 anos da cidade do Rio de Janeiro, à época, capital do Estado da Guanabara.
Cabe lembrar que o estado da Guanabara foi criado em 1960 e, naquele ano, o América foi o primeiro campeão do estado da Guanabara. 
Em 1974 , o estado da  Guanabara se fundiu com o estado do Rio de Janeiro e  a última Taça Guanabara do Estado da Guanabara, foi vencida também pelo América, em 1974, seu único título na competição. 
Tanto em 1960 como em 1974, o América conquistou os títulos em jogos contra o Fluminense.
Uma competição que em seus primeiros vintes anos de existência, teve grande apelo popular e importância, sendo que a conquista do título era motivo de grandes comemorações.

No ano de 1968 aconteceu algo semelhante ao ocorrido neste ano.
Na ocasião, o Flamengo venceu um clássico e ficou empatado com o Botafogo no primeiro lugar do torneio. 
Como tinha um jogo a menos que o alvinegro que já tinha encerrado seus jogos, e o jogo do Flamengo seria contra o modesto Bonsucesso, ao final do clássico a maioria dos jogadores do Flamengo festejou o título, deu volta olímpica no gramado do Maraca e o zagueiro rubro negro Onça por pouco não ficou nu, pois jogou camisa, calção, meias e até as chuteiras para os enlouquecidos torcedores que ficavam na geral  do estádio.
A nossa alegre e cômica imprensa esportiva também não fez por menos, e dava o título do Flamengo como certo, pois vencer o Bonsuça não seria um problema, considerando que o jogo aconteceria no Maracanã, e o rubro anil era o lanterna da competição.
A comemoração do título que ainda não tinha conquistado foi em um domingo e o jogo contra o Bonsucesso seria na quarta-feira seguinte.
De domingo até quarta-feira, a imprensa esportiva não falava em outra coisa que não fosse a façanha do Flamengo, ou seja, conquistar  sua primeira Taça Guanabara e ainda de quebra deixando para trás o timaço do Botafogo, base da seleção brasileira campeão do mundo em 1970, no México.
Veio o jogo contra o Bonsucesso e o Maraca repleto de rubro negros, em êxtase, a espera , apenas, do apito final do árbitro para colorir o Rio de janeiro de vermelho e preto. 
E o jogo começou e , para desespero dos flamenguistas, o Bonsucesso venceu por 2 x 0.

                             time do Bonsucesso que venceu o Flamengo diante de 
                                                50 mil pessoas no Maraca, no dia 11 de setembro de 1968

A derrota para o Bonsucesso não tirou o título do Flamengo, pois a competição terminou empatada com Flamengo e Botafogo no primeiro lugar e, assim sendo pelo regulamento da época, um jogo entre as duas equipes seria necessário para se conhecer o campeão.
Um detalhe, no entanto, marcou aquela decisão.
No dia do jogo entre Flamengo e Bonsucesso, o treinador do Botafogo, o sortudo e competente Zagalo, ao consumir um refrigerante retirou a cortiça da chapinha e recebeu um prêmio ou uma mensagem - tai uma boa pauta para repórteres , pois Zagalo pode confirmar esse acontecimento - que , segundo o Velho Lobo, seria um indicativo de que o Botafogo ainda seria o campeão  da competição. 
Essa "mensagem", que  o supersticioso Zagalo - treinador do não menos supersticioso Botafogo -  recebeu, aconteceu antes do início do jogo entre Flamengo e Bonsucesso.
E então Flamengo e Botafogo  foram para a final da Taça Guanabara e , o que se viu , foi um massacre do time do Botafogo, que goleou o Flamengo por 4 x 1 e sagrou-se bicampeão da competição.

Resultado de imagem para onça, zagueiro do flamengo  em 1968
                                  time do Botafogo campeão da Taça GB em 1968
 
Brilhou mais uma vez a estrela de Zagalo.
Quanto aos jogadores do Flamengo ninguém viu e não se tem notícia até os dias atuais, que tenham dado a volta olímpica ao contrário após a goleada sofrida e consequentemente a perda do título que achavam que já tinham conquistado.
Quanto a nossa alegre e cômica imprensa esportiva, como sempre acontece em situações do tipo, fez cara de paisagem e seguiu em frente, fingindo também que não tinha comemorado um título que não aconteceu.

E eis que este ano, de forma similar, a história se repete.
Logo após a vitória do Flamengo sobre o Fluminense, em um clássico, o que deixou o Flamengo com ampla vantagem para conquistar a Taça Guanabara, já que o último jogo o adversário era o lanterna e modesto Nova Iguaçu, a nossa alegre imprensa não fez por menos, e, de domingo até o dia de ontem, apontava o Flamengo como o virtual campeão da Taça Guanabara, já que as chances do Botafogo eram mínimas.
Quanto aos jogadores do Flamengo, não se teve notícia , ou evidências , de demonstrações de conquista antecipada.
E veio o jogo e o Flamengo ficou em um 0 x 0 com o Nova Iguaçu, resultado que combinado com a vitória do Botafogo sobre o Macaé, por 1 x 0 , deu o título da Taça GB para o Glorioso.
Algo impensável para a nossa imprensa esportiva, que já computava prováveis três troféus para o Flamengo no campeonato, já que o primeiro - o Super Clássico Carioca - foi conquistado no domingo, após o Fla-Flu, e o segundo, a Taça GB, era praticamente certo, como disse o setorista do Flamengo da rádio Tupi por diversas vezes, faltando , apenas a conquista do estadual. 
Na radio Globo, o narrador principal, ao longo desses dias que antecederam o jogo contra o Nova Iguaçu, gritava diariamente pelos microfones que a conquista do Flamengo era certa, confirmada, bastando, apenas , conhecer o vencedor estadual.

De 1968 até os dias atuais muita coisa mudou, os jogadores de futebol estão mais comedidos quanto a comemorações antecipadas e o Maraca não é mais o mesmo.
No entanto, o futebol continua sendo uma caixinha de surpresas e a nossa alegre e cômica imprensa esportiva continua a mesma.

Quanto ao campeonato, pode-se dizer que o estadual terminou ontem com a conquista, pelo Botafogo , da Taça GB.
A partir de agora começa o Carioca.